carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Rompendo Com Moscou

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Rompendo Com Moscou

Livro Ruim - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    2
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Arkady N Shevchenko

Editora: Record

Assunto: Memórias

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 388

Ano de edição:

Peso: 420 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Ruim
Marcio Mafra
19/09/2005 às 11:27
Brasília - DF

O Arkadyr foi incentivado pela imprensa americana para escrever um livro, contando "a abominável verdade" dos soviéticos. Todos os personagens russos são caricatos, maus, incompetentes, brutos, burros e grosseiros. Para manter o clichê dos comunistas, por pouco não devoram as criancinhas. Não fora uma historinha do "espantoso" relato do funcionamento do Kremlin, com sua visão "dantesca" do nada glamuroso mundo da espionagem diplomática - talvez - pudesse ser um bom livro. Difícil de engolir. Pior que isso, só mesmo outro isso. Americano adora e acredita nestas bobagens todas. O livro não consegue ser bom em nenhuma parte.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história, talvez memória, de um espião russo, que conta todo o funcionamento secreto do Kremelin, na visão e experiência crua e nua de um diplomata, durante os anos da guerra fria.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A viagem de Kurt Waldheim a Moscou, parte de uma rodada de visitas oficiais que ele cumpriu aos principais Estados-membros da ONU, depois de sua reeleição em 1976, foi uma iniciativa em que me empenhei com afinco. Argumentei em despachos para Moscou que era importante para a nossa posição na ONU oferecer a Waldheim a mesma cortesia e tratamento sério que ele recebia em Pequim, Londres, Washington ou Paris. Na primavera de 1977, quando um convite formal do Kremlin finalmente chegou a Nova York, Waldheim comunicou a mim e à Missão Soviética que teria a maior satisfação em realizar a visita, desde que incluísse uma conversa com Brezhnev. Nem Malik nem eu podíamos oferecer tal garantia; e não houve resposta quando encaminhamos o problema a Moscou. Waldheim se irritou, enquanto o assunto se arrastava, forçando um adiamento da visita. Ele me perguntou várias vezes como estava a situação. Eu não tinha uma resposta honesta para lhe oferecer e por isso recorri à história de que Brezhnev estava doente, não tinha condições de assumir novos compromissos em sua agenda. Quando a resposta de Moscou finalmente chegou - sugerindo datas, em setembro ou novembro - incluía a instrução ambígua de comunicar a Waldheim que "um encontro com Brezhnev não está excluído". Essa resposta evasiva, tão típica do jargão diplomático e burocrático soviético, era o mais próximo de uma promessa que eu poderia esperar. Depois de mais negociações sobre a época da visita, marcamo-la para o início de setembro, a fim de que Waldheim pudesse voltar a Nova York para a sessão da Assembléia Geral. Por intermédio de uma carta de um amigo em Moscou, fui informado que o Politburo decidira que Brezhnev deveria recebê-lo. Waldheim ficou satisfeito. Eu não tinha muitas ilusões sobre o valor de tal reunião, a não ser em termos simbólicos. Os soviéticos desconfiavam de qualquer homem que tentasse usar o cargo de Secretário Geral para interferir ativamente nos problemas internacionais. Ao mesmo tempo, eles o desprezavam se se contentasse com o papel de estadista da fachada. Eu também não esperava a notícia que recebi quando cheguei a Moscou, acompanhando Waldheim e Roberto Guer, o argentino que era Subsecretário Geral para Assuntos Políticos Especiais. A recepção no Aeroporto Sheremetyevo foi devidamente cerimoniosa, mas apenas o Primeiro Vice-Ministro do Exterior Vasily Kuznetsov estava presente para escoltar Waldheim pelo largo tapete vermelho, até a limusine à espera. Gromyko deveria ter feito as honras. Depois de atravessarmos a cidade, até a residência nas colinas Lenin em que eram hospedados os convidados importantes do governos soviético, a fachada de hospitalidade desmoronou ainda mais. Kuznetsov chamou-me para uma conversa e sussurrou: - "Arkady, é bem provável que Leonid llyich não possa receber Waldheim. Você é muito ligado a ele. Seria melhor que lhe desse a notícia pessoalmente." Depois de todas as negociações que haviam precedido a visita, fiquei espantado com a