carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

O Demolidor de Presidentes

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
O Demolidor de Presidentes

Livro Ótimo - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Marina Gusmão de Mendonça

Editora: Codex

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 383

Ano de edição: 2002

Peso: 660 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Ótimo
Marcio Mafra
25/09/2005 às 16:08
Brasília - DF

A Marina Gusmão de Mendonça, intitulou a sua tese de doutorado de "O Demolidor de Presidentes" para narrar a vida política de Carlos Lacerda, de 1930 (ditador Getúlio Vargas) até 1968 (endurecimento - com o AI-5 - da ditadura militar) e a transformou em livro. O personagem central é um dos mais controvertidos líderes políticos do século passado, Carlos Lacerda, amado ou odiado. Dono de um discurso muito agressivo, deixava embevecidos ou furiosos tanto os amigos como os adversários. Viveu e morreu na via política da direita. O discurso lacerdista ainda é praticado pela elite brasileira, que busca falcatruas de todo tipo no planalto e na planície, sempre com o único propósito de destruir um adversário político que esteja na situação. O texto é "duro", típico de tese de mestrado ou doutorado, portanto sem as concessões poéticas ou de "ações entre amigos", do tipo "todo morto é bonzinho". Lacerda não estava isolado no seu tempo, por isso o livro faz menção a quase todos os atores políticos desde o ditador Vargas, em 1930 - com breve passagem democrática do mineiro Juscelino - até o tempo da maldita ditadura militar de 1964. Leitores nascidos entre o final dos anos 40 e 50, viveram todas as cenas descritas pela autora. Leitores mais novos poderão entender com mais facilidade porque o país é tão corrupto, porque a classe média é tão indolente, porque a elite rouba tanto e porque as classes sociais mais baixas são tão alienadas da vida e da cidadania brasileira. Como história é muito bom. Como livro, nem tanto.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A trajetória política de Carlos Lacerda, militante comunista na juventude, jornalista e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa, deputado federal e primeiro governador do Estado da Guanabara.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Durante a reunião ministerial do dia seguinte, Lott exigiu a punição de Mamede, mas ante a negativa de Luz, foi obrigado a pedir demissão, sendo substituído pelo general Alvaro Fiuza de Castro que, como um dos líderes do movimento contrário a posse de Juscelino, imediatamente passou a organizar uma relação com os nomes de militares a serem transferidos. Os fatos que se sucederam são amplamente conhecidos: inconformado com o evidente apoio de Carlos Luz aos golpistas, e antes que sua demissão se tornasse publica, Lott mobilizou os comandos militares do Rio de Janeiro e desfechou o assim chamado "golpe preventivo de 11 de novembro". A atitude foi muito discutida, tanto na época como pelos historiadores. Os políticos de direita sempre a consideraram um verdadeiro golpe de Estado, enquanto os de esquerda enumeravam motivos para justificá-la. De qualquer modo, ha sérios indícios de que as medidas tomadas pelo general Fiuza de Castro, na realidade, faziam parte de um plano mais amplo para a deflagração de um putsch em moldes fascistas, sob a liderança do coronel Meneses Cortes e de Cecil Borer. Assim, e embora de legalidade discutível, a pronta ação do ministro da Guerra, que levou a apreensão de documentos na Chefatura de Policia do Rio de Janeiro, teria impedido a concretização do golpe. A Marinha e a Aeronáutica ainda tentaram resistir, denunciando a ação do general como uma manobra ilegal e subversiva, mas a rebelião logo foi abortada pelo Exercito, que cercou as bases navais e áreas insurrectas. O almirante Pena Boto convenceu o ex-presidente e seus partidários a saírem do Rio de Janeiro, aconselhando-os a embarcarem no Cruuzador Tamandaré, que zarparia para Santos, onde, supostamente, receberiam o apoio das tropas navais ali sediadas. O navio partiu as 7 horas da manha do dia 11 de novembro, levando a bordo, alem de Carlos Luz, as principais lideranças do movimento golpista: o próprio Pena Boto, o coronel Mamede, o capitão da Marinha, Silvio de Azevedo Heck, o ministro da ]ustiça, Prado Kelly e, naturalmente, Carlos Lacerda. Enquanto isso, o Congresso acatou a deposição de Carlos Luz, empossando imediatamente seu substituto, o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos, favorável a posse de Kubitschek. E como as forças partidárias de Lott controlassem o porto de Santos, não restou aos fugitivos outra alternativa senão retornar ao Rio de Janeiro, onde aportaram em 13 de novembro. As manobras golpistas fracassaram, não houve punição aos revoltosos, e Carlos Luz pode, assim, voltar a Presidência da Câmara. Mas dias depois, quando Café Filho, já recuperado, tentou reassumir o cargo foi impedido pela decisão do Congresso de confirmar Nereu Ramos no posto. A pá de cal nas esperanças dos rebeldes veio com a decretação do estado de sítio, que garantiu, assim, a posse de Juscelino e Jango em 31 de janeiro de 1956. Para Lacerda, restou o asilo na Embaixada de Cuba, de onde partiu para Havana e, de lá, para o exílio nos Estados Unidos. Na verdade, de todos os envolvidos, ele era o único que corria riscos, pois, mesmo não tendo sido determinada qualquer punição aos golpistas, a violência de seus ataques o transformara no alvo predileto dos adversários, que esperavam apenas por uma oportunidade para atingi-lo. Acrescente-se ao fato de que seus correligionários da UDN não pareciam dispostos a sacrificar carreiras e eventuais cargos no novo governo para defendê-lo, pois não se pode esquecer que Lacerda nunca os poupara de agressões quando estas eram úteis a seus objetivos. À UDN, sempre empenhada em conseguir uma parcela de poder, não importava jogar Lacerda às feras.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Carlos Lacerda foi um tribuno mais temido que respeitado. Político controvertido, "dono da banda de música" da UDN União Democrática Nacional, partido político, que abrigava os empresários "direitistas", ao término da ditadura de Getúlio Vargas. A UDN era como o PFL de hoje: agremiação política aliada ao governo de plantão. Razões mais que suficientes para colocar na bibliomafrateca o seu perfil, escrito em tese de doutorado da Professora Marina Gusmão


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.