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Roberto Marinho

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Roberto Marinho

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Pedro Bial

Editora: Zahar

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 390

Ano de edição: 2004

Peso: 750 g

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Ruim
Marcio Mafra
16/01/2005 às 17:10
Brasília - DF

O Imperador Roberto Marinho, sucedeu ao Imperador Assis Chateaubriand. O Chateaubriand, nasceu em 1892 e morreu em 1968, com 76 anos de idade. Seu império que durou 46 anos, começou em 1924 com a compra do "O Jornal" e terminou em 1960, com a derrocada e posterior falência da TV Tupi. O Marinho, nasceu em 1904 e morreu em 2003, aos 99 anos de idade. Seu império que já conta 40 anos, iniciou em 1965 com a inauguração da TV Globo, no Rio de Janeiro, e ainda não acabou. O seu lastro vem de longe, o jornal "O Globo" já conta com mais de 80 anos. Apesar dessas alegorias, o livro Roberto Marinho, com autoria de Pedro Bial, com certeza foi escrito por profissionais de comunicação. Tanto é que consta da contracapa, uma relação contendo 11 nomes de profissionais do serviço de "Memória Globo". Evidência de que o livro foi montado por muitos profissionais. Relativamente ao autor, parece que o repórter Pedro Bial, recebeu a pauta já pronta e acabada do seu editor. O leitor é levado a acreditar que o Pedro só assinou o livro. Das memórias, ao final do livro, fica um gosto de nada. O leitor tem vontade de se levantar e aplaudir o Roberto Marinho de pé, pelo que ele foi: Um grande imperador, muito mais poderoso que o seu antecessor e com ações muito mais eficazes. Provavelmente suas ações empresariais foram tão ou mais sórdidas que as ações do Chatô, no entanto, muito mais discretas. O Chatô parecia um "novo-rico" enquanto o Marinho viveu, trabalhou e se comportou como um "nobre quatrocentão". Como leitura, o livro é chato, arrastado, boboca e tolo. Para alguém que faleceu em agosto de 2003, apenas sete/oito meses depois ter sido editado um livro biográfico de 400 páginas, só mesmo com um enorme esquema de pesquisa e redação para produzi-lo Não pode ter sido escrito por um escritor. O autor Pedro Bial - ou seja lá quem tenha escrito este livro - confunde leitor com telespectador. Em tese, sabe-se que ao falar para o telespectador, é preciso usar linguagem simplista e didática, para conseguir ser compreendido também pelas classes econômicas situadas na segunda parte do alfabeto. Mas usar tal linguagem em livro é insultar a inteligência do leitor, por mais primário que este seja ou possa sê-lo. Como memória o livro é uma aula de puxa-saquismo explícito e pobre. Como livro não vale nada, embora pareça uma biografia autorizada. Se este livro tivesse sido publicado enquanto o Roberto Marinho encontrava-se na direção da Globo, certamente ele mandaria demitir o Pedro Bial, por justo motivo. O Imperador do Brasil não merecia um livro tão ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A vida do jornalista Roberto Marinho, imperador da comunicação do Brasil, contada pelo seu empregado e jornalista, Pedro Bial.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Roberto Marinho, notável negociador e sedutor quase hipnótico, sempre conseguira evitar a via do confronto. Levara adiante sua empresa, ganhando prestígio político apesar de comandar um modesto vespertino, sem desafiar frontalmente os grandes da época. Ate esse momento de sua biografia, Roberto demonstrara habilidade excepcional para crescer de forma discreta, sem que os mais poderosos se sentissem ameaçados.
Encontramos um exemplo eloqüente da natureza do poder de Roberto Marinho em sua primeira entrevista a televisão, no programa Noite de Gala, com Heron Domingues, na TV Rio, canal 13. Lembremos brevemente quais eram os jornais da época: Correio da Manhã, Diário de Noticias, O Jornal, Jornal do Brasil e, na batalha dos vespertinos, O Globo não podia baixar a guarda um só dia contra a Ultima Hora. No entanto, com o seu objetivo de clara do de atender e agradar a todos - da empregada ao patrão, passando pelas moças e crianças, seduzidas pelas duas paginas fartas em quadrinhos - 0 Globo transcendera o leitor médio "tijucano" e tornara-se de fato o segundo jornal de todas as famílias, aquele que 0 papai trazia para casa no fim do dia.

Agora, uma observação intrigante: apesar de marcar sempre sua posição, e vamos rememorar a tradição da imprensa brasileira de medir a independência de um jornal pela sua firmeza ao manifestar opinião, há uma dinâmica peculiar, exclusiva do Globo. Sim, o jornal transferia poder politico a Roberto Marinho e, ainda sim, era Roberto Marinho quem transferia poder politico ao Globo. Sem menosprezar a realidade numérica - O Globo já tinha alcançado, durante os anos 50, a mais alta circulação entre vespertinos e matutinos
brasileiros, dai o slogan "o maior jornal do pais" -, sabemos que tiragem não significa necessariamente prestigio ou credibilidade. Se fosse um cheque, os fundos de O Globo seriam tão-somente a figura de seu proprietário Roberto Marinho. Essa dinâmica toda própria entre O Globo e o seu diretor-chefe pode ser ilustrada pela historia que Chico Caruso conta, quando migrou do Jornal do Brasil para a primeira pagina de O Globo.
"Eu me lembro quando levei o primeiro desenho colorido no Globo, o Doutor Roberto falou assim: você vai ver a repercussão que o teu desenho vai ter no meu jornal! Aí saiu o primeiro dia, e os meus amigos não tinham visto. O pessoal com quem eu andava não lia O Globo. Aí, eu estava chegando no meu ateliê, e uma senhora no terceiro andar disse assim: 'Oi, parabéns' 'Parabéns por que' 'você esta no Globo'.Aí eu falei: 'A senhora lê O Globo?', e ela respondeu: 'Eu vejo tudo que o Roberto Marinho faz.' Aí eu entendi quem era o publico do Globo, era o pessoal que achava o Roberto Marinho um gato.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Flávia Mafra me presenteou este livro no Natal de 2004.


 

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