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Tempo de Matar

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Tempo de Matar

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: John Grisham

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Aulyde Soares Rodrigues

Páginas: 535

Ano de edição: 1994

Peso: 610 g

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Bom
Marcio Mafra
11/09/2005 às 14:01
Brasília - DF

Uma história do racismo norte-americano. Em uma pequena cidade do interior, uma criança negra, é estuprada e espancada por dois homens brancos. Presos, os criminosos são mortos por Carl Lee, o pai, que os mata na frente de muitas testemunhas. Aí começa toda a trama do livro, e vai se desenvolvendo em ações da justiça, destacando-se a defesa do advogado contratado, que enfrenta a ira dos racistas, o medo de seus familiares e amigos e até a parcialidade do juiz. O livro tem uns buracos na narrativa, que tiram um pouco o ritmo da leitura e fica meio lento pelo excesso de narração dos ambientes, dos personagens e das coisas que os rodeiam. Só que ao previsível final da história, o leitor constata o efeito "meleca", ou "xerox" ou mimeófrago dos livros de Grisham, que acaba por encher o saco até de quem o tenha feito de filó.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Carl Lee Hailey, negro, que teve a sua filha criancinha, estuprada por dois brancos. Ele os fuliza. Mas um negro não pode acabar com a vida de dois brancos com as proprias mãos. O assunto ganha dimensão e envolve todo o país, a justiça e a mídia.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Cada achou a reportagem na segunda página do primeiro caderno. "Júri de brancos escolhido para Hailey". Jake não havia telefonado na noite de terça-feira. Carla leu e se esqueceu do café. A casa dos seus pais era isolada, numa parte deserta da praia. O vizinho mais próximo ficava a duzentos metros. Todo o terreno entre as duas casas pertencia ao seu pai e ele não pretendia vender. Tinha construído a casa há dez anos, quando vendeu a empresa de Knoxville e se aposentou como um homem rico. Cada era filha única e agora Hanna seria a única neta. A casa - com quatro quartos e quatro banheiros, construída em três planos - tinha espaço para uma dúzia de netos. Ela terminou de ler a reportagem e foi até as janelas da sala de refeições, que dava para a praia e o mar. A massa brilhante, alaranjada do sol acabava de surgir no horizonte. Carla preferia o calor da cama até bem depois do nascer do sol, mas a vida com Jake trouxera uma nova aventura para as primeiras sete horas do dia. Seu corpo estava condicionado para acordar pelo menos às cinco e meia. Certa vez Jake dissera que seu objetivo era sair para o trabalho enquanto estava escuro e voltar do trabalho quando já estava escuro. Geralmente ele conseguia. Jake orgulhava-se muito de trabalhar mais horas por dia do que qualquer outro advogado de Ford County. Ele era diferente, mas Carla o amava. Noventa e três quilômetros a nordeste de Clanton, Temple, a sede do condado de Milburn, estendia-se tranqüilamente ao lado do rio Tippah. Tinha três mil habitantes e dois motéis. O Temple Inn estava deserto, não havendo nenhuma razão moral para ter algum hóspede naquela época do ano. Na extremidade de uma das suas alas, oito quartos estavam ocupados e guardados por soldados e dois homens da força pública estadual. As dez mulheres estavam se dando muito bem, assim como Barry Acker e Clyde Sisco. O suplente negro, Ben Lester Newton, ficou sozinho num quarto, bem como o outro suplente, Francie Pitts. A televisão foi desligada e nenhum jornal era permitido. Na terça-feira o jantar foi servido nos quartos e o café da manhã, na quarta-feira, chegou pontualmente às sete e meia, enquanto era aquecido o motor do Greyhound, enchendo de fumaça de óleo diesel todo o estacionamento. Trinta minutos depois, os quatorze embarcaram e seguiram para Clanton. No ônibus falaram sobre suas famílias e seus empregos. Dois ou três já se conheciam, os outros eram estranhos. Um tanto embaraçados, evitavam falar no motivo de estarem juntos e na tarefa que iam executar. O juiz Noose fora muito claro nesse ponto. Nenhuma conversa sobre o caso. Eles queriam falar sobre muitas coisas, o estupro, os estupradores, Carl Lee, Jake, Buckley, Noose, a Klan, muitas e muitas coisas. Todos sabiam das cruzes de fogo, mas ninguém falou nesse assunto, pelo menos não no ônibus. Tinham conversado muito nos quartos do motel. Os jurados chegaram ao tribunal quando faltavam cinco minutos para as nove e através dos vidros escuros tentavam calcular o número de negros, homens da Klan e curiosos, separados pelas fileiras de soldados. O ônibus passou pela barricada e parou nos fundos do prédio, onde os policiais estavam a postos