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Olga

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Olga

Livro Excelente - 2 opiniões

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Autor: Fernando Morais

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 263

Ano de edição: 2004

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Excelente
F. Mafra
23/01/2012 às 19:59
Brasília - DF

Livro de fácil leitura, rico em detalhes, denso, comovente.


Um pedaço  da nossa história retratada de maneira verdadeira.


Excelente
Marcio Mafra
04/12/2004 às 11:40
Brasília - DF

Olga, logo no lançamento, disse a que veio. Um baita sucesso do jornalista Fernando Morais, com mais de 600 mil livros vendidos, traduzido para muitos outros idiomas. É a biografia de Olga Benário, judia e comunista, que foi companheira de Luís Carlos Prestes. O craque Fernando Morais é escritor dotado de sensibilidade e invejável talento. Todos os seus livros foram e são sucesso. Com simplicidade e competência, ele criou um drama profundamente humano, que acabou por transformar uma mulher pouco além do comum, num verdadeiro baluarte do ideal comunista. Somente um grande escritor conseguiria este efeito ao expor a miséria de uma ditadura latino-americana com seus crimes hediondos, tão ou mais hediondos que os crimes do nazismo. Olga Benário, aos 20 anos de idade, ingressou na Internacional Comunista. Recebeu a missão de acompanhar Luis Carlos Prestes, numa viagem de Moscou para o Rio de Janeiro. Durante a viagem eles se apaixonaram e passaram a viver juntos quando ela o ajudou a organizar a contra-revolução comunista no Brasil. Foram fragorosamente derrotados pela ditadura de Getúlio e operada pelo sanguinário Felinto Muller. Como "castigo exemplar" Olga, grávida é expulsa do Brasil e levada para a Alemanha, onde dá à luz a filha num campo de concentração. Não há registro oficial de sua morte. Olga confirma a máxima: se a história é boa, o livro é bom. Sendo a história contada por um craque o livro é excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A vida de Olga Benário Prestes, judia comunista entregue de presente a Hitler pelo ditador Getúlio Dornelles Vargas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os presos atiravam para a Praça Vermelha tudo o que havia dentro das celas, arrancavam as portas de ferro das dobradiças enferrujadas e jogavam-nas do primeiro andar ao chão, num ruído ensurdecedor, enquanto os outros batiam as canecas no chão, nas paredes, nas grades, gritando como malucos: - Não levam! Não levam! Não levam! Um único preso não participava daquilo. Encolhido sobre a carna, acendendo um cigarro no resto do anterior, Graciliano Ramos parecia que iria mesmo enlouquecer. Olhando fixo para o chão, com a cabeça presa entre as mãos, de repetia, paralisado, com a voz quase inaudível no meio daquele inferno: - Não é verdade que queiram fazer isto ... Para a Alemanha de Hitler? Ela é judia ... Ela está grávida ... 0 Brasil não pode fazer isto com ela ... No meio da noite a polícia deu mostras de que não estava disposta a nenhuma forma de negociação. Chefiadas por Filinto Muller, tropas da Polícia Especial armadas de metralhadoras, lança-granadas de gás e até lança-chamas cercaram o conjunto carcerário da rua Frei Caneca. Um grupo de atiradores de elite isolou o pavilhão conflagrado, todos aguardando ordens para entrar. A tensão durou a noite inteira. Embora armados de tamancos, garrafas vazias e estiletes inofensivos, comparados com o arsenal que os cercava, os presos continuavam falando grosso: - Para levar Maria Prestes daqui vocês terão que matar trezentos brasileiros, cachorros fascistas! O nervosismo tomou conta dos dois lados, e ninguém se arriscava a tomar qualquer iniciativa. Passava do meio-dia quando veio o primeiro comunicado de fora. Autorizado pelo capitão Filinto Muller, o diretor do presídio, Aloysio Neiva, mandava fazer uma proposta concreta: Olga Benário sairia dali diretamente para um hospital, acompanhada de uma comissão de presos eleita pelo Coletivo. A primeira a ser consultada foi a própria Olga, que concordou de imediato. Ela dizia que a resistência era uma manifestação heróica dos brasileiros, mas não levaria a nada. Seriam todos massacrados pelas tropas que cercavam o prédio. Alem disso, Olga temia que Filinto Muller invertesse a situação, fazendo de Prestes o seu refém. Seu pavor era que, continuando a resistência, eles acabassem por mata-lo. Para convencer os mais renitentes, que pretendiam manter a rebelião ate o fim, ela fez um apelo: - Deixem-me ir para o hospital, quero ter meu filho aqui no Brasil... Quando finalmente o Coletivo - por ingenuidade ou por reconhecer que aquela era uma batalha perdida - aceitou a proposta da polícia, a noite caíra de novo


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Logo no início da bibliomafrateca, em junho de 2002, se constatou a falta "dos melhores livros" de muitos autores. Coisa absolutamente óbvia - assim como inteligente e justa - eis que livro bom, vai e não volta. Como não adianta nada correr atrás daquilo que não se sabe onde se encontra, providenciamos a reaquisição de: 1) O memorável "O Lobo da Estepe". Disparado, é o mais conhecido e melhor livro do alemão Hermann Hesse. 2) O inigualável "O Nome da Rosa". Livro estrela do Umberto Eco. 3) O fantástico "O Velho e o Mar". A melhor história "de pescador" de todos os tempos, contada pelo Hemingway. 4) "Olga". Só o talento do Fernando Morais conseguiria despir Getulio Vargas da aura de Pai dos Pobres e expor as crueldades praticadas contra os brasileiros nos porões de sua nojenta ditadura. 5) O inesquecível "Meu Pé de Laranja Lima". O melhor livro de José Mauro de Vasconcelos 6) O Nobel de Literatura de 1958 "O Doutor Jivago" de Boris Pasternak. 7) O premiadíssimo "Mad Maria" do acreano Márcio de Souza. 8) O melhor do boliviano Gabriel Garcia Marquez "Cem anos de solidão". 9) "Romeu e Julieta" do magistral Willian Shakespeare. 10) O best seller "Chatô o Rei do Brasil" do Fernando Morais


 

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