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Pé Na Estrada - On The Road

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Pé Na Estrada - On The Road

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Autor: Jack Kerouac

Editora: L&pm

Assunto: Romance

Traduzido por: Eduardo Bueno

Páginas: 380

Ano de edição: 2004

Peso: 305 g

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Bom
Marcio Mafra
05/02/2005 às 17:00
Brasília - DF

Em 1957, Jack Kerouac publicava On The Road e iniciava uma revolução cultural nos Estados Unidos, que na verdade só se consolidou porque foi quase simultânea à invasão dos Beatles, os roqueiros de Liverpool. Os norte-americanos não comungam essa teoria. Kerouac virou bíblia, mas, talvez seu sucesso não perdurasse se na mesma época não tivesse havido o grito de liberdade dos Beatles. O fato é que Beatles e Kerouac foram se esparramando pelo mundo. O livro conta as transgressões, os amores, as drogas, os sexos e todas as loucuras da viagem de Dean Moriarty e Sal Paradise, que atravessaram o país viajando desde New Jersey até a costa do pacífico. O Kerouac foi o primeiro e mais bem sucedido rebelde sem causa, desde o início do mundo, pelo menos é assim que a mídia americana o marcou. Todos os movimentos de vanguarda, rock, pop, hippies, punk veneram e homenageiam Kerouac e sua bíblia On The Road. Só um doente mental poderia afirmar que este é um livro arrastado, chato e sem graça. Não é não, mas também não é nada magistral.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história das transgressões, lirismos e loucuras, do lado sombrio do sonho americano, através do relato da viagem de Dean Moriarty e Sal Paradise. Eles atravessaram o país, viajando desde New Jersey (pertinho de Nova York) até a costa oeste. É a história da geração "beat" que botou o pé na estrada sem lenço, sem documento e sem destino.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dirigi pela Carolina do Sul até passar Macon, na Georgia, enquanto Dean, Marylou e Ed dormiam. Totalmente sozinho na noite, entreguei-me a meus próprios pensamentos e mantive o carro junto à linha branca da estrada sagrada. O que eu estava fazendo? Para onde estava indo? Não tardei a descobrir. Depois de Macon, como estava cansado pra cachorro, acordei Dean para que ele reassumisse o volante. Saímos do carro para dar uma respirada e, de repente, estávamos os dois chapados de alegria por percebermos que a escuridão ao nosso redor tinha uma fragrância da relva esverdeada, perfume de estrume fresco e águas cálidas. "Estamos no Sul. Nos livramos do inverno!" A tênue luz matinal iluminava brotos esverdeados ao lado da estrada. Respirei fundo, uma locomotiva uivou na escuridão a caminho de Mobile. Também íamos para lá. Tirei a camisa e exultei. Quinze quilômetros adiante, Dean entrou num posto de gasolina com o motor desligado, verificou que o funcionário estava profundamente adormecido na sua escrivaninha, saltou fora, encheu o tanque silenciosamente, tomando cuidado para não tocar o alarme, e se mandou como um árabe, com cinco dólares de gasolina no tanque cheio para a continuidade da nossa peregrinação.
Adormeci e acordei com os doidos sons exultantes da música e Dean e Marylou conversando e a amplitude esverdeada desfilando pela janela. "Onde estamos?"
"Acabamos de passar a ponta da Florida, homem: o lugar se chama Flomaton." Florida! Estávamos descendo a planície costeira em direção a Mobile; a nossa frente grandes nuvens do golfo do México pairavam nos céus. Fazia apenas 32 horas desde que havíamos dado adeus para todo mundo nas imundas neves do Norte. Paramos num posto de gasolina, e lá Dean carregou Marylou nos ombros e Dunkel entrou e roubou três pacotes de cigarros sem o menor esforço. Estávamos renovados. Rodando para dentro de Mobile pela grande estrada marítima, tiramos nossas roupas pesadas de inverno e desfrutamos da temperatura sulista. Foi então que Dean começou a contar a história de sua vida e também quando, depois de Mobile, deparou com um engarrafamento de carros de caipiras num cruzamento e, em vez de diminuir a marcha, desviou-se por um posto de gasolina com a mesma constante velocidade de 120 por hora. Deixamos olhares estarrecidos atras de nós. Ele prosseguiu sua fábula:
"Te garanto, é verdade, iniciei-me aos nove anos, com uma menina chamada Milly Mayfair, atrás da garagem de Rod, na rua Grand - mesma rua onde Carlo morou em Denver. Isso foi quando meu pai ainda estava trabalhando na funilaria, um pouquinho. Me lembro de minha tia gritando na janela: “o que você está fazendo aí atrás na garagem?”
Oh querida Marylou, se eu te conhecesse naquela época! Uau! Que delícia você deve ter sido aos nove anos”. Movia-se como um maníaco; enfiou o dedo na boca de Marylou e o lambeu: pegou a mão dela e a esfregou por todo o seu corpo. E ela permaneceu sentada ali, sorrindo serenamente.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este livro me foi presenteado pelo Gustavo, com a seguinte anotação:
"Querido Márcio,
Compramos este livro em versão pocket porque não encontramos a versão normal.
Pouco importa.
A bíblia hippie, o livro que conta o lado negro do sonho americano, o símbolo do pensamento beat não poderia faltar na bibliomafrateca. E o "conteúdo intelectual" está todo aqui.
Boa viagem.
Feliz Natal.
Guga e Patti. 24/12/04"


 

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