para escoltá-los para cima o mais rápido possível. Subiram para a sala do júri, onde os esperavam café e rosquinhas. O meirinho os informou de que eram nove horas e o meritíssimo estava pronto para começar o julgamento. Ele os conduziu para a sala lotada, até a bancada do júri. - Todos de pé - gritou o Sr. Pate. - Sentem-se, por favor - disse Noose, sentando-se pesadamente na cadeira de couro. - Bom dia, senhoras e senhores - disse, com amabilidade, para os jurados. - Espero que estejam todos bem esta manhã e prontos para recomeçar. Todos inclinaram a cabeça afirmativamente. - Muito bem. Vou fazer a pergunta que farei aos senhores todas as manhãs. Alguém tentou se comunicar com os senhores, conversar ou influenciá-los de qualquer modo, na noite passada? Todos negaram com a cabeça. - Muito bem. Vocês discutiram o caso entre vocês? Todos mentiram, movendo a cabeça de um lado para o outro. - Muito bem. Se alguém tentar entrar em contato com os senhores e falar sobre o caso ou influenciá-los de qualquer modo, espero que me informem o mais depressa possível. Compreenderam? Todos fizeram que sim com a cabeça. - Agora estamos prontos para dar início ao julgamento. A primeira ordem de serviço é permitir que os advogados façam suas declarações iniciais. Quero avisar que nada do que os advogados disserem é considerado testemunho e não deve ser visto como prova. Sr. Buckley, deseja fazer uma declaração inicial? Buckley levantou-se a abotoou o paletó de poliéster brilhante. - Sim, Meritíssimo. - Foi o que pensei. Prossiga. Buckley ergueu o pequeno pódio de madeira e o levou para a frente da bancada do júri. De pé, atrás dele, respirou fundo e examinou lentamente suas anotações. Buckley gostava daquele breve momento de silêncio, com todos os olhos pregados nele, todos os ouvidos ansiosos por suas palavras. Começou agradecendo ao júri por estar ali, por seus sacrifícios, por seu espírito cívico (como se eles tivessem escolha, pensou Jake). Disse que se orgulhava deles e sentia-se honrado por colaborar com eles nesse caso. Outra vez, disse que era o advogado do povo. Seu.cliente, o estado do Mississippi. Disse que temia a responsabilidade que eles, o povo, lhe conferiam. Rufus Buckley, um simples advogado de Smithfield. Falou de si mesmo e sobre o que pensava do julgamento, de suas preces e esperanças de poder fazer um bom trabalho para o povo desse estado. Repetiu mais ou menos o que sempre dizia em todas as suas declarações iniciais, mas com um desempenho muito melhor. Era lixo refinado e polido, e bastante questionável. Jake queria desfazer aquele efeito, mas sabia que Ichabod não ia permitir nenhuma objeção durante a declaração inicial, a não ser que se tratasse de ofensa evidente, e a retórica de Buckley não estava nesse nível, ainda não. Toda aquela sinceridade fingida e sentimentalóide irritava Jake, especialmente porque o júri ouvia e, na maioria das vezes, se deixava levar por ela. O promotor era sempre o mocinho que procurava corrigir uma injustiça e punir o criminoso por algum crime hediondo, encarcerá-lo para sempre para não pecar nunca mais. Buckley era um mestre na arte de convencer o júri, já na sua declaração inicial, de que dependia deles, de que Ele e os Doze Escolhidos iriam procurar diligentemente a verdade, todos juntos, como uma equipe, unidos contra as forças do mal. O que procuravam era a verdade, nada além da verdade. Encontre a verdade e a justiça será vitoriosa. Sigam o promotor, Rufus Buckley, o advogado do povo, e encontrarão a verdade. O estupro foi um ato hediondo. Ele também era pai. Na verdade, tinha uma filha da idade de Tonya Hailey e quando soube do estupro ficou extremamente chocado. Sofreu por Carl Lee e sua mulher. Sim, pensou nas próprias filhas pequenas e pensou em vingança. Jake sorriu para Ellen. Aquilo era interessante. Buckley preferia enfrentar o assunto do estupro, ao invés de ocultá-lo do júri. Jake tinha esperado um confronto difícil sobre a menção do estupro por qualquer testemunha. A pesquisa feita por Ellen mostrava claramente que não eram admissíveis os detalhes sensacionalistas, mas não era tão clara a respeito de poder ou não ser mencionado durante o julgamento. Evidentemente Buckley achou que seria melhor reconhecer o estupro do que procurar escondê-lo. Boa jogada, pensou Jake, uma vez que os doze jurados, como o resto do mundo, conheciam todos os detalhes. Ellen retribuiu o sorriso. O estupro de Tonya Hailey estava prestes a ser julgado pela primeira vez. Buckley explicou que era natural a qualquer pai pensar em vingança. Ele também pensaria, admitiu. Mas, continuou, com a voz mais pesada, existe uma grande diferença entre desejar vingança e se vingar.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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