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Cem Anos de Solidão

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Cem Anos de Solidão

Livro Excelente - 2 opiniões

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Autor: Gabriel García Marquez

Editora: Record

Assunto: Realismo Fantástico

Traduzido por: Eliane Zagury

Páginas: 364

Ano de edição: 1967

Peso: 395 g

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Excelente
Elias Marinho
23/04/2011 às 11:51
Santa Maria - DF

Serão necessários mais cem anos para que eu me esqueça da familia Buendía, porém não serão cem anos de solidão pois guardarei comigo a estória desta familia, o livro que no inicio aparentemente parece ser chato se mostra de uma profundidade literária de maneira que nunca vi nem em meus preferidos autores. Não sei explicar direito como esse livro é tão importante mundialmente, pois os acontecimentos descritos na vida dos Buendías são tão absurdos que só por isso já seria suficiente para taxar o autor de fantasioso demais, porém, o livro é um sucesso mundial, e também leitura obrigatória para aqueles que se dizem bons leitores. Agradeço também a obra por ter me apresentado o sânscrito língua que nunca tinha ouvido falar e que é tão importante para o nosso português.


Excelente
Marcio Mafra
05/12/2004 às 12:03
Brasília - DF


Cem Anos de Solidão, foi premiado com o Nobel de Literatura em 1982. A cidade de Macondo é o lugar onde se desenrola a vida dos Buendía com seus tiranos, sua miséria, sua violência, seu misticismo e seus absurdos cotidianos. O livro, no melhor estilo do realismo fantástico, conta a história da família Buendía, condenada a viver um século de solidão e a enfrentar, geração após geração, uma realidade difícil e truculenta, à beira da destruição. Qualquer latinoamericano que se preze, não viverá completamente feliz, caso não leia Cem Anos de Solidão.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O livro conta a história de José Arcadio Buendia, que abrange mais de um século e se passa na cidade de Macondo, uma cidade mágica. A história mescla revoluções, fantasmas, incesto, corrupção e loucura, tudo tratado com naturalidade e muito estilo, bem na forma do realismo fantástico. Começa quando as coisas não tinham nome e vai até a chegada do telefone.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As telhas apodrecidas se despedaçaram num estrondo de desastre e o homem mal conseguiu lançar um grito de terror e fraturou o crânio e morreu sem agonia no chão de cimento. Os forasteiros que ouviram o barulho na sala de jantar e se apressaram em levar o cadáver perceberam na sua pele o sufocante cheiro de Remedios, a bela. Estava tão entranhado no corpo que as rachaduras do crânio não emanavam sangue e sim um óleo ambarino impregnado daquele perfume secreto, e então compreenderam que o cheiro de Remedios, a bela, continuava torturando os homens além da morte, até a poeira dos ossos. Entretanto, não relacionaram aquele acidente de horror com os outros dois homens que haviam morrido por Remedios, a bela. Faltava ainda uma vítima para que os forasteiros e muitos dos antigos habitantes de Macondo dessem crédito à lenda de que Remedios Buendía não exalava o sopro de amor mas sim um fluxo mortal. A ocasião de comprová-lo se apresentou meses depois, numa tarde em que Remedios, a bela, foi com um grupo de amigas conhecer as novas plantações. Para o povo de Macondo, era uma distração recente percorrer as úmidas e intermináveis avenidas ladeadas de bananeiras, onde o silêncio parecia trazido de outra parte, ainda sem usar, e por isso era tão difícil transmitir a voz. Às vezes não se entendia muito bem o que era dito a meio metro de distância e que entretanto se tornava perfeitamente compreensível no outro extremo da plantação. Para as moças de Macondo aquela brincadeira nova era motivo de risadas e sobressaltos, de sustos e zombarias, e de noite se falava do passeio como de uma experiência de sonho. Era talo prestígio daquele silêncio que Úrsula não teve coragem de privar Remedios, a bela, da diversão e lhe permitiu ir numa tarde, desde que pusesse um chapéu e uma roupa adequada. Assim que o grupo de amigas entrou na plantação o ar se impregnou de uma fragrância mortal. Os homens que trabalhavam nas valas se sentiram possuídos por uma estranha fascinação, ameaçados por um perigo invisível, e muitos sucumbiram à terrível vontade de chorar. Remedios, a bela, e suas espantadas amigas conseguiram se refugiar numa casa próxima quando estavam já para serem assaltadas por um tropel de machos ferozes. Pouco depois foram resgatadas pelos quatro Aurelianos, cujas cruzes de cinza infundiam um respeito sagrado, como se fossem marca de casta, selo de invulnerabilidade. Remedios, a bela, não contou a ninguém que um dos homens, aproveitando o tumulto, conseguira agredi-la no ventre com uma mão que mais parecia uma garra de águia aferrada aos bordos de um precipício. Ela enfrentara o agressor numa espécie de deslumbramento instantâneo e vira os olhos desconsolados que ficaram impressos no seu coração como uma brasa de compaixão. Nessa noite, o homem se gabou da sua audácia e se vangloriou da sua sorte na Rua dos Turcos, minutos antes de que o coice de um cavalo lhe arrebentasse o peito e uma multidão de forasteiros o visse agonizar no meio da rua, sufocado em vômitos de sangue. A suposição de que Remedios, a bela, possuía poderes de morte estava agora sustentada por quatro fatos irrefutáveis. Embora alguns homens levianos de palavra sentissem prazer em dizer que bem valia a pena sacrificar