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Família de Espiões

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Família de Espiões

Livro Bom - 1 opinião

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Autor: Pete Earley

Editora: Best Seller

Assunto: Romance

Traduzido por: Marcelo Dias Almada

Páginas: 468

Ano de edição:

Peso: 530 g

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Bom
Marcio Mafra
05/09/2005 às 09:57
Brasília - DF

A história é boa. Pete Earley escreve no velho e bom estilo dos jornalistas. Os personagens, talvez por terem sido criados com pés de gente, são bem descritos. O autor consegue prender o leitor. O desfecho de Família de Espiões é previsível - coisa que embora inevitável por se tratar de uma história baseada em fatos reais - sempre enfraquece o roteiro do romance. Concorre para diminuir a riqueza do livro o abominável viés do falso moralismo ou, patriotismo marketeiro norte americano.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de John Walker Junior, que a editora afirma ser sobre fatos reais: Ele era um espião do Serviço Secreto Americano e, a partir de em 1967 vendeu mais de 200 segredos militares da Marinha dos EUA para a URSS, em cujas operações envolveu também os seus familiares.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A agência de detetives serviu de excelente cobertura a Arthur. Sempre que ele queria se livrar de Rita, falava que ia trabalhar com John em algum caso. Na verdade, o que geralmente fazia era passar em seu bar favorito, estilo western, para tomar uns drinques. Às vezes, Arthur se oferecia de fato para ajudar John em alguma investigação. Rita, porém, logo deixava de perguntar ao marido aonde ele ia à noite. Depois de 26 anos de casamento e de ter tido três filhos, Arthur ainda se preocupava com Rita. Não queria magoá-la, mas também não queria passar a vida com a sensação de que ela o prendia. Por que, ele perguntou certa tarde a John, teria de ficar em casa à noite, assistindo à televisão, só porque Rita não gostava de sair? John, naturalmente, levava o irmão a festas e o incluía no maior número possível de programas. Embora os dois usassem peruca e apresentassem alguma semelhança física, no falar e nos gestos, Arthur e John tinham, porém, personalidades diferentes e eram tratados também de modo diferente pelos conhecidos de John. Não era raro que John se embebedasse, escrevesse observações obscenas em guardanapos de bar e pedisse à garçonete que entregasse a mensagem a alguma jovem desacompanhada. Quanto a Arthur, sua atitude mais ousada era pedir a alguma garçonete mais atraente que lhe desse um abraço antes que ele pagasse a conta. P.K. Carroll notou a dessemelhança. Certa noite, ela disse a Arthur que dali por diante passaria a chamá-lo de "tio Art" porque ele parecia o tio predileto de qualquer pessoa. O apelido pegou. Não demorou que todo mundo começasse a chamá-lo de tio Art. John, por sua vez, era chamado de Johnnie ou de JAWJ, suas iniciais. Ninguém achava que ele tinha ares de tio. John percebia as diferenças. - Meu Deus, Arthur, ninguém se sente à vontade para fumar um baseado na sua frente - queixou-se ele certa tarde. - Todo mundo espera que você vá embora para ficar ligado. No início de abril de 1982, John telefonava a Arthur e dizia-lhe que precisava desesperadamente de mais documentos sigilosos. - Desta vez estou numa situação muito difícil, Arthur. Me encostaram na parede. Não há nada que possa conseguir para mim? Seria perfeito se me arranjasse mais alguma coisa. Arthur respondeu que tentaria. Em 28 de abril, Arthur telefonou a John, dando boas notícias. A VSE havia sido contratada para estudar os navios anfíbios de ataque, classe LHA. Tais navios eram usados para soltar na costa, durante um ataque, até dois mil fuzileiros navais e 150 oficiais da Marinha. Sabendo que a Marinha russa estava longe de desenvolver navios de ataque como os LHA, Arthur achou que John poderia se interessar por algum material de pesquisa que chegara à VSE, especialmente o grande número de fitas magnéticas que continham informações preciosas sobre esses navios. Um item chamara a atenção de Arthur. Tratava-se de um impresso de computador que apresentava todas as falhas e defeitos dos LHA num período de cinco anos. O impresso, além de