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Dexter - A Mão Esquerda de Deus

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Dexter - A Mão Esquerda de Deus

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Jeff Lindsay  

Editora: Planeta

Assunto: Suspense

Traduzido por: Beatriz Horta Corrêa

Páginas: 259

Ano de edição: 2008

Peso: 350 g

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Ótimo
Marcio Mafra
08/07/2020 às 19:37
Brasília - DF
“Dexter, a mão esquerda de deus” é um livro do gênero suspense em que o personagem principal mata com coragem, requinte e seus atos macabros são descritos com bastante leveza, educação e classe de pessoas finas. Jeff Lindsay é escritor talentoso e a tradução do romance foi muito bem elaborada por Beatriz Horta. Dexter Morgan é um sujeito agradável, inteligente, bem humorado e sempre pronto a ajudar sua irmã Deborah. Ela é uma policial correta que pretende evoluir na carreira, através de seu trabalho e esforço. Dexter, como analista de sangue em laboratório clínico, presta esse tipo de serviço para a polícia de Miami, fato que lhe proporciona informações sobre suas futuras vítimas.
Eis que de repente ele se depara com outro “serial killer” atuando na mesma área e que tem um estilo muito semelhante aos seus métodos e estilos de matar. O enredo é criativo e às vezes engraçado. O final...bom para saber o final você precisará ler o livro. Para saber se vai gostar do estilo, leia um pequeno trecho do livro. Livro ótimo.

