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A América Latina

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A América Latina

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Autor: Manuel Bonfim

Editora: Nova Aguilar

Assunto: Sociologia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 1368

Ano de edição: 2002

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Ótimo
Marcio Mafra
12/07/2005 às 14:11
Brasília - DF

A América Latina é um livro escrito em 1904 e está contido dentro de um livro maior, denominado Intérpretes do Brasil.


Então este livro vai da página 607 até a 887.



Nele, Manuel Bonfim faz uma excelente análise sobre a formação étnica da nação brasileira, dentro de um contexto maior que é a América Latina.



Segundo o autor foi insignificante o esforço português para a colonização do Brasil. A atuação de Portugal não contribuiu em nada para o desenvolvimento sócio, político ou econômico do Brasil. O Império Português se limitou à exploração econômica da colônia, sem nenhuma contrapartida que contribuísse para o seu progresso.



Manuel Bonfim diz ter escrito "América Latina" movido, também, pelo propósito de buscar conhecer os motivos dos males de que nos queixamos todos: " "Ah! Se o Brasil tivesse como colonizadores os Ingleses, ou Holandeses, ou Franceses teríamos uma índole e uma história melhor..."


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma narrativa, do ponto de vista político-histórico-social, do início do século passado com muitas idéias sobre a formação étnica do Brasil, como nação pertencente a América Latina.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Advertência. Um livro deve explicar-se por si mesmo; preliminares, prólogos, introduções, prefácios e outros antelóquios explicativos são geralmente ou excessivos, ou incompletos. Todavia, há, muitas vezes, por fora do livro, nos motivos psicológicos da sua Concepção, na história das idéias que ali se harmonizam, mais de uma advertência oportuna ao leitor, principalmente se trata de criticar e julgar gentes e fatos. Este livro formou-se espontaneamente. Pois não é um sentimento natural, doce e confortante, esse amor ao solo natal, às paisagens que nos revelaram a natureza, às coisas que nos ensinaram a vida?... Certamente, a expansão de afetos, no homem, não se limita simplesmente às terras que o nutrem, e às populações que lhe dão convívio e assistência; nos que são capazes de amar alguma coisa além da própria personalidade, o sentimento irradia-se, busca a beleza e a bondade onde quer que existam, al¬cança tudo que sente, sorri para todas as alegrias, e sofre de todas as dores. Mas é legítimo, é fatal, que essa necessidade de amar a natureza, as gentes, a vida, se concretize nas coisas entre as quais existimos que os nossos afetos vão ter aos filhos dessa mesma terra onde nascemos, cujas idéias e sentimentos se acordam com os nossos, cujos costumes e linguagem evo¬cam, para cada um, a própria história, os gozos passados, as dificuldades vencidas, o crescer da inteligência por entre os fatos, o agitar do coração, tentado, absorvido pela vida ambiente. As dores que vemos mais nos impressionam, os males que nos rodeiam mais estimulam a compaixão; é natural, pois, que o fervor e a paixão de solidariedade humana se exerçam entre aqueles de cujas tristezas e necessidades sabemos, que elas nos inte¬ressem especialmente, porque as compreendemos e avaliamos. Hoje conhecemos toda a humanidade, e toda ela nos interessa; vê-Ia solidária, unida, aliviada de toda opressão, aproveitando em comum, segundo as necessidades de cada grupo, os recursos que a ciência tem revelado, é o ideal de todos que têm um ideal; mas, na hora da ação, é forçoso que a atividade se aplique à sociedade a que pertencemos. Isto é patriotismo; e, assim, tal sentimento é nobre e digno, desde que não pretenda manter domínios. É nobre e humano, desde que, pugnando pelos interesses e ne¬cessidades de um povo, não busque resolvê-los em oposição aos interesses gerais da espécie, desde que, nos choques provocados pelos egoísmos em fúria, cada patriota se limite a defender seu ideal, repelir as agressões injustas e, a rebater as explorações e privilégios; a lutar pelo progresso moral da nacionalidade, e a anular as influências contrárias a esse progresso. É esse o meio de trabalhar eficazmente pela civilização e pelo