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A Câmara de Gás

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A Câmara de Gás

Livro Péssimo - 1 opinião

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Autor: John Grisham

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Aulyde Soares Rodrigues

Páginas: 564

Ano de edição: 1995

Peso: 655 g

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Péssimo
Marcio Mafra
11/09/2005 às 14:11
Brasília - DF

A história da Câmara de Gás, começa com a mesma receita do John Grisham: meleca.

Pega-se um advogado antigo ou novo e coloca-se na batedeira. Se tiver na geladeira mais de um advogado é só acrescentar. Muito importante é não esquecer de juntar os personagens representantes dos preconceitos sociais: favelados, prostitutas, homossexuais, negros, pobres em geral ou índios. Acrescentam-se as historinhas dos personagens que lidam com a Justiça: policiais, detetives, delegados, carcereiros, juizes e promotores. Dá uma pitada de família, sucesso, moral e dinheiro. Bate bem, deixa crescer com o fermento do desespero e assa em forno de muitas páginas. Para enfeitar o bolo, escolhe uma cobertura de direitos humanos, ou de pressão social, salpicada com um leve sabor de mulher sensual, não sem uma tonalidade de família. Na falta de família estruturada, pode-se substituir por membros avulsos como: pais, mães, sobrinhos, filhos, genros e cunhadas. Serve o bolo numa linda bandeja da felicidade pessoal ou da satisfação pelo dever cumprido.