Marcio Mafra
08/07/2020 às 00:00
Brasília - DF
A história de Dexter que trabalha para a polícia de Miami fazendo análises de sangue em seu laboratório particular. Secretamente ele é – também - um matador profissional que se dedica a executar criminosos, os quais a policia não consegue botar a mão. Sua vida secreta é subitamente desestruturada quando outro “serial killer” passa a atuar na cidade.
Marcio Mafra
08/07/2020 às 00:00
Brasília - DF
ESTE CORPO ESTÁ POSICIONADO EXATAMENTE DO jeito que eu gosto. Os braços e as pernas estão presos e a boca está tapada com fita adesiva, de forma que não vai haver barulho nem pingo de sangue na minha área de trabalho. Minha mão segura a faca com tanta firmeza que tenho quase certeza de que esse vai ser um caso legal, bem satisfatório ... Só que não é a minha faca, é uma espécie de ... Só que não é a minha mão. Apesar de a minha mão estar se mexendo com aquela, não segura a faca. E a sala na verdade é meio pequena, tão estreita, o que faz sentido por que é ... o quê? Cá estou eu, flutuando sobre esse apertado local de trabalho e seu incrível corpo e pela primeira vez sinto frio em volta, dá a impressão de que o frio até entra em mim. Se eu pudesse sentir meus dentes, tenho certeza de que eles estariam batendo. Minha mão está em perfeita sintonia com aquela outra que se levanta formando um arco e abaixa para fazer um corte perfeito ... Claro que acordo no meu apartamento. De pé, na porta da frente e totalmente nu. Entendo que eu possa ter tido um ataque de sonambulismo, mas tirar a roupa dormindo? Francamente. Volto aos tropeções para minha cama baixa, de rodinhas. As cobertas estão amontoadas no chão. O ar-condicionado baixou a temperatura para uns quinze graus. Na noite passada, ligar o ar pareceu uma boa ideia, já que eu estava me sentindo meio esquisito depois do que acontecera com Rita. Ridículo, se tivesse mesmo acontecido. Dexter, o bandido do amor, roubando beijos. Então, cheguei em casa, tomei uma longa chuveirada quente e abaixei totalmente o termostato quando deitei na cama. Não tenho a pretensão de entender o motivo, mas, nos meus momentos mais duros, eu acho o frio higiênico. Não só refrescante, mas necessário. E estava frio mesmo. Frio demais para tomar café e começar o dia em meio aos últimos fios esgarçados do sonho. Em geral, não lembro dos meus sonhos e, quando lembro, não acho que tenham importância. Portanto, era ridículo que aquele não me saísse da cabeça . ... flutuando sobre esse apertado local de trabalho... minha mão está em perfeita sintonia com aquela outra que se levanta formando um arco e abaixa para fazer um corte perfeito ... Eu li livros. Acho os humanos interessantes, talvez porque nunca serei um. Portanto, conheço todo o simbolismo dos sonhos: flutuar é uma forma de voar, significa sexo. E a faca ... [a, Herr Doktor. A faca é eine mãe,ja? Sai dessa, Dexter. Não passa de um sonho idiota e sem sentido. O telefone toca e eu quase pulo de dentro de mim. - Que tal tomar o café da manhã no Wolfie's? Eu pago - convida Deborah. - Hoje é sábado, não vamos conseguir nem entrar - eu disse. - Eu chego primeiro e pego uma mesa. Encontro você lá - decidiu ela. O Wolfie's, em Miami Beach, era uma tradição na cidade. E, como os Morgan são uma família de Miami, tomamos os cafés da manhã especiais lá, a vida inteira. Não consegui imaginar por que Deborah achou que hoje poderia ser uma dessas ocasiões especiais, mas eu tinha certeza de que ia me explicar. Então, tomei um banho, vesti meu melhor traje esporte de sábado e fui de carro para Miami Beach. O trânsito estava bom na nova e recauchutada estrada McArthur e dali a pouco eu estava educadamente abrindo caminho a cotoveladas em meio à multidão do Wolfie's. Como prometeu, Deborah tinha se apoderado de uma mesa de canto. Estava conversando com uma antiga garçonete, que até eu reconheci. - Rose, meu amor - cumprimentei, me inclinando para beijar seu rosto enrugado. Ela virou-se de cara feia para mim. - Minha selvagem Rose irlandesa. - Dexter, dá beijo como os namoraidas - ela falou, com a voz rouca e o forte sotaque da Europa central. - Namoiradas é namorados em irlandês? - perguntei, sentando-me. - Fééé - disse ela, indo para a cozinha e balançando a cabeça. - Acho que ela gosta de mim - disse eu para Deborah. - Alguém tem que gostar. Como foi o seu encontro ontem à noite? - Bem divertido. Você devia dar uma saída de vez em quando - sugeri. - Fééé - imitou Deborah. - Não pode passar todas as noites de calcinha e sutiã na trilha Tamiami, Deb. Precisa viver. - Preciso é mudar de departamento. Para Homicídios, aí veremos o que é viver - ela zombou. - Sei. Para os filhos, certamente seria mais interessante dizer "mamãe é de Homicídios". - Dexter, pelo amor de Deus - ela reclamou. - É uma ideia natural. Ter sobrinhos e sobrinhas, pequenos Morgan. Por que não? Ela deu um longo suspiro. - Pensei que mamãe tinha morrido - ela disse. - Sintonizei no espírito dela através da tortinha de cereja dinamarquesa. - Bom, então vamos mudar de canal. O que você sabe sobre cristalização de célula? Pestanejei. - Opa. Você ganhou de goleada o Campeonato de Mudar de Assunto. - Estou falando sério. - Então fui realmente nocauteado, Deb. O que é cristalização de célula? - As células se cristalizam quando expostas ao frio intenso - ela explicou. Minha mente se iluminou. - Isso mesmo, lindo - eu disse e lá