constituir um relatório de acidentes, também continha informações sobre a localização dos navios quando os defeitos apareceram, quais eram suas missões e como os defeitos afetaram o desempenho de combate. Como John não compreendesse muito bem a importância de uma lista de defeitos mecânicos compilada por um computador, Arthur explicou-lhe que as informações ali contidas poderiam ser usadas de vários modos por um engenheiro experiente. Esse engenheiro poderia, por exemplo, calcular quantos navios de ataque americanos estavam "prontos para o combate" em determinada ocasião. Poderia estimar quanto tempo esses navios ficariam em operação antes de apresentar falhas. Poderia ainda detectar os problemas mais freqüentes dos navios de ataque e utilizar essas informações para aperfeiçoá-los. O documento despertou grande interesse em Arthur. - É um tipo de documento bem inovador - explicou ele. - Completamente diferente dos relatórios de acidentes que você conhece! - Parece interessante - observou John. - Qual é a classificação? - Confidencial ou sigiloso, não tenho certeza. - Muito bem, eu apareço na hora do almoço. Encontre-me no estacionamento e traga algumas páginas. Na manhã seguinte, ao chegar ao trabalho, Arthur foi até o escritório de segurança da VSE para examinar o relatório de acidentes. Embora o documento fosse apenas confidencial, o supervisor de segurança não quis que Arthur o levasse para fora do escritório, sugerindo que a consulta fosse feita ali mesmo. Arthur, que costumava ser uma pessoa de bons modos, então inflamou-se. - Preciso do documento na minha mesa - insistiu ele. - Qual é o problema? Tenho ficha limpa! O supervisor de segurança cedeu. Pouco antes do meio-dia, Arthur pegou uma parte do documento, colocou-a debaixo do braço com outros papéis e saiu para encontrar-se com John, que o aguardava em seu furgão. Dirigiram-se a um shopping center e estacionaram diante de uma loja. Arthur estava nervoso. A discussão com o supervisor de segurança deixara-o perturbado. - Vou tomar um drinque leve - ele anunciou. Habituado às suscetibilidades de Arthur, John ficou no furgão a examinar o documento. Esperou, porém, que o irmão voltasse para bater as fotografias. - O que você está fazendo? - perguntou Arthur. - Estou lhe mostrando como é fácil tudo isso - respondeu John. - Não precisa ir ao meu escritório. Você pode bater as fotos em qualquer lugar. Eu costumava fazer isso a bordo dos navios, acredite. John usava uma Kodak 110. - Não é preciso iluminação especial nem nada - prosseguiu ele. - Veja como é simples. Você poderia fazer isso no local de trabalho, caso não fosse tão medroso. Meu colaborador da Costa Oeste tem um furgão só para essa finalidade. John já fizera antes menção a seu "colaborador da Costa Oeste". Vivia dizendo a Arthur que o sócio ganhava muito dinheiro, e Arthur presumia que se tratasse de Jerry Whitworth, pois sabia que ele e John eram amigos próximos. - Depois lhe digo se este material tem algum valor - disse John depois de tirar sete fotografias. Naquela mesma tarde, John telefonou a Arthur, sugerindo que o irmão pegasse o restante do relatório de acidentes e o fotografasse à noite. Arthur mostrou-se relutante. - Pensei que você fosse verificar se valia a pena bater mais fotos. - Não tem sentido devolver o livro para pedi-lo novamente. Isso pareceria suspeito. John novamente forçava Arthur a ir mais fundo do que pretendia. Arthur, porém, fez o que o irmão queria e retirou várias outras páginas antes de devolver o livro ao oficial de segurança. Naquela noite, Arthur dirigiu-se à agência de detetives de John e fotografou as páginas que havia roubado. - Pensei que fosse ter um ataque do coração - recordou ele. - Estava assustado e paranóico. Achava que ia ser pego daquela vez, que a qualquer momento um bando de agentes do FBI invadiria o escritório de John. Não podia acreditar que estava fotografando o documento para ele e prometi a mim mesmo que aquela seria a última vez. Não podia continuar fazendo aquilo. A pressão e o medo eram demais para mim. Era uma loucura. Não valia a pena passar por tanta tensão e perigo por causa daquele relatório. Achei literalmente que ia morrer ao tirar as fotografias.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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