Pronto!!! Esta é um tipo de receita que o John Grisham tem repetido, que nem xerox ou meleca, ao longo do tempo. As variações são pequenas e não alteram a receita básica do bolo. Quando consegue vender a receita para confeiteiro de cinema, a coisa vira um deus-nos-acuda, de tanta venda, tanto sucesso. O Câmara de Gás, como livro é isso, ruim! Igual à bolo mal feito. Assim é a história de Sam Cayhall que foi condenado depois de explodir um escritório de advocacia, de um negro ativista dos direitos humanos..que quase termina na Câmara de Gás. O final da história é ridículo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Câmara de Gás é uma complicada história de um condenado a morte, pelo crime de ter explodido o escritório de Marvin Kramer, um advogado ativista dos direitos dos negros. Sam Cayhall era membro da Klu-Klux-Klan. Um outro advogado, Adam Hall se envolve no caso para tentar reverter a pena de morte do militante da Klu-Klux-Klan.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Primeiro eles foram prestar seus respeitos aos mortos. O cemitério ficava em duas pequenas colinas na periferia de Clanton, uma delas repleta de jazigos trabalhados e monumentos grandiosos, onde há muito tempo as famílias importantes estavam enterradas, com seus nomes gravados em granito. Na outra colina ficavam os túmulos mais recentes e com o passar do tempo no Mississippi, os jazigos foram diminuindo de tamanho. Carvalhos majestosos e olmos davam sombra a quase todo o cemitério. A grama era baixa, bem aparada e os arbustos cuidados. Havia azaléias por toda parte. Clanton dava prioridade às suas lembranças. Era um belo domingo, sem nuvens e uma brisa leve que soprava desde a noite expulsava a umidade. A chuva estava longe e as colinas vicejavam cobertas de folhagem e flores silvestres. Lee ajoelhou na frente do túmulo da mãe e pôs o pequeno buquê de flores sob o nome gravado na pedra. Fechou os olhos e Adam, de pé atrás dela, olhou para a laje. Anna Gates Cayhall, 3 de setembro, 1922 - 18 de setembro, 1977. Adam fez as contas. Tinha cinqüenta e cinco anos quando morreu, portanto ele tinha treze, ainda vivendo na bendita ignorância, no sul da Califórnia. Ela foi enterrada sozinha, sob uma laje simples, o que apresentou um pequeno problema. Companheiros de uma vida geralmente são enterrados lado a lado, pelo menos no sul, o primeiro ocupando o primeiro túmulo, debaixo da mesma laje. O sobrevivente, cada vez que visita o túmulo, vê seu nome com a data de nascimento já gravados, à sua espera. - Papai tinha cinqüenta e seis quando mamãe morreu explicou Lee, segurando a mão de Adam e afastando-se um pouco do túmulo. - Eu queria que ele a enterrasse num terreno onde ele pudesse juntar-se a ela mais tarde, mas ele não quis. Creio que achava que tinha ainda alguns anos de vida e podia casar de novo. - Você me disse uma vez que ela não gostava de Sam. - Tenho certeza de que ela o amava de certo modo, eles viveram juntos quase quarenta anos. Mas nunca foram muito unidos. Quando cresci tive certeza de que ela não gostava da companhia dele. Às vezes ela me fazia confidências. Era uma moça simples do campo, que casou muito cedo, teve filhos, ficou em casa com eles e devia obedecer ao marido. Isso era comum naquele tempo. Acho que minha mãe foi frustrada durante toda a vida. - Talvez não quisesse Sam ao lado dela por toda eternidade. - Pensei nisso. Na verdade, Eddie queria que ficassem separados, um em cada extremidade do cemitério. - Eddie estava certo. - E ele falava sério. - Quanto ela sabia sobre Sam e a Klan? - Não tenho idéia. Nunca falamos sobre isso. Lembro que ela ficou humilhada quando meu pai foi preso. Chegou a passar algum tempo com Eddie, com vocês, para evitar os repórteres. - E ela não assistiu a nenhum dos julgamentos? - Não. Ele não quis. Minha mãe tinha pressão alta e Sam usou isso como desculpa para impedir que ela fosse ao tribunal. Caminharam pela passagem estreita para a antiga parte do cemitério. De mãos dadas, olhavam para os túmulos e jazigos. Lee apontou uma fileira de árvores, em outra colina, no outro lado da rua. - É lá que os negros são enterrados. Debaixo daquelas árvores. É um pequeno cemitério. - Não acredito. Ainda hoje? - Claro, você sabe, mantenha-os no seu lugar. Essa gente não suporta a idéia de um negro enterrado entre seus antepassados. Adam balançou a cabeça, incrédulo. Subiram a colina e descansaram debaixo de um carvalho. As fileiras de lajes verticais estendiam-se pacificamente lá embaixo. A cúpula do prédio do tribunal de Ford Country cintilava ao sol a poucas quadras do cemitério. - Eu brincava aqui quando era pequena - disse ela, em voz baixa. Apontou para a direita, para o norte. - A cidade sempre comemora o 4 de Julho com fogos de artifício, os melhores lugares do teatro estão aqui, no cemitério. Há um parque lá embaixo, onde eles soltam os fogos. Nós pegávamos as bicicletas e vínhamos para a cidade, para ver a parada, nadar na piscina municipal e brincar com nossos amigos. Então, assim que anoitecia, nos reuníamos aqui, no meio dos mortos, sentados nos túmulos para ver os fogos. Os homens ficavam tomando cerveja e as mulheres com seus bebês. Nós corríamos a pé e de bicicleta por todo o cemitério. - Você e Eddie? - É claro. Eddie era um irmão caçula normal, chato como o diabo às vezes, mas muito querido. Sinto falta dele, sabe? Sinto muita falta dele. Durante muitos anos estivemos distanciados, mas quando volto para esta cidade, tenho saudades do meu irmãozinho. - Eu também sinto falta dele. - Nós dois viemos até aqui, exatamente onde estamos agora, na noite em que ele se formou no ginásio. Eu tinha passado dois anos em Nashville e voltei porque ele queria que eu assistisse à sua formatura. Tomamos uma garrafa de vinho barato. Acho que foi a primeira vez que ele bebeu. Nunca vou esquecer. Sentamos aqui no túmulo de Emil Jacob e tomamos vinho até esvaziar a garrafa. - Em que ano foi isso? - Mil novecentos e sessenta e um, eu acho. Ele queria entrar para o exército para sair de Clanton e ir para longe de Sam. Eu não queria o meu irmão no exército e nós discutimos até o nascer do sol. - Ele estava confuso? - Eddie tinha dezoito anos, provavelmente tão confuso quanto a maioria dos garotos que terminam o ginásio. Tinha medo do que podia acontecer a ele se ficasse em Clanton, medo de que alguma falha genética se manifestasse e ele ficasse igual a Sam. Outro Cayhall com um capuz. Estava desesperado para sair daqui.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não tem qualquer registro historico para este livro


 

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