bem geral. A pátria é um sentimento e é um fato; pois que nos sentimos fazer arte de um meio social, temos uma pátria, fora de qualquer pensamento exclusivista, fora de qualquer preocupação agressiva. Este livro deriva diretamente do amor de um brasileiro pelo Brasil, da solicitude de um americano pela América. Começou no momento indeterminado em que nasceram esses sentimentos; exprime um pouco, o desejo de ver esta pátria feliz, próspera, adiantada e livre. Foram esses sentimentos que me arrastaram o espírito para refletir sobre essas coisas, e o fizeram trabalhar essas idéias - o desejo vivo de conhecer os moti¬vos dos males de que nos queixamos todos. Desse modo, as notações, as analogias, as observações, as reflexões se acumularam. A idéia de incorporá-las num volume veio, talvez, há dez anos, ao ler o livro de Bagehot - Physic and politic. Que é que há de comum entre estas páginas e a obra substanciosa do sociólogo inglês? Nada. Nem a tenho presente, agora, ao dar forma definitiva a este trabalho; nem mesmo tenho nenhum dos livros que me inspiraram. Aqui, onde, forasteiro, escrevo, disponho apenas de notas, reunidas durante nove anos - senão, talvez fosse outra a forma que tivera este trabalho; não variariam, porém, as idéias. Essas mesmas, agora desenvolvidas, já as apresentei, em parte, res¬umidamente num parecer, prefácio à excelente História da América, livro didático do Sr. Rocha Pombo, parecer que deriva justamente dessa preocupação, já antiga. Em 1897, quando o diretor geral de Instrução Pública fez anunciar o concurso de um compêndio de História da América, solicitei a honra de, na qualidade de membro do Conselho Superior de Instrução Pública, dar o parecer sobre as obras que se apresentassem: tal era o interesse que este assunto apresentava para mim; e só assim se explica essa pretensão de tratar de matéria fora da minha especialidade, e a qual não podia apresentar nenhum título de competência oficial. As notas se amontoam, o livro se forma pouco a pouco - observações e reflexões, colhidas em cada uma das crises, desalentos, dúvidas e entusiasmos da vida que, entre dificuldades, vamos vivendo. Chegando aqui, à Europa, não só a natural saudade daqueles céus americanos, como a apreciação direta dessa reputação perversamente malévola de que é vítima a América do Sul, provocaram a reação afetiva que se traduz na publi¬cação destas páginas. Fora daí, elas não viriam, talvez, à luz. É um livro nascido, animado, alimentado e divulgado pelo sentimento, não o sentimento dos interesses pessoais, que obscurecem a razão e pervertem o julgamento, mas um sentimento que só aspira a alcançar a causa efetiva desses males, dentro dos quais somos todos felizes o desejo de subir à civilização, à justiça, a todos os progressos. Vem aqui a exposição de uma teoria, construída com os fatos e as deduções como no-los apresenta a ciência; a linguagem geral do livro, porém, certos comentários, parecerão descabidos ou impróprios a uma demonstração que assim se fundamente. Seria preciso, acreditam certos críticos, uma forma impassível, fria e impessoal; para tais gentes, todo o argumento perde o caráter científico sem esse verniz de impassibilidade; em compensação, bastaria afetar imparcialidade, para ter direito a ser proclamado rigorosamente científico. Pobres almas!... Como seria fácil impingir teorias e conclusões sociológicas, destemperando a linguagem e moldando a forma à hipócrita imparcialidade, exigida pelos críti¬cos de curta vista!... Não; prefiro dizer o que penso, com a paixão que o espírito me inspira; paixão nem sempre é cegueira, nem impede o rigor da lógica. Demais, é bem fácil a cada leitor julgar por si do valor dessas demonstrações, e da lógica das conclusões; elas se fundamentam em fa¬tos universalmente reconhecidos. Toda doutrina que se apóia sobre a observação e a analogia, e se acorda com as leis gerais do universo, deve ser tida como verdadeira até prova do contrário. A paixão da linguagem, aqui não dissimulada, traduz a sinceridade com que essas coisas foram pensadas e escritas. (assinado) Manuel Bonfim. Paris, março de 1903.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Judith e Marco Aurélio Cerqueira, me presentearam no aniversário de 2004, com a coleção de história, Intérpretes do Brasil, em três bem nutridos volumes.


 

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