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A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao

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A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao

Livro Bom - 1 opinião

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Autor: Junot Diaz

Editora: Madras

Assunto: Romance

Traduzido por: Flávia Anderson

Páginas: 332

Ano de edição: 2009

Peso: 430 g

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Bom
Marcio Mafra
18/12/2009 às 15:23
Brasília - DF

Junot Diaz nasceu na Republica Dominicana e emigrou para os EUA onde estudou jornalismo e se lançou como escritor. Seu livro de estréia foi Afogado, um belo conjunto de contos que se entrelaçam de alguma forma. A vida de Oscar Wao é seu segundo livro e foi premiado com o Pulitzer de ficção em 2008. Bela carreira. O romance capta a alma de um nerd, Wao, professor de redação, que não tem livro publicado. Mas esse é seu sonho, ele deseja ser um Tolkien (um famoso escritor inglês) e escreve sem parar textos e mais textos que sempre são recusados pelos editores. O outro sonho de Oscar Wao é ter um grande amor. Neste particular ele não consegue ser correspondido, e atribui isso à maldição que a sua família carrega desde a ditadura de Trujillo. Depois ele se apaixona por uma prostituta, que era ligada a um policial, fatos que arrastam a narrativa pelo mundo primitivo e segregado dos imigrantes dominicanos. O final é engraçado. O livro prende o leitor até o final.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Oscar Wao, nerd, gordo, que tem dois desejos na vida: tornar-se um escritor famoso e encontrar o seu grande amor. Mas sua família sofre por uma antiga maldição que condena seus parentes a prisões, torturas, acidentes trágicos e, acima de tudo, a paixões que nunca são correspondidas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quanto Beli realmente sabia a respeito de Gangster nunca vamos saber. Segundo ela, o sujeito disse apenas que era um executivo. Claro que acreditei nele. E por que ia duvidar da palavra do cara? Bom, o dono do pedaço era mesmo um homem de negócios, mas também um lacaio, por sinal, nem um pouco insignificante, do Trujillato. Não me entenda mal: nosso garoto não era um cavaleiro negro, nem um orc. Por causa do silêncio de Beli em relação ao assunto e do desconforto que o pessoal ainda sente de discorrer sobre o regime, os detalhes a respeito do Gangster são bastante fragmentados. Vou relatar apenas o que eu consegui desvendar, e o restante vai ter que aguardar o dia em que as páginas en blanco forem preenchidas. O Gangster nasceu em Samaná, nos primórdios dos anos 1920, o quarto filho de um leiteiro. Era um fedelho chegado a berreiros e infestado de vermes, por quem ninguém dava um tostão furado - opinião, aliás, compartilhada pelos pais, que o expulsaram da casa humilde quando ele tinha 7 anos. Mas o pessoal sempre subestima o efeito que a perspectiva de uma vida cheia de fome, necessidade e humilhação exerce na personalidade de um jovem. Já aos 12 anos, o garoto medíocre e esquálido demonstrava ter habilidade e intrepidez incomuns para a idade. Suas alegações de que tinha se "inspirado" no Ladrão de Gado Frustrado chamaram a atenção da Polícia Secreta e, antes que se terminasse de dizer SIM-salabim, nosso garoto estava se infiltrando em associações e denunciando sindicatos de esquerda e de direita. Aos 14, matou seu primeiro "comunista", um favor para o espantoso Felix Bernardino, e, pelo visto, o impacto foi tão espetacular, tão intenso, que meia Bani abandonou de imediato a RD, rumo a relativa segurança de Nueva York. Com o dinheiro que ganhou, ele comprou um terno novo e quatro pares de sapatos. A partir daquele momento, nada mais conteria nosso jovem vilão. Na década seguinte fez incontáveis viagens a Cuba, envolveu-se com extorsão, lavagem de dinheiro, roubo e contrafação - tudo em prol da Gloria Eterna do Trujillato. Correu até o boato, nunca corroborado, de que foi nosso Gangster que exterminou Maurício Baez, em Havana, em 1950. Vai saber! Mas, que é bem provável, é; aquela altura, ele tinha feito contatos secretos no submundo havano e, obviamente, trucidava filhos da puta sem o menor remorso. Não há, no entanto, nenhuma prova concreta. De que ele era o preferido de Johnny Abbes e Porfirio Rubirosa não resta dúvida. Possuía um passaporte especial do Palácio e, grau de major, em uma sucursal qualquer da Polícia Secreta.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Junot Díaz era convidado da Flip 2009, por isso comprei Afogado, seu único livro que encontrei nos sebos. Ao final ele não compareceu à Flip. Segundo declarou sua agente, Nicole Aragi, "Junot anda completamente extenuado com as viagens que tem feito após a premiação e está jogando a toalha: cancelou, na mesma tacada, idas à Polônia e à Palestina." Verdadeiros ou não, os motivos que levam os autores recusar convite muitas vezes são divertidos e dizem respeito à personalidade de cada um. Em 2008, o mesmo Junot disse que não podia vir porque tinha “um casamento na Itália”. Como a imprensa continua falando (bem) de Junot, e por ter gostado de Afogados comprei a Fantástica Vida Breve de Oscar Wao que ganhou o Pulitzer de Ficção em 2008.


 

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