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O Mestre-de-Cerimônias

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O Mestre-de-Cerimônias

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Morris West

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 380

Ano de edição: 1994

Peso: 430 g

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Bom
Marcio Mafra
07/09/2005 às 08:38
Brasília - DF

Morris West surgiu no Brasil, pela publicação do Advogado do Diabo. Este e o Sandálias do Pescador foram grandes best seller. Os demais, não passam de literatura de mimeógrafo. De mimeógrafo porque são reproduções mal feitas, pouco nítidas, as vezes borradas do Advogado do Diabo. Invariavelmente os seus outros livros são como álcool que se atira na fogueira. Na fogueira das vaidades. Eles só tratam de ciúmes, guerras, chantagens, crimes, sexo, dinheiro e poder. O Advogado do Diabo foi um grande sucesso, um ótimo livro e por isso o Morris deve ser reverenciado. Já "O Mestre de Cerimônias", nem tanto. A leitura é chocha, como diria qualquer gaúcho do interior.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Gilbert Langton, que em meio possibilidade de paralização geral dos negócios pela interrupção do fornecimento de petróleo, conseguiu planejar um grande empreendimento, que consistia no processamento de alimentos e sua estratégia de distribuição, por ocasião de uma guerra na região do Oriente Médio.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Cheguei em Tóquio às duas horas da tarde. Fui direto para meu escritório, e telefonei para o embaixador australiano. A conversa foi breve. Informei que ele poderia receber um pedido dos americanos, querendo verificar meu caráter e classificação de segurança. Ele prometeu que me daria a classificação máxima. Agradeci e acrescentei que tentaria também mantê-lo a salvo de problemas. Liguei em seguida para Max Wylie, na embaixada dos Estados Unidos. - Sr. Wylie, meu nome é Gil Langton. Temos uma amiga comum, Marta Boysen. - É um prazer ouvi-lo, Sr. Langton. - Obrigado. Acabo de deixar Marta em Nara. Ela está trabalhando ali com a equipe de Carl Leibig, como já o informou. - Ela comentou que talvez deixasse a cidade. - Registrei a cautela instintiva da resposta, enquanto ele acrescentava: - Em que posso ajudá-lo, Sr. Langton? - Marta disse que gostaria que nos conhecêssemos. Creio que este pode ser um momento oportuno. Estaria livre para um drinque ao final da tarde? Digamos, às cinco e meia, no Seiyo Ginza. Tenho uma suíte ali. Poderemos conversar em particular. - Um encontro informal ou profissional, Sr. Langton? - Digamos que a bebida é honesta, e a conversa deve ser interessante . - Aguardarei ansioso. Às cinco e meia, no Seiyo Ginza. Assim, a sorte estava lançada, eu voltava mais uma vez ao mundo pelo qual passara brevemente, mas sem qualquer senso de vinculação ou comprometimento concreto. Por mais estranho que possa parecer, foi meu pai, tão liberal, de espírito tão livre, quem primeiro me introduziu no semimundo dos agentes secretos, intrigas internacionais e guardiões de segredos ocultos. Estávamos em Canberra, a capital da Austrália. Almoçávamos com o governador-geral, um velho amigo de meu pai, que queria homenagear sua aposentadoria. Àquela altura, eu já conquistara o sucesso profissional. A Polyglot Press proporcionava ótimos lucros. Voara de Londres para fazer companhia ao velho nas cerimônias de encerramento de sua carreira acadêmica. Depois o levaria para a pesca de marlim nas extensões setentrionais da Grande Barreira. Entre os convidados no almoço havia outro amigo de meu pai, o diretor do serviço de informações e segurança, o SIS australiano. Meu pai - como os pais costumam fazer - entoara um hino de louvor aos meus dotes como lingüista. O diretor oferecera-me um emprego. Eu recusara. Ele me perguntara se eu aceitaria missões ocasionais; por exemplo, como observador ou consultor em missões diplomáticas ou comerciais. Parecia bastante inócuo, mas minha concordância levara a estranhos desvios. O treinamento me proporcionara uma certa competência profissional, que poderia ser útil no encontro com Max Wylie. Eu estava definindo um pequeno plano tático quando Tanizaki entrou na sala quase a galope. Eu já ouvira a notícia? Que notícia? A Matsushita acabara de comprar a gigantesca empresa de entretenimento americana Universal-MCA, com todas as companhias subsidiárias, por seis vírgula um bilhões de dólares! Era muito dinheiro, em qualquer língua financeira. Depois da compra da Columbia pela Sony, significava que os japoneses controlavam agora dois dos maiores conglomerados internacionais de entretenimento. As dimensões da transação, que obviamente fora realizada no estilo típico, de muitos interesses interligados, explicava a relutância do keiretsu em lançar dinheiro de risco no desenvolvimento a longo prazo da nova e instável União Soviética. Também me levava a especular como e por que o pensamento de Tanaka se voltava para oeste, ao coração da Eurásia, e não para leste, na direção do território continental dos Estados Unidos, onde o imperium japonês já se estabelecera, sobre as fundações do capitalismo ao velho estilo americano. Conversamos por algum tempo; depois, pedi a Tanizaki que me trouxesse um exemplar de nosso livro de apresentação, The Gift of Tongues. Era um excelente trabalho, uma combinação de todas as artes de produção de livros, antigas e modernas: tipografia, direção de arte, encadernação, gravuras em cores, fabricação de papel, fotografia... Continha um relato histórico do desenvolvimento da Polyglot Press, e amostras de seu trabalho em todas as línguas em que editávamos. Valera-nos muitos prêmios e diversos negócios, confesso que era uma obra de que muito me orgulhava. Sentia ainda mais orgulho da epígrafe que meu pai escolhera, repetida em tradução em cada alfabeto. Era da Aeropagitica de Milton, o que pode lhes parecer muito estranho, uma citação inglesa para prefaciar um livro em muitas línguas, mas que de certa forma cai bem nas mentes de todos os leitores: "Um bom livro é o precioso sangue vital de um espírito superior, embalsamado e preservado para uma vida além da vida." Tanizaki perguntou-me como estava a situação com a dama. Respondi que não ia muito bem. Ao que ele sorriu e ofereceu-me, com irônico respeito, um conselho: - As mulheres ocidentais, Gil-san, são melhor constituídas do que as japonesas, mas precisam de muito mais cuidados. Na sua idade, você é que deve merecer os cuidados. Por que não deixa que minha mãe lhe procure uma jovem simpática e atenciosa, de boa família... Quase joguei o livro em sua cabeça, enquanto ele se retirava, assoviando e rindo, para seus domínios. Decidi que estava na hora de sair e preparar-me para a reunião com Max Wylie. Guardei o livro em minha pasta e voltei ao Seiyo Ginza. Às cinco e meia em ponto, Max Wylie apareceu, mais de um metro e oitenta de terno sob medida da Brooks Brothers, louro, olhos azuis, bronzeado de um tratamento diário sob lâmpadas solares, um aperto de mão firme e sério, uma insinuação do sul dos Estados Unidos na voz. Seu drinque era o mesmo que o meu, um antiquado bourbon com gelo, apenas um dedo de água natural.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sem nenhum registro historico para este livro


 

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