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Fundação

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Fundação

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Isaac Asimov

Editora: Hemus

Assunto: Ficção Científica

Traduzido por: Eduardo Nunes Fonseca

Páginas: 503

Ano de edição: 2004

Peso: 590 g

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Excelente
Marcio Mafra
21/04/2005 às 13:13
Brasília - DF


Se o leitor devora um livro, de um só fôlego, é sinal de coisa boa. Quando ocorre o contrário é sinal de livro não bom. Fundação - na trilogia ou em livros separados - é um pouco além do espetacular. A genialidade de Asimov vai contando a história da Fundação, da Fundação e Império e a Segunda Fundação, como se fossem acontecimentos naturais, do nosso atual universo, só que habitado por inumanos. Os habitantes da Fundação - governantes e governados - têm uma postura de vida e ações muito semelhante aos humanos: emoção, vaidade, inteligência, mesquinharia e nobreza. Muitos fatos se assemelham a nossa política social, econômica, religiosa e cultural, embora os psicohistoriadores, vivam em impérios, dentro de um grande universo chamado Galáxia. O desenrolar do livro segue a maneira clássica das boas histórias da humanidade: ascensão e queda de impérios e as conseqüências que sofrem as suas populações. A atuação de um grande místico, líder e herói - Seldon - é brilhante. Ele previu a decadência do Império e a miséria que assolaria seus habitantes, tentou cientificamente remediar a situação, através das "colônias" chamadas Fundações. As Fundações foram instaladas nas extremidades da galáxia. Tudo foi previsto cientificamente, houve guerra de conquistas, mazelas, domínios e grandes vitórias estratégicas. Só o Mulo, não tinha sido previsto por nenhum cientista ou futurólogo. Os seus poderes mentais, suas emoções e sua história. Fundação é ficção científica. O enredo que se baseia em coisas e fatos que se desenvolvem no tempo e no espaço. É livro para ler sem pressa nem agonia. Para ler Fundação, e mais, da Fundação e Império, e por fim, a Segunda Fundação é necessário que o leitor tenha, sensibilidade e prazer. Seldon e o Mulo agradecem. Excelente.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A chamada trilogia da fundação, consiste na série de oito contos. O primeiro conto da Fundação foi proposto ao editor John Campbell Jr. e aceito imediatamente, sendo publicado logo a seguir, na revista 'Astouding'. Os outros sete contos foram escritos ao longo dos oito anos seguintes. Em 1966, na 24ª Convenção Mundial de Ficção Científica, em Cleveland, a serie fundação recebeu um "Hugo" como a melhor serie de ficção científica de todos os tempos. Não se deve confundir este romance traduzido para o português com este nome, com a Segunda parte da trilogia fundação. Este romance é bem mais recente, e representa o penúltimo romance da serie. Aqui já estamos 498 anos depois do estabelecimento da fundação no planeta Terminus. Gaia aparece pela primeira vez (Transcrito do Guia Para Ler Isaac Asimov)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Foi nesse tempo que um jovem soldado salvou duas naves de um choque frontal com ... ou ... foi isto ou outra coisa qualquer? - Agitou impacientemente uma mão - Não me recordo de pormenores. Foi qualquer coisa heróica. - Foi Riose esse soldado. Promoveram-no por isso - disse Brodrig secamente - e nomearam-no para um posto no campo de batalha, como capitão de uma nave. - E agora é Governador Militar de um sistema fronteiriço e ainda novo. Um homem capaz, Brodrig! - Não é de confiança, senhor. Vive no passado. E um sonhador dos tempos antigos, ou antes, dos mitos de que se serviam esses tempos antigos. Alguns homens são inofensivos em si próprios, mas a sua estranha ausência de realismo torna-os loucos para os outros. - Acrescentou: Seus homens, julgo eu, estão completamente abaixo do seu controle. Ele é um dos seus populares generais. - E? - cismou o Imperador. - Bem, adiante Brodrig, não quero ser apenas servido por incompetentes. Eles certamente não ficam com inveja da sua própria fidelidade. - Um traidor incompetente não é um perigo. Há muito mais razões para manter vigiados os homens capazes. - Você entre eles, Brodrig? - Cleon II riu-se e depois fez uma careta dorida. - Bem, nesse caso, pode esquecer a preleção por enquanto. Que nova revelação há no que se refere a este jovem conquistador? Espero que não se tenha apenas limitado a reminiscências Foi recebida outra mensagem, senhor, do General Riose. - Oh? E para que efeito? - Fez uma viagem de espionagem ao território desses bárbaros e requer uma expedição em massa. Os seus argumentos são extensos