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Viver é Perigoso?

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Viver é Perigoso?

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Autor: Michael Blastland   David Spiegelhalter

Editora: Três Estrelas

Assunto: Outros

Traduzido por: Cláudio Carina

Páginas: 415

Ano de edição: 2015

Peso: 360 g

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Bom
Marcio Mafra
26/07/2020 às 20:32
Brasília - DF
Todos nós leitores ou não estamos sempre imaginando formas que nos livrem de ameaças, medos e dos perigos da vida.
Isso vai desde o medo da morte como o de uma ponte despencar no momento em que a atravessamos.
Neste livro, os autores, um jornalista e outro estatístico analisam quais fatos são perigos e quais são riscos reais.
Para isso se utilizam de três personagens, Prudence, Norm e Klein que acabam por desfazer dúvidas e chegam a conclusões tranquilizadoras.
Quais são os riscos reais, simples perigos ou bobagens? Você precisa ler este livro para sabê-las.


Marcio Mafra
26/07/2020 às 20:32
Brasília - DF
Uma análise das numerosas atividades que praticamos durante a vida para apontar quais delas representam, de fato, um risco ou um perigo.
Marcio Mafra
26/07/2020 às 20:32
Brasília - DF
VOAR "O piloto comunicou que há sinais de turbulência à frente. Por favor, retomem aos seus lugares e afivelem o cinto de segurança." Quando o avião sacoleja, as asas oscilam para baixo e para cima, bebês choram e as mãos se agarram no braço da cadeira. Será que alguém permanece totalmente calmo, a não ser os que estão bêbados, drogados, dormindo - ou as três coisas? Medo de voar, ou aerofobia, é uma coisa comum. De 3% a 5% das pessoas simplesmente não viajam de avião, cerca de 17% admitem ter "medo de voar" e entre 30% e 40% sofrem de ansiedade moderada." Temos exemplos de profissionais de risco - arquétipos de racionalidade - que se recusam a voar. Esse temor pode ser tratado: a British Airways organiza cursos de um dia, por cerca de 250 libras, que são concluídos em um voo de 45 minutos." Infelizmente, a empresa não publica as taxas de sucesso, nem revela quantos são retirados em pânico dos aviões. Mais uma vez, de todos os fatores clássicos relacionados ao medo, é a sensação de total falta de controle sobre o próprio destino que mais se manifesta quando se está em uma cadeira de avião com o chão lá embaixo. Talvez contribua também certa falta de compreensão - como é possível isso se manter no ar? Será que, se todos pararmos de acreditar, o avião vai cair? Já vimos também como a disponibilidade fácil de imagens negativas influencia a nossa percepção, e a mídia adora mostrar imagens de aviões destroçados. Os que já têm certa idade lembram--se de exemplos da história, do cantor Buddy Holly ao acidente com o time de futebol do Manchester United. Em termos de uma verdadeira pornografia de desastres aéreos, porém, é imbatível o site de nome nada sutil Plane Crash Info," que mantém um banco de dados com todos os acidentes fatais envolvendo companhias aéreas comerciais, bem como fotos sombrias e até trechos de áudio de gravações de caixas-pretas - que são, no mínimo, perturbadores. Em 2011 foram registrados 44 acidentes, aproximadamente um por semana. Soa mal, mas é uma melhora em relação aos 70 de 2001 (incluindo, claro, os quatro aviões do 11 de Setembro). Suas análises, vividamente ilustradas no Quadro 18, mostram que a etapa de cruzeiro - entre o fim da subida e o início da descida - é de longe a mais segura, que leva mais tempo e tem menos acidentes. Por minuto, decolagem e aterrissagem são 60 vezes mais perigosas que a fase de cruzeiro. Tente entoar esse mantra durante uma turbulência. O Plane Crash Info estima também que as falhas humanas respondem por mais da metade dos acidentes - mas, seja erro do piloto, seja falha mecânica, não há nada que você possa fazer. Talvez, porém, você possa fazer algo