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O Mulo

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O Mulo

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Autor: Darcy Ribeiro

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 517

Ano de edição: 1981

Peso: 580 g

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Ótimo
Marcio Mafra
30/09/2005 às 09:58
Brasília - DF

O Mulo - ainda que nada guarde de aparência com o Mulo do Asimov - também é genial. Darcy Ribeiro vai fundo na leitura da alma do "coronelão" herdeiro cultural do senhor de terras. Seu Filó, da fazenda dos Laranjos, em Goiás, escreve um tipo de confissão ao padre que será escolhido como seu herdeiro universal. Ele não deixa claro, mas é uma insinuação inteligente do autor que o Coronel Philogônio Maya negocia com o padre herdeiro, o perdão de seus pecados, que a sua vida dura o levou a cometer. Era um fato histórico, que no final do século 19 e início do seculo 20 os fazendeiros que eram cruéis, prepotentes e arrogantes, faziam doações à igreja, para obter bênçãos e apoio dos padres e bispos durante a vida, e o perdão divino pelas atrocidades cometidas, na vida eterna. Darcy narra a vida intelectual do proprietário das terras, coronel imposto, sem retoques e demonstra como um fazendeiro possivelmente interpretaria assuntos como racismo, escravidão, atrocidades, assassinatos, invasão de terras, lealdade, sexualidade, fidelidade e religião. O Mulo é para ler com vagar. Para saborear, compreender e gostar. Vale a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do fazendeiro, criador de gado, Philogônio de Castro Maya, seu Filó, que resolve em testamento doar o seu rico patrimônio à um padre qualquer, que será escolhido - logo após a sua morte - pelo seu capataz e compadre Militão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

É hora de falar da mula-sem-cabeça. Ela apareceu lá em casa, nas Águas Claras, quando eu lá vivia ha anos. Chegou no Roxo Verde, e parou, pensando que era o lugar. O moço dela é que veio me saudar. Começou nesse desencontro, sem rebuliço, o feio enredo da vida dela comigo e o reconto interminável, sempre incompleto, da vida dela de antes de mim. Vidas ruins todas duas. A nossa, como o senhor saberá. A outra, igual, de filha do padre Meganha, amo e santo dos bandidos da Serra do Raio. Roubada como as irmãs, porque a mãe, doida, e o irmão, cismático, não achavam homem nenhum bastante bom pra marido delas. O ladrão dela, Zé Goela, moço comprido, cabeludo, era filho de um vendeiro de baixo da Serra. Apearam e ele veio falar comigo. Queria abrigo e ajuda de proteção e serviço. Abrigo dei. Proteção vi logo que não precisava; estava longe demais do cunhado ciumento. Ele mesmo não parecia ter medo. Serviço também não. Queria é lucrar, mercando meus remédios e ferros. Isso qualquer um queria. Disse que ficasse os dias que gostasse, depois tomasse rumo. Nem vi a mulher. Estava nos preparativos de saída da tropa e viajei naquele dia mesmo. Só depois, no caminho, vim a saber por um arrieiro da beleza de estampa de santa que ela era. Maldei logo que aquele magricela, com um mulherão assim, acabava tisico ou corno.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Num sebo da cidade, em abril de 2005, deparei-me com O Mulo. Comprei porque o Darcy Ribeiro é um morto respeitável, tanto quanto era o Coronel Philogônio de Castro Maya, seu Filó, personagem central do livro. Embora tenha feito - também - uma ponte com o Fundação, do Asimov, onde o Mulo é um dos principais personagens, suponho que o Darcy não tenha doado seus bens a qualquer padre, nem que o Asimov tenha se inspirado no Mulo do Darcy.


 

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