e razoavelmente aborrecidos. Não tinham importância para aborrecer Vossa Imperial Majestade até agora, durante a sua indisposição. Particularmente desde que sera discutida demoradamente durante a sessão do Conselho dos Lordes. - Deitou um olhar oblíquo ao Imperador. Cleon II franziu os sobrolhos. - Os Lordes? Sera um assunto para eles, Brodrig? Isso significa uma quantidade de longas interpretações da Carta. Sempre se acaba nisso. - Não pode ser evitado, senhor. Podia ter sido melhor se o seu augusto pai tivesse vencido a última rebelião sem ser obrigado a aceitar a Carta. Mas desde que ela existe, temos de suporta-la, por enquanto. - Suponho que tem razão. Nesse caso os Lordes devem ser ouvidos. Mas para que esta solenidade toda, homem? Trata-se, afinal de contas, de um ponto de reduzida importância. O triunfo numa fronteira remota com tropas reduzidas dificilmente é um negócio de Estado. Brodrig sorriu ligeiramente. Disse friamente: - E neg6cio de um romântico idiota; mas precisamente um romântico idiota pode ser uma arma mortal quando um rebelde não-romântico se serve dele como instrumento. Senhor, o homem era popular e continua sendo. E jovem. Se ele anexar um ou dois planetas bárbaros e errantes, tonar-se-á um conquistador. Ora, um jovem conquistador que provou a sua habilidade para excitar o entusiasmo de pilotos, mineiros, comerciantes e uma ralé da mesma especie é perigoso em qualquer época. Ainda que lhe falte o desejo de fazer como seu augusto pai fez ao usurpador, Ricker, há ainda a hipótese de um dos nossos Lordes do Domínio se decidir a utiliza-lo como arma. Cleon II mexeu um braço precipitadamente e retesou-se sob o efeito da dor. Relaxou-se lentamente, mas desaparecera-lhe o sorriso, e sua voz tornou-se um sussurro: - Você é um súdito precioso, Brodrig. Desconfia sempre mais do que é necessário, e eu só preciso levar em consideração metade das precauções que você sugere para estar completamente defendido. Ele poderá encontrar-se com os Lordes. Nós veremos o que eles dizem e tomaremos as nossas medidas de acordo com isso. O jovem, calculo eu, ainda não se lançou em movimentos hostis. - Não se diz nada a esse respeito. Mas já pede reforços. - Reforços! - Os olhos do Imperador cintilaram com espanto. - Mas que força tem ele? - Dez naves de combate, senhor, com um complemento total de naves auxiliares. Duas dessas naves estão equipadas com motores recuperados da antiga Grande Esquadra, e uma delas tem uma bateria de artilharia da mesma origem. As outras naves não são modernas, dos últimos cinqüenta anos, porem ainda podem ser utilizadas. - Dez naves devem parecer armamento adequado para qualquer empresa razoável. Porque, com menos de dez naves, conseguiu meu pai sua primeira vitória contra o usurpador. Quem são esses bárbaros que ele atacará? O Seeretário Privado levantou um par de sobrancelhas arrogantes: - Refere-se a eles como sendo "a Fundação". - A Fundação? O que vem a ser isso? - Não há nenhum registro a esse respeito, senhor. Procurei cuidadosamente nos arquivos. A área da Galaxia que ele indica coincide com a antiga província de Anacreon, que há dois seculos foi abandonada a si mesma por roubos, barbarismo e anarquia. Não há planeta conhecido pela designação de Fundação, seja como for. Havia uma vaga referência a um grupo de cientistas enviado para esta província pouco antes de ela se separar da nossa proteção. Estavam preparando uma Enciclopédia. - Sorriu fracamente. - Suponho que lhe chamavam a Enciclopédia Fundação. - Bem - O Imperador observou-o sombriamente - isso parece-me uma fraca base para poder ir avante. - Não estou andando para diante, senhor. Não foi recebida uma palavra sequer dessa expedição depois do aumento da anarquia nessa região. Se os seus descendentes ainda estiverem vivos e conservam o seu nome, nesse caso devem ter certamente regressado ao barbarismo. - E para isso ele deseja reforços. - 0 Imperador lançou um olhar feroz ao seu secretário. - Isso e muito peculiar; propor-se combater selvagens com dez naves e pedir mais antes de lançar um ataque, é surpreendente


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dizendo tratar-se de um excelente livro, em dezembro de 2004 o Rafael recomendou a sua compra imediata. Ao recebê-lo reclamou por ter sido comprado a "trilogia" ao invés dos três livros, separadamente. Esclareceu que, face as circunstâncias, teria que recomendar ao leitor que não lesse o prefácio. "Se for lido o prefácio da trilogia, o segundo título - Fundação e Império - perde a graça. E o final do terceiro título - Segunda Fundação - está revelado no mesmo prefácio. Então, não leia o prefácio.


 

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