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Mauá Empresário do Império

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Mauá Empresário do Império

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Autor: Jorge Caldeira

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 557

Ano de edição: 1995

Peso: 940 g

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Excelente
Marcio Mafra
25/09/2005 às 10:37
Brasília - DF

Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá, empresário que aos 30 anos se tornou um dos homens mais ricos do império, antes mesmo de se tornar o primeiro industrial do país. Empresário, construiu a primeira estrada de ferro do Brasil, ligando o Rio de Janeiro a Petrópolis. Depois construiu a ferrovia Santos-Jundiaí, para escoar a produção de café, rapidamente, do interior paulista até porto de Santos. Em 1851 montou uma empresa fornecedora de gás, para a iluminação pública do Rio. Instalou os primeiros-cabos telegráficos submarinos entre o Brasil e a Europa. Numa antevisão do Mercosul, abriu negócios no Uruguai, onde instalou um sistema de iluminação a gás, implantou o telégrafo, construiu portos, estaleiros, e um grande frigorífico para armazenagem de carne. Mauá foi o primeiro dono do Banco do Brasil, que lhe foi tomado pelo Imperador. Mas a sociedade rejeitava e não apoiava um empresário que cuidava de seus negócios e ganhava dinheiro sem as benesses do poder. O livro ainda serve para demonstrar que não mudou muita coisa nos governos brasileiros desde o Império. A narrativa do Jorge Caldeira é inteligente e elegante, além de fluir como um bom romance. Livro que "prende" leitor é coisa de escritor. Com absoluta certeza, Jorge Caldeira não é apenas um autor. É trigo. Não é joio.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A vida de Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá, industrial do alvorecer do Império, sua luta pela industrialização do Brasil no século XIX, bem como as dificuldades e oposições que lhe foram impostas pela retrógrada elite rural brasileira.
Como parte de seus negócios. Criou o Banco do Brasil, que lhe foi tomado pelo Império. Depois, em 1851 fundou outro Banco, para atender as suas necessidades empresariais....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A perpectiva de uma longa guerra com a Argentina assustava: o conflito podia corroer todo o dinheiro que sobrara nas mãos dos antigos traficantes e seus sócios - e também o ouro que Irineu Evangelista de Sousa estava colocando todos os meses na aventura. Ele não exercia nenhum controle sobre os acontecimentos, e só podia ficar torcendo de longe pelo sucesso da empreitada. Para sua sorte, seus "sócios" no negocio se mostraram competentes. No Brasil, Paulino Soares de Sousa tinha feito tudo que lhe cabia: preparou a situação com cuidado, manobrou com calculo nos bastidores, garantindo o afastamento da Inglaterra e atraindo para sua órbita possíveis aliados do adversário. Em 1851, graças a ele, o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência do Paraguai - criando assim um problema a mais para Rosas, que não aceitava o vizinho. Depois, percebendo a importância da política no desenrolar da guerra, dividiu o comando brasileiro. Decidiu que as tropas ficariam sob as ordens do conde de Caxias, mas colocou no comando das ações o marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que tinha muitas qualificações para o cargo: mineiro, conservador, maçom, senador, conselheiro de Estado - mas sobretudo um currículo de combates que incluía o esmagamento de duas revoltas liberais: a dos mineiros, em 1842, e a dos pernambucanos, seis anos depois.
Paraná entendia alguma coisa de ações militares, mas estava ali sobretudo porque sabia também que boas conversas políticas podem produzir mais efeitos que muitas balas. Em Montevidéu, não se fez de rogado. Logo que desembarcou, estabeleceu contato com emissários de Manuel Oribe, o general rosista adversário, que controlava todo o interior do Uruguai no comando de tropas que misturavam argentinos e muitos uruguaios .. Em pouco tempo, conseguiu um encontro secreto, e fez uma proposta: disse que ele não teria chance numa guerra com o Exercito brasileiro, que o futuro do país estava em suas mãos – e seria melhor que fosse prudente. Prometeu anistia para suas tropas – comandante incluído – garantiu que ele não seria molestado pelo novo governo e poderia contar com a proteção das tropas brasileiras para que a promessa valesse. Pouco depois Paraná conseguiu contatos com José Justo Urquiza, o Presidente da Província de Entre Rios que vinha demonstrando descontentamento com Rosas. Com Urquiza o tom da conversa mudou. Paraná falou principalmente de economia, e deu a entender que o Brasil poderia facilitar bastante as compras de charque daquela província Essa conversa soou como música para o interlocutor. Os industriais de charque locais estavam tendo muitos prejuízos com a politica de rio fechado de Buenos Aires, e sonhavam com uma fatia maior do mercado brasileiro.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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