ao escolher a companhia aérea com a qual vai voar: o Plane Crash Info calcula que, nas trinta companhias mais seguras, existe uma média de um acidente para cada 11 milhões de voos; como existe chance de sobreviver, a probabilidade de morrer é de 1 em 29 milhões porvoo. Em comparação, para as 25 piores companhias aéreas, a taxa de acidentes fatais é 10 vezes maior, e a chance de morrer em um voo é cerca de 20 vezes mais alta. Para o cálculo de MicroMortes, os melhores dados vêm das estatísticas da US National Transportation Safety Board, sobre aviões transportando pelo menos dez passageiros." Observando os dez anos de 2002 a 2011, as companhias aéreas comerciais nos EUA realizaram em média 10 milhões de voos. Durante esse período não houve grandes desastres, e uma média de dezesseis passageiros e tripulantes morreram anualmente, entre os 700 milhões que embarcaram em um avião - o que dá 0,02 MM por voo, ou uma média de 50 milhões de voos antes de ser morto. Então, se você tomar um avião por dia, o correspondente a 120 mil anos. Sim, você pode reclamar que estamos deixando de fora o dia 11 de setembro de 2001. Se considerarmos, porém, o período de 1992 a 2011, em que houve um número maior de acidentes, o resultado é de 0,11 MM por voo, ou uma média de 9 milhões de voos antes de morrer. Como podemos, no entanto, mensurar esses riscos de forma a compará-Ios com diferentes maneiras de viajar? Por viagem, por quilômetro ou por hora? Vamos usar como referência a probabilidade meio pessimista de 1 em 10 milhões de morrer por voo, que é de 10 voos por MicroMorte. Um voo comercial médio nos EUA dura 1,8 hora e percorre 1.200 quilômetros. É o mesmo que 12 mil quilômetros ou 18 horas por MicroMorte, mais ou menos 20 vezes a distância para alguém que dirige no Reino Unido, e o mesmo para o trem. Como vimos, os riscos não se espalham por igual durante o voo. E se fosse realmente escolher um transporte para viajar baseado nesses dados, você precisaria levar em conta a locomoção de carro até o aeroporto, ou de bicicleta até a estação ferroviária e assim por diante. Porém, um conjunto de estatísticas de voo se destaca das restantes e é de fato diferente: as pequenas aeronaves particulares, que fazem parte do que chamamos de aviação geral. Existem cerca de 220 mil aparelhos inscritos na aviação geral dos EUA, com aproximadamente 1.600 acidentes por ano, 300 deles fatais. Isso dá 6 por semana. Na média dos últimos dez anos, nada menos que 520 pessoas por ano morreram em pequenas aeronaves e helicópteros, 97% de todas as mortes. Isso resulta em 13 acidentes fatais por 1 milhão de horas de voo, cerca de 150 vezes o índice das companhias aéreas comerciais. O que dá em torno de 1 MM para cada 6 minutos em um pequeno avião em um percurso de cerca de 24 quilômetros, mais ou menos o mesmo risco, por quilômetro, de caminhar ou andar de bicicleta. Vemos o mesmo padrão no Reino Unido: entre 2000 e 2010 houve 9 mortes em linhas aéreas, 34 em helicópteros e 202 na "aviação geral".25 Definitivamente, maior significa mais seguro. Então aí vai uma pergunta muito pertinente no embate estatísticas versus psicologia: será que pilotos de aviões menores se sentem mais seguros por estar no comando? Se você conhecer algum, pergunte. Uma última reflexão. Turbulências podem ser perigosas mesmo se o avião se mantiver no ar: treze pessoas ficaram feridas durante turbulências por ano até agosto de 2012 em companhias aéreas comerciais dos EUA. Destas, doze eram tripulantes trabalhando a bordo." Portanto, quando as luzes de segurança se acenderem, aperte o cinto e fique contente por ser um passageiro, e não estar empurrando um carrinho de bebidas no corredor.

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Marcio Mafra
26/07/2020 às 20:32
Brasília - DF
Comprei "Viver é Perigoso?" – não sei quando, nem onde - apenas pelo seu título.

 

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