carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

New York New York

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
New York New York

Livro Ruim - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Judith Krantz

Editora: Círculo do Livro

Assunto: Romance

Traduzido por: Luzia Machado da Costa

Páginas: 425

Ano de edição:

Peso: 505 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Ruim
Marcio Mafra
30/09/2005 às 23:21
Brasília - DF

Judith Krantz é uma escritora do gênero sexo, dinheiro, sucesso e luxúria. É uma versão empobrecida do Morris West e outros menos votados. É a linha do mundanismo vazio, bobo e sem nada. Não passa de uma historieta do tipo "versão moderna" de contos de fada. Por certo que a tradução deixa a desejar. Judith Krantz, escreveu 10 ou 15 livros, que nos EUA fizeram sucesso. Conclusão: americano gosta de livro assim. Bem feito pra eles. New York New York, é um livro ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A senhora Max Umberville chega a Paris, pelo concorde da Air France.....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Depois que resolveu deixar a proteção dos pais, Maxi logo arranjou a casinha perfeita, e descobriu uma equipe de decoradores, Ludwig e Bizet, para transformá-la num ambiente que não tinha nada a ver com a cronologia. Não era a casa de uma garota impulsiva, e sim a de uma herdeira serena com uma tendência para interiores ecléticos que peritamente degelavam o estilo Luís XV com toques venezianos de muita fantasia, a combinação suavizada com chintz inglês. Depois da primeira incursão de Maxi na introspecção, ela meditava longa e freqüentemente sobre seu futuro. Descartara a categoria de jovem divorciada quase tão depressa quanto pensara nela. Havia tantas outras mulheres divorciadas em Manhattan, formando um clube vasto e não-registrado, que ela preferia não se juntar a elas. Com muito mais arte e disciplina do que empregara ao se preparar para seu primeiro dia no trabalho, ela começou cuidadosamente a criar uma nova Maxime Emma Amberville Cipriani, que seria imediatamente reconhecida como viúva. A viuvez - prematura, cruel, acidental e misteriosa era um estado tão mais desejável do que qualquer outro que lhe fosse acessível. Era um estado que combinava certo status tristemente elegante com uma distinção e uma aura de - poesia? -, sim, poesia, se ela agisse certo, pensou, os lábios tremendo com um sorriso reprimido. Maxi se treinou para a viuvez por meio do abrandamento melancólico de seu sorriso; por uma dignidade sintonizada, valente, em que se envolveu. Ela amenizou o campo de energia em que costumava se mover e o virou para dentro, de modo que ficou evidente - mas nunca imediata ou dolorosamente óbvio - que estava sofrendo de um pesar mudo, com o qual não queria incomodar os outros. Ela agora só se vestia de preto, em todas as ocasiões: um preto sério, caro, maldosamente atraente. A única jóia que usava era o presente de casamento dos pais, um maravilhoso colar de pérolas birmanesas de duas voltas, graduadas de doze a dezenove milímetros, cada globo perfeitamente redondo, irradiando um brilho sem igual e, claro, o ornamento necessário à viúva, uma aliança de ouro modesta e simples, que tinha vontade de atirar no lixo. Assim que ficava em casa sozinha, Maxi trocava de roupa e punha seus jeans velhos e camisetas usadas, mas nunca saía de casa sem estar vestida de preto da cabeça aos pés, mesmo se fosse para o campo, de calças pretas e blusa de seda preta. Maxi usava suas habilidades de maquiagem para conseguir uma palidez deliciosa, jogou fora sua coleção de blushes e batons e concentrou-se em escurecer modestamente a pele em volta dos olhos com cinza e castanho enfumaçados. Se ao menos lndia estivesse ali para apreciar seus esforços, pensou ela com saudade, ensaiando seus efeitos. Assim como reprimira sua gargalhada gostosa, Maxi fazia questão de nunca falar de si. Em vez disso, adquiriu a habilidade de fazer as pessoas dissertarem sobre seu tema sempre favorito: elas próprias. Aprendeu a evitar habilmente todas as perguntas acerca de sua vida privada e maquinalmente recusava dois em cada três dos seus muitos convites - pois as sardinhas tinham tido um efeito maravilhoso - para ficar em casa com Angélica. Se bem que tivesse uma tentação profunda e constante, nunca chegou a dizer a alguém que Rocco Cipriani havia morrido - bem morto -, mas nunca se referia a um ex-marido, ou a um casamento anterior. Como o tempo em que pessoas se dão ao trabalho de se lembrar dos detalhes da vida particular dos outros em Manhattan é determinado pela quantidade de lenha jogada ao fogo, Maxi conseguiu estabelecer sua viuvez dentro de um ano, quando fez vinte e um anos. Não era uma viuvez sem distrações. Com a maior discrição, ela teve uma dúzia de amantes, não numa sucessão muito rápida; todos impecáveis, bons partidos, loucos para casar com ela e isentos de problemas apresentados por uma aliança com um homem que poderia não compreender que o dinheiro dela era dela, para gastar conforme ela quisesse. No entanto, nenhum deles lhe parecera suficientemente necessário para ser conservado mais do que alguns meses. Maxi se convenceu de que nunca mais se apaixonaria, e essa idéia, embora melancólica, era compensada pela liberdade que lhe dava. Ela se gabava de ter se tornado uma heroína modernizada de Henry James, uma mulher com um passado apenas vagamente conhecido; o presente que era provocadoramente privado e, no entanto, iluminado pelo clarão de sua independência, sua família, sua fortuna e - por que não ser clara - seu rosto; uma mulher cujo futuro encerrava uma promessa infinita. Num fragrante mês de agosto, em 1978, Maxi estava andando para a entrada do cassino em Monte Carlo. Ia sozinha, descansada, sabendo que o principado possuía um policial para cada cinco visitantes e todas as mulheres podiam usar com segurança todas as suas jóias em público, mesmo na ruazinha mais escura da cidade. Sentia em seu íntimo que havia um lugar de sorte reservado para ela na mesa do chemin de ler, mas não estava com pressa de entrar em ação. Era a primeira noite que Maxi passava em Monte Carlo e literalmente a primeira vez em sua vida que tinha uma liberdade total de ir e vir à vontade, sozinha, sem que ninguém lhe perguntasse nada e sem ter de prestar contas a quem quer que fosse. Os pais estavam em Southampton, Rocco, por fim, conseguira arrumar as coisas na revista de modo a ter folga no mês de agosto e levara Angélica para visitar os pais dele no campo, perto de Hartford. Maxi recusara vários convites para passar temporadas em casa de amigos ou para viajar com eles, e discretamente reservou uma suíte para si no Hotel de Paris em Monte Carlo, uma suíte de esquina, de proporções majestosas, com uma grande sacada semicircular dando para a saleta, de onde ela contemplava o pôr-do-sol. Ao longe, abaixo dela, via-se o porto movimentado de Monte Carlo mais além, num promontório rochoso e saliente, erguia-se o palácio, e além do palácio estava o céu notável, encontrando-se com o mar notável, no qual dezenas de barcos de recreio estavam entrando no porto. Aquela vista da suíte de Maxi não revelava qualquer sugestão de que, todas as semanas, mais uma das vilas eduardianas, que por tanto tempo tinham feito o encanto da cidade, era demolida para dar lugar a mais um prédio de apartamentos alto, moderno, ao estilo de Miami; nenhuma sugestão de que todos os centímetros cúbicos do território dos Grimaldi estavam sendo explorados com um método nada sentimental, que era muito mais suíço do que mediterrâneo.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada para registro sobre este livro. Acho que ele sempre esteve na prateleira. Nasceu aqui.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.