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A Coroa, A Cruz e a Espada

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A Coroa, A Cruz e a Espada

Livro Excelente - 2 opiniões

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Autor: Eduardo Bueno

Editora: Objetiva

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 275

Ano de edição: 2006

Peso: 430 g

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Excelente
Telmo José Tomio
15/11/2018 às 08:02
Piçarras - SC
O livro é excelente! É possível viajar no tempo e vivenciar a conjuntura social daquela época de conquistas, descobrimentos. Maravilhoso!

Excelente
Marcio Mafra
09/02/2008 às 20:31
Brasília - DF

Livro para ser "devorado". Ele é o texto do quarto volume da coleção Terra Brasilis que trata da época do descobrimento de uma forma bem-humorada, cheia de casos pitorescos, apresentando a história do Brasil de um ângulo divertido, crítico e instigante. A Coroa, a Cruz e a Espada abrange um período de apenas 10 anos, ou seja de 1.548 até 1.558. Começa com a figura de Thomé de Souza, que se houve muito bem nas ações governamentais. Porém, seu belo trabalho foi logo desfeito pelo incompetente Duarte da Costa, o governante que o substituiu. Aí começou a grande corrupção. Tomé de Souza patrocinou acordos com os índios, cujas conseqüências políticas, religiosas, antropológicas e históricas influenciaram diretamente a vida brasileira, por mais de um século. A Coroa, A Cruz e a Espada é daqueles livros cujo autor é um escritor, embora jornalista. Muita graça e muito talento sobram nos livros do Eduardo Bueno. Embora as suas obras sejam utilizadas no cotidiano das salas de aula brasileiras, e Bueno seja, por vezes, confundido com um historiador, a sua formação acadêmica e experiência profissional são na área de jornalismo, o que lhe rende críticas por parte de alguns historiadores. O seu sucesso como escritor, entretanto, é inquestionável. Livro excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A lei, a ordem e a corrupção no Brasil colônia, de 1548 até 1558.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A primeira capital do Brasil se materializaria aos poucos como o fruto mais concreto de uma série de antagonismos não apenas arquitetônicos e urbanísticos, mas políticos, econômicos e administrativos. Seu traçado, suas ruas e seu casario, seus prédios oficiais e sua zona residencial; o próprio conceito, tão lusitano, que acabaria por dividir o núcleo urbano em Cidade Alta e Cidade Baixa - tudo era reflexo das perplexidades típicas de um período de transição. Uma época cujo olhar estava voltado para novos valores, mas cujos alicerces permaneciam fincados em antigas tradições.

Tão evidente era esse embate que, em Portugal, aquele momento da história da arquitetura tem sido definido como o choque entre dois estilos: o primeiro, chamado de "ao antigo" (ou "ao romano"), confrontava-se com seu sucedâneo, batizado de "ao moderno". A nomenclatura não poderia ser mais reveladora das transformações em andamento.

O conflito entre o bem público e o patrimônio particular, o choque dos desígnios reais com os anseios particulares, a evidente transmutação de um sólido legado medieval, de inspiração muçulmana, para um período já permeado pelos ventos renovadores do Renascimento - eis os ingredientes que encontraram campo fértil para se desenvolver, simultaneamente em comunhão e em confronto, no topo da colina que Tomé de Sousa escolheu para sediar a primeira capital do Brasil.

Antes mesmo de nascer, deixando no papel as "traças" e "amostras" trazidas por Luís Dias para concretizar-se na forma de um emaranhado de ruas, baluartes e casas, a cidade do Salvador já carregava a semente da multiplicidade. Os sinais da trama urbana original podem ser lidos com didática clareza ainda hoje, pois os acréscimos e transformações trazidos pelos séculos não foram capazes de transfigurá-los por completo.

Como observou o professor Cid Teixeira, "em uma só cidade, dois tempos da história do Ocidente se encontram e se completam", pois a fortaleza do Salvador e a vila que surgiu à sua sombra apresentam-se simultaneamente medievais e renascentistas. Embora seguisse um plano regular e racional, a fortaleza seria erguida à maneira dos castelos da Idade Média, na crista de uma montanha - em evidente anacronismo com as inovações renascentistas advindas da Itália e que propunham a construção das praças de guerra em terrenos planos. Ao mesmo tempo, os homens d'armas que defendiam a capital portavam tanto arcabuzes da mais moderna tecnologia como bestas do mais autêntico medievalismo.

A cidade era, por um lado, uma praça-forte cujo próprio surgimento representava a mentalidade já um tanto retrógrada do "espírito de Cruzada": a fortaleza do Salvador estava sendo construída para determinar a ocupação de um território além-mar ameaçado e, em boa parte, ainda em poder do gentio (não só os Tupinambá do Recôncavo Baiano, mas os Tamoio do Rio de Janeiro e os Caeté e Potiguara da Paraíba e de Pernambuco, todos bons amigos dos franceses).

Além disso, a cidade do Salvador surgia para ser não só um núcleo administrativo, de acordo com as novas regras de centralismo monárquico, como também um pólo comercial e mercantilista essencialmente burguês: uma base de apoio à navegação "entre a Europa consumidora e o Oriente produtor'".

Acima de tudo, nascia para ser a capital do império português no Novo Mundo.

Desordem Pitoresca.

A extraordinária capacidade de adaptação dos portugueses aos rigores e exigências dos trópicos revela-se com clareza na forma como Salvador foi construída. As "amostras" trazidas por Luís Dias - tido como o "decano dos arquitetos brasileiros" sugeriam um traçado regular e ordenado. Mas o projeto original seria pragmaticamente readaptado às irregularidades do terreno. Surgiriam, assim, as ruelas tortuosas, os largos e as pequenas praças nitidamente medievais, derramando-se em natural e pitoresca desordem por determinadas partes da encosta, como ainda hoje se observa na área do Pelourinho.

Nada pode ser mais indicativo dessa readaptação do que a dessemelhança entre a porção medieval (basicamente residencial) da Cidade Baixa com a ordem geométrica, de inspiração clássica, que caracteriza o núcleo central da Cidade Alta, onde foram erguidas as "Casas de Sua Majestade": o Palácio do Governador, a Casa da Cadeia e Câmara e a Praça e Igreja da Sé. Mesmo em seu coração administrativo, porém, a regularidade do traçado urbano se revelaria muito menos rígida do que a do modelo implantado pelos espanhóis em suas cidades americanas.

O hibridismo da primeira capital do Brasil refletia-se também no material empregado nas obras. Os homens comandados por Tomé de Sousa utilizaram-se amplamente da mão-de-obra nativa e se serviram das técnicas de construção indígenas. Ao contrário dos prédios oficiais - de estilo europeu, em pedra e cal, mais tarde recobertos por telhas de barro -, as primeiras moradias eram de pau-a-pique e taipa de pilão, recobertas por folhas de palmeira pindó.

A cidade cresceu rapidamente. Seu perfil eriçado, que de súbito alterou a linha do horizonte no topo da falésia ancestral,


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nenhum histórico. Livro comprado por mim mesmo em dezembro de 2007


 

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