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Sangue do Céu

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Sangue do Céu

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Marcello Fois

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Eliana Aguiar

Páginas: 110

Ano de edição: 2005

Peso: 160 g

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Ruim
Marcio Mafra
22/01/2006 às 13:10
Brasília - DF

Bustianu é um personagem forte que está presente em quase todas as páginas do Sangue no Céu. Ele é um advogado e também um grande investigador. Fillippo é acusado de homicídio, que depois suicida-se na prisão. O seu advogado vai se dedicar a esclarecer os mistérios do caso. Quando são descobertas algumas provas, logo vem a dúvida: foi Fillippo que se suicidou mesmo ou sua morte terá sido uma queima de arquivo? O romance é muito mais que chato. É chatíssimo, por três principais motivos: Primeiro porque está permeado de expressões idiomáticas da língua Sarda. Além da Sardenha onde mais se fala essa língua ? Segundo porque a tradução é um verdadeiro horror. Terceiro porque é um romance ensopado de chuva. Enquanto tem investigação, tem chuva. Arre. É tudo muita umidade. Tudo cheira a mofo. É muita água. É demais. Não vale a leitura.É um livro ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de uma investigação criminal, onde o advogado que defende o suposto culpado, consegue descobrir o verdadeiro responsável pelo delito, através de seus conhecimentos intimistas e intuitivos, como também, pelo uso de conhecimentos praticados ou "ensinados" por antepassados.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Chegar até o restaurante San Giovanni significava atravessar um rio contra a corrente. Comecei a subida usando o guarda-chuva como um soldado romano usava o escudo quando se alinhava para o testudo*. (NT* Formação de assalto dos soldados romanos com os escudos unidos acima de suas cabeças como proteção contra projéteis. A água chegava em lambadas descontínuas, primeiro nos joelhos, depois nas panturrilhas. Caminhava rente aos muros para proteger-me os flancos. O regurgitar das calhas explodia sobre o encerado do guarda-chuva. Eu era um grande salmão que chispava para o alto da torrente. Um ou outro passante heróico avançava inclinado como se quisesse enfrentar o jato imitando-o, adequando-se a ele. Os paralelepípedos da rua brilhavam como mármores estriados de linhas de chuva transparente. Todo o pavimento da rua vibrava aos saltos como se febricitasse de malária. Entrei no restaurante com o mesmo alívio de um náufrago salvo depois que a tempestade destruiu seu barco. Havia calor. Calor das cozinhas. Calor da pesada estufa de cerâmica que funcionava a pleno vapor no centro do salão. Tia Mena preparou a mesa "alla buona". - Espero uma pessoa - disse ao ver que ela arrumara a mesa só para um. - Logo vai chegar o advogado Marongiu. Oh, tia Mè, atenção para não deixá-lo ver a conta, depois nos acertamos, "cunpresu?" - Bem, seu avogá, como o senhor quiser. Entendi: a conta eu tenho que entregar depois ao senhor. - Justamente. Mesmo que ele insista em pagar. - Tá, tá, entendi. - De vinho bom, o que temos? - Jerzu, Mandrolisai, mas tenho também o vinho novo de Marreri, que outro como ele não tem. - Que venha então o Marreri, é aquele de Chicchitto Secchi? - É, isso. Esse ano está uma maravilha. Giovannino Marongiu adentrou o local naquele momento.. - Maldita chuva - sibilou. - Eu tinha que ir a Orune de manhã, mas não teve jeito de passar - acrescentou tirando o chapéu. - Foi à festa de boas-vindas? - perguntou-me, despindo o sobretudo e procurando um lugar para colocá-lo. - Por caridade! Que boas-vindas, que nada! Deixa estar! Já vimos tantas como essa. - Hum, parece ser um homem de pulso... - comentou referindo-se ao recém empossado procurador. - Mas que pulso! Aprontou mais em Tempio do que Carlos na França - esquentei-me enquanto Marongiu se assentava. - Diz que estava fazendo uma limpeza: desmobiliza todo o escritório da Promotoria Pública: tudo comprometido; reclama se os defensores tentam fazer acordos, servem-se de informantes, têm acesso às atas colaterais... E encarrega-se da indispensável objetividade favorecendo o ingresso dos continentais nos postos-chave. Em suma, não entendeu nada de nada... - Bom, nada de novo também... - Ora, Giovanni, sabe que não é bem assim; sabe que o fim último de toda essa operação é condenar; fazer uma obra de fachada e quem ficar no meio, no meio ficou. Não é que esses continentais tenham trazido novidades: as absolvições são sempre para aqueles que podem pagar. Só que eles não conhecem o ambiente em que trabalham e raciocinam como se um lugar fosse igual ao outro. - Não sabia que era tão sardista, Bustià! - Mas não! O que tem isso a ver, o que é que você entendeu? Não tenho nada contra os continentais! Só acho que todo esse salseiro acaba reforçando a tese de que todos aqueles que defendemos são, no fim das contas, culpados! É isso que eu queria dizer: pelo menos com os colegas daqui é possível falar a mesma língua; em suma, temos peculiaridades que têm de ser consideradas! O que foi que viramos? Uma colônia a ser civilizada? Tia Mena veio nos interromper. - Hoje temos maccarrones de busa* ou minestrone, se quiserem, e javali ensopado e sartitza* assada - disse, colocando na mesa umas meias luas de pão carasau*. (* Em língua sarda, respectivamente: espaguetes furados no centro, como canudinhos; lingüiça; pão finíssimo de trigo ou sêmula, que se conserva por muito tempo - originalmente, papel fino usado em partituras. - Maccarrones de busa e javali para dois. A velha retirou-se com um gesto de aprovação; o local começava a ficar demasiado cheio e isso a deixava atarantada. - A Itália ainda é uma nação muito jovem: vai ser preciso um tempo antes que se consiga falar a mesma língua. E não estou me referindo à linguagem em si, mas àquela cultura que, no bem e no mal, é o nosso patrimônio comum. Bolas, não tínhamos um anel no nariz quando a fizeram, essa Itália! Repito: dêem-nos tempo para que possamos nos estabelecer como quisermos nessa nação. Acho que seríamos italianos melhores se nos fosse permitido entrar como sardos nessa nação. - Sim, mas não podemos pretender leis especiais ou um ordenamento particular só porque não estamos prontos... - Isso eu não aceito! Já não fizeram leis especiais a dizer chega? Mas claro que fizeram! Todas para nós, fizeram! E todas para punir! Nós as vimos, maio passado, em ação, as leis especiais! Prisões em massa. Quantos eram os presos? Quatrocentos? Perquisições arbitrárias; crianças e até mulheres grávidas tiradas de suas camas, mortos no adro da igreja! Todos delinqüentes, todos culpados? Muito, muito especiais essas leis! Mas essas coisas você já conhece muitíssimo bem! - Claro que conheço e estaria de acordo com você se a maior parte dos meus constituintes não fosse culpada! O novo procurador faz o que pode. É possível que um grupo de advogados menos comprometidos com a cultura local consiga realmente trabalhar com mais objetividade.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o Sangue do Céu porque havia lido uma resenha que o recomendava muito e incensava o autor - um premiado literato italiano - cujo livro seria lançado na Festa Literária de Parati, em junho de 2005. Além disso fiquei muito impressionado com o titulo do livro.


 

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