informação de Kuznetsov. Se Brezhnev, no último momento, repudiasse o que fora combinado, declarei a Kuznetsov, não havia como prever a reação de Waldheim. Embora o Secretário Geral fosse paciente e deferente com os soviéticos, era não obstante um homem de enorme orgulho. Podia explodir e transformar a desfeita de Brezhnev num escândalo de grandes proporções. Podia querer deixar a União Soviética imediatamente. Kuznetsov deu de ombros, resignado: - "A decisão não é minha. E não há nada que eu possa fazer." Ele refletiu que a mudança de planos era decorrente da saúde precária de Brezhnev e reiterou o pedido de que eu comunicasse a Waldheim. Não pude mais me conter: - "Já estou cansado de ser metido nessas situações absurdas. E isso pode ser a gota d'água, acabando com a confiança que Waldheim deposita em mim e com a minha utilidade na ONU." Sugeri que era melhor não dizer nada a Waldheim, enquanto não se tivesse certeza da impossibilidade de seu encontro com Brezhnev, a fim de evitar um incidente que arruinaria a visita desde o início. Kuznetsov concordou e prometeu que voltaria a tratar do assunto com Gromyko. Não houve qualquer esclarecimento no dia seguinte, quando Gromyko ofereceu um almoço oficial a Waldheim, numa mansão pré-revolucionária no centro de Moscou. Uma vintena de ministros e outras altas autoridades banquetearam-se com caviar, esturjão defumado e champanhe da Moldávia, em uma sala de teto alto, com espetaculares tapeçarias antigas e móveis maciços incrustados de bronze. A pompa, no entanto, visava a encobrir a ausência de substância. Gromyko, depois de uma breve conversa com Waldheim sobre a situação'o na ONU, preparou-se para voltar ao ministério. Saindo comigo, ele propôs que considerássemos o almoço e a conversa como satisfazendo as exigências de cortesia oficial e abandonássemos os planos para outro encontro seu com Waldheim, no dia seguinte. Protestei que não houvera qualquer conversa mais séria durante ou depois do almoço. Waldheim esperava uma sessão de trabalho com Gromyko e se sentiria insultado se não fosse realizada. Tendo em vista o possível cancelamento do encontro com Brezhnev, declarei a Gromyko que era importante que a agenda fosse mantida em todo o resto. Ele acabou concordando, com característica má vontade. Mas, na tarde seguinte, em sua sala de recepção particular no ministério, Gromyko manteve-se formal, não fornecendo muitas informações em sua exposição sobre as posições soviéticas nos problemas internacionais. Se acrescentava alguma nuance ao relato maquinal da posição oficial bem conhecida de Moscou, era tão ambígua que se tomava insignificante. Waldheim conservou uma pretensão de interesse polido durante toda a cena e até mesmo conteve a irritação quando Gromyko esquivou-se a responder a uma pergunta direta sobre a reunião com Brezhnev. O ministro informou que o momento mais oportuno estava "sendo decidido" e aconselhou Waldheim a levar adiante a sua planejada visita à Sibéria e Mongólia. Quando ele voltasse a Moscou já estaria resolvido o problema da disponibilidade de Brezhnev. Brezhnev finalmente reuniu-se com Waldheim, no dia 13 de setembro, no gabinete do Kremlin em que recebia dignitários estrangeiros. Era uma das salas de reunião usada com tal propósito, revestida com madeira ao natural, sem a "boiserie" característica da maior parte da dourada decoração opulenta do resto do palácio. Uma mesa de reunião comprida, coberta por um pano verde-escuro, estendia-as pela sala, na frente da escrivaninha de Brezhnev. Cadeiras para os visitantes alinhavam-se nos dois lados. Gromyko, o assessor de política externa de Brezhnev, Andrei Aleksandrov-Agentov, Guer e eu participamos da reunião. O homem que se 1evantou um pouco trôpego por trás da escrivaninha enorme, envernizada, totalmente limpa, estava obviamente doente. Empertigado e trêmulo, mesmo no ato de apertar mãos, o mais poderoso vulto político do mundo comunista tinha os olhos vidrados, sugerindo que estava sob o efeito de uma forte medicação, presumivelmente para a dor causada pelo estado em deterioração de seu queixo. Beirando os 71 anos, Leonid Brezhnev usava um marca-passo, um aparelho de audição e tinha a aparência de um homem sobre o qual a idade se tornava cada vez mais cruel.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não há nenhum motivo especial para narrar sobre este livro.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.