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Nove Noites

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Nove Noites

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Autor: Bernardo Carvalho

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 171

Ano de edição: 2002

Peso: 255 g

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Bom
Marcio Mafra
05/02/2008 às 20:25
Brasília - DF

O Bernardo Carvalho, festejadíssimo guru da literatura brasileira dos anos 90, escreveu diversos livros, entre eles "O Sol se põe em S.Paulo" que é um livro complicadinho e muito chato, porque livro não é coisa de intelectual, artista, filósofo ou correlatos. Livro é coisa de leitor. Assim, tem autor que escreve pelo prazer intelectual de fazer bonito. Geralmente, vira uma merda, ainda que um grande sucesso de crítica. Nove noites segue nesse mesmo caminho. Narra a história de Buel Quain, um antropólogo sem graça, sem emoção, sem nada, que em 1939 se enforcou durante o trajeto, ou viagem, que fazia à pé, na companhia de uns poucos índios, que lhe serviam de guia entre a mata e a cidade. Desse fato - aparentemente real - o autor cria uma ficção. Chata, cansativa, narrada em dois "tempos" cruzando a vida do suicida, com a vida de um menino que muito anos depois, se transformou num escritor e este vai exatamente tentar reconstruir a trajetória da vida de Quain. Claro que o romancista sabe usar pontos de apoio, sejam falsos ou verdadeiros. Como o personagem Manoel Perna, um ridículo engenheiro, que entra na história para preencher lacuna, quase como "encher lingüiça". Leitura que não flui, se não é ruim é mediana.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Buel Quain, americano do norte, antropólogo, que se enforcou no 2º ou 3º dia da viagem que ele fazia, na ocasião em que ele voltava para a cidade, vindo de um lugarejo no sertão, onde estivera trabalhando e vivendo entre os índios da tribo krahô.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em fevereiro de 1939, aos trinta e sete anos, o antropólogo franco-suiço Alfred Métraux, especialista em América Latina, encontrou Charles Wlagley a bordo do navio que o trazia de :Nova York para o Rio de Janeiro. Em Barbados, os dois travaram conhecimento e passearam por Bridgetown. De volta ao navio e ao mar, Wagley contou a Métraux a história da sua vida. Tinha um irmão deficiente. O menino de quinze anos tinha corpo de onze. Wagley estava decidido a dar parte de suas economias para tentar curar o irmão menor, que ele adorava. Em contrapartida, parecia não gostar da mãe. Contou que foi dançarino de cabaré, professor particular, que trabalhou em restaurante. Dizia não se sentir à vontade com as falhas na sua educação. A confissão comoveu o antropólogo suíço, que até então havia deplorado a "simplicidade enfadonha" do jovem colega americano. "Também fiquei impressionado com a maneira desprendida como ele fala da pederastia. Ele próprio confirma a impressão que tive a respeito desse assunto. Ele me relata seus sucessos amorosos: novo mergulho nos arcanos da vida americana", escreveu em seu diário. Ao desembarcar no Rio, em 9 de fevereiro, Métraux fez uma visita a Heloísa Alberto Torres em seu escritório na capela da imperatriz do Museu Nacional. O prédio estava caindo aos pedaços. Em suas anotações, o antropólogo suíço relatou o seu encontro com um homem misterioso chamado "Cowan", sobre quem não há registros em nenhum outro lugar: «Rosto enérgico, traços regulares e bem delineados, um ligeiro ardor. ombros largos». De volta ao hotel Belvedere, em Copacabana. Métraux jantou com uma americana que viera no mesmo navio e com quem ele vinha flertando fazia dias. A eles se juntaram Wagley e "Cowan". É nessa passagem do diário que a identidade do misterioso personagem por fim se revela, por dedução: «Cowan nos relata sua viagem ao Xingu, e depois se estende sobre o tema da sua sífilis. Na franqueza brutal do seu discurso, nas brincadeiras que ele faz sobre a sua própria condição, creio descobrir uma bravata desesperada. Cowan está muito bêbado e enche a sala com o trovão da sua voz. Wagley o acalma com "psit, psit" delicados e gentis. Fica óbvio que, ao ser apresentado a Quain. o franco-suíço não entendeu o nome do jovem etnólogo americano. Quain. Cowan. No jantar da noite seguinte, Wagley lhe pareceu muito deprimido. Em 1947. em nova passagem pelo Rio. Métraux jantou com Bernard Mishkin. jovem antropólogo da Universidade Columbia, que ele considerava rancoroso, pretensioso e fofoqueiro. Mishkin aproveitou a ocasião para lhe contar sobre a juventude de Wagley: "Mãe divorciada, infância pobre e negligente". Em seguida, deu a ficha completa de Quain, morto havia oito anos: "Filho de pai alcoólatra, mas rico, e de mãe neurótica e dominadora. Obriga-se à homossexualidade com negros, dos quais ele tem horror. Garoto de talento, poeta". Métraux não se conteve em suas notas: "Como caluniador, não há ninguém melhor do que Mishkin"


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ali por abril ou maio, pouco antes da Flip 2007, dez entre dez jornais festejavam o Bernardo Carvalho. Alguns chegaram a dizer que o "Bernardo Carvalho" deveria ser declarado o melhor escritor brasileiro da atualidade. Tremeu o céu, a terra e o inferno, o purgatório e dezenas de mausoléus dos membros da Academia Brasileira de Letras. Quem disse isso foi um cara chamado Lucas Murtinho, comentarista do Blog "Bonjour La France". Durante o tempo que precede a Flip, assim como o tempo em que ela se realiza, leitores são acometidos de literatice, virose que os deixa abestalhados e intoxicados, sujeitando-os ao amolecimento cerebral, podendo advir sérias conseqüências do tipo quebra, arqueamento ou rachaduras da conta corrente e do cartão de crédito. Esta virose provocou a compra de dois títulos do festejado autor, que, surpreendentemente não foi à Flip.


 

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