a vida por uma noite de amor com tão perturbadora mulher, a verdade é que nenhum se esforçou por conseguí-lo. Talvez, não só para vencê-la como também para afastar os seus perigos, bastasse um sentimento tão primitivo e simples como o amor, mas isso foi a única coisa que não ocorreu a ninguém. Úrsula não voltou a se ocupar dela. Em outra época, quando ainda não renunciara ao propósito de salvá-la para o mundo, procurou interessá-la nos assuntos elementares da casa. "Os homens são mais exigentes do que você pensa", dizia-lhe enigmaticamente. "É preciso cozinhar muito, varrer muito, sofrer muito por mesquinharias, além daquilo que você pensa." No fundo se enganava a si mesma, tentando adestrá-la para a felicidade doméstica, porque estava convencida de que, uma vez satisfeita a paixão, não havia um homem sobre a terra capaz de suportar, nem que fosse por um dia, uma negligência que estava além de qualquer compreensão. O nascimento do último José Arcadio e a sua inquebrantável vontade de educá-lo para Papa terminaram por fazê-la desistir das suas ocupações com a bisneta. Abandonou-a à sua sorte, confiando que mais cedo ou mais tarde aconteceria um milagre e que neste mundo onde havia de tudo haveria também um homem com suficiente serenidade para cuidar dela. Fazia muito tempo que Amaranta tinha renunciado a qualquer tentativa de convertê-la numa mulher útil. Desde as tardes esquecidas do quarto de costura, quando a sobrinha mal se interessava por rodar a manivela da máquina de coser, chegara à conclusão simples de que era boba. "Vamos ter que rifar você", dizia-lhe, perplexa diante da sua impermeabilidade à palavra dos homens. Mais tarde, quando Úrsula se empenhou para que Remedios, a bela, assistisse à missa com a cara coberta por um véu, Amaranta pensou que aquele recurso misterioso acabaria por ser tão provocante que muito em breve haveria um homem intrigado o bastante para procurar com paciência o ponto fraco do seu coração. Mas quando viu a forma insensata com que desprezou um pretendente que, por muitos motivos, era mais apetecível que um príncipe, renunciou a qualquer esperança. Fernanda não fez sequer a tentativa de compreendê-la. Quando viu Remedios, a bela, vestida de rainha no carnaval sangrento, pensou que ela era uma criatura extraordinária. Mas quando a viu comendo com as mãos, incapaz de dar uma resposta que não fosse um prodígio de patetice, a única coisa que lamentou foi que os bobos de nascença tivessem uma vida tão longa. Apesar de o Coronel Aureliano Buendía continuar acreditando e repetindo que Remedios, a bela, era na verdade o ser mais lúcido que havia conhecido na vida, e que o demonstrava a cada momento com a sua assombrosa habilidade para zombar de todos, abandonaram-na ao deus-dará. Remedios, a bela, ficou vagando pelo deserto da solidão, sem cruzes nas costas, amadurecendo nos seus sonos sem pesadelos, nos seus banhos intermináveis, nas suas refeições sem horários, nos seus profundos e prolongados silêncios sem lembranças, até uma tarde de março em que Fernanda quis dobrar os seus lençóis de linho no jardim e pediu ajuda às mulheres da casa. Mal haviam começado, quando Amaranta advertiu que Remedios, a bela, chegava a estar transparente de tão intensamente pálida. - Você está se sentindo mal? - perguntou a ela. Remedios, a bela, que segurava o lençol pelo outro extremo, teve um sorriso de piedade. - Pelo contrário - disse - nunca me senti tão bem. Acabava de dizer isso quando Fernanda sentiu que um delicado vento de luz lhe arrancava os lençóis das mãos e os estendia em toda a sua amplitude. Amaranta sentiu um tremor misterioso nas rendas das suas anáguas e tratou de se agarrar no lençol para não cair, no momento em que Remedios, a bela, começava a ascender. Úrsula, já quase cega, foi a única que teve serenidade para identificar a natureza daquele vento irremediável e deixou os lençóis à mercê da luz, olhando para Remedios, a bela, que lhe dizia adeus com a mão, entre o deslumbrante bater de asas dos lençóis que subiam com ela, que abandonavam com ela o ar dos escaravelhos e das dálias e passavam com ela através do ar onde as quatro da tarde terminavam, e se perderam com ela para sempre nos altos ares onde nem os mais altos pássaros da memória a podiam alcançar.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Logo no início da Bibliomafrateca, em junho de 2002, se constatou a falta "dos melhores livros" de muitos autores. Coisa absolutamente óbvia - assim como inteligente e justa - eis que livro bom, vai e não volta. Como não adianta nada correr atrás daquilo que não se sabe onde se encontra, providenciamos a reaquisição de: 1) O memorável "O Lobo da Estepe". Disparado, é o mais conhecido e melhor livro do alemão Hermann Hesse. 2) O inigualável "O Nome da Rosa". Livro estrela do Umberto Eco. 3) O fantástico "O Velho e o Mar". A melhor história "de pescador" de todos os tempos, contada pelo Hemingway. 4) "Olga". Só o talento do Fernando Morais conseguiria despir Getulio Vargas da aura de Pai dos Pobres e expor as crueldades praticadas contra os brasileiros nos porões de sua nojenta ditadura. 5) O inesquecível "Meu Pé de Laranja Lima". O melhor livro de José Mauro de Vasconcelos 6) O Nobel de Literatura de 1958 "O Doutor Jivago" de Boris Pasternak. 7) O premiadíssimo "Mad Maria" do acreano Márcio de Souza. 8) O melhor do boliviano Gabriel Garcia Marquez "Cem anos de solidão". 9) "Romeu e Julieta" do magistral Willian Shakespeare. 10) O best seller "Chatô o Rei do Brasil" do Fernando Morais


 

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