dentro do meu cérebro pequenos sinos começaram a tilintar. Frio... limpo e puro frio e a faca quase chia ao cortar a carne morna. Fria limpeza asséptica, o sangue circula mais devagar e inútil, tão corretamente certo e totalmente necessário. Frio. - Como eu não ... - comecei a dizer. Parei ao ver a cara de Deborah. - Isso mesmo, como? - exigiu Deb. Balancei a cabeça. - Diga antes por que você quer saber. Ela ficou me olhando por um longo e duro instante e suspirou de novo. - Você sabe que houve outro assassinato - disse, por fim. - Eu sei, passei lá na noite passada. - Ouvi dizer que você não passou apenas. Dei de ombros. A região metropolitana de Dade é como uma pequena família. - Então o que aquele "isso mesmo" queria dizer? - Nada - respondi, meio irritado, finalmente. - O corpo parecia ter a pele diferente. Como se tivesse ficado num ambiente frio ... - Levantei as mãos. - É só isso, certo? A quantos graus? - Suficientes para congelar a carne. Por que ele faria isso? - perguntou ela. Porque é lindo, pensei. - Porque faz o sangue circular mais devagar - respondi. Ela me olhou bem. - Isso é importante? Dei um suspiro longo e talvez levemente emocionado. Não só eu não poderia jamais explicar aquilo como ela me prenderia se eu explicasse. - É básico - respondi. Por algum motivo, fiquei sem jeito. - Por que básico? , - Por que, ah ... não sei. Acho que tem a ver com o sangue, Deb. Desconfio que seja porque ... não sei, não tenho nenhuma prova. Ela estava me olhando daquele jeito, de novo. Pensei em falar alguma coisa, mas não consegui. O Dexter falante e elo quente estava com a boca seca e sem nada para dizer. - Droga - disse ela, enfim. - É isso? O frio faz o sangue circular mais devagar e isso é básico? Espera um pouco: que utilidade tem isso, Dexter? - Não faço nada "útil" antes do café, Deborah. Apenas tiro conclusões corretas - disse eu, após um enorme esforço para me recuperar. - Droga - ela repetiu. Rose trouxe o nosso café. Deborah deu um gole. - Na noite passada, fui convidada para a reunião das setenta e duas horas - ela disse. Bati palmas. - Maravilha. Você conseguiu. Por que precisa de mim? - A delegacia metropolitana de Dade tem como estratégia reunir a equipe de Homicídios setenta e duas horas após um crime. A detetive e sua equipe conversam com o médico-Iegísta e, às vezes, com alguém da promotoria. Assim, todo mundo recebe as mesmas informações. Se Deborah foi convidada, era porque estava no caso. Ela se zangou. - Não sou boa para fazer política, Dexter. Sinto que LaGuerta está me excluindo, mas não posso fazer nada. - Ela continua à procura da testemunha misteriosa? Deborah concordou com a cabeça. - Francamente. Mesmo depois do assassinato de ontem? - Ela diz que isso comprova. Porque os novos cortes estavam terminados. - Mas eram diferentes - protestei. Ela deu de ombros. - E o que você disse ... ? - perguntei. Deb desviou o olhar. - Eu disse a ela que achava perda de tempo procurar uma testemunha, se está óbvio que ninguém interrompeu o assassino quando fazia os cortes, que ele apenas ficou insatisfeito. - Puxa, você realmente não entende nada de política. - Bom, dane-se, Dex. - Duas senhoras na mesa ao lado olharam fixamente para ela. Deb não percebeu. - O que você disse faz sentido. É óbvio, mas ela está me ignorando. Tem outra coisa pior. - O que é pior do que ser ignorada? - perguntei. Ela enrubesceu. - Peguei dois policiais rindo de mim depois. Tem uma piada circulando a meu respeito. - Ela mordeu o lábio e olhou para longe. - Que eu sou Einstein - completou. - Acho que não entendi. - Estão dizendo que, se os meus peitos fossem cérebro, eu seria Einstein - disse ela, amarga. Pigarreei em vez de rir. - É o que ela está espalhando a meu respeito. Esse tipo de porcaria pega e depois você não é promovida, porque acham que não vai ser respeitada com um apelido desses. Droga, Dex, LaGuerta está acabando com a minha carreira - repetiu ela. Senti um pequeno ataque de cálido instinto de proteção. - Ela é uma besta. - Devo dizer isso para ela, Dex? Acha que seria político? Nossos pratos chegaram. Rose jogou-os na nossa frente como se tivesse sido condenada por um juiz corrupto a servir café da manhã para assassinos de bebês. Sorri de orelha a orelha para ela, que sumiu, resmungando. Dei uma mordida e pensei no problema de Deborah. Tinha de pensar assim, problema de Deborah. E não "naqueles fascinantes assassinatos". Não "naquele incrivelmente interessante modus operandi", nem "naquele tipo de coisa que eu adoraria fazer um dia". Eu tinha de continuar sem me envolver, mas o fato estava me instigando demais. Até o sonho da noite passada, com aquele frio. Pura coincidência, claro, mas de todo jeito era inquietante. Esse assassino tinha atingido o cerne do que era matar para mim. Devido ao estilo de trabalho, claro, não pela escolha das víti- mas. Tinha de ser impedido, é evidente, não se discute. Coitadas das prostitutas. Mesmo assim ... A necessidade de frio ... Tão interessante para experimentar um dia. Num lugar bem escuro e estreito ... Estreito? De onde veio essa ideia? Do sonho, naturalmente. Mas era o mesmo que dizer que o meu inconsciente queria que eu pensasse no assunto, não é? De certa forma, estreito parecia adequado. Frio e estreito ... - Um caminhão frigorífico - concluí. Abri os olhos. Deborah tentou ajeitar a boca cheia de ovos mexidos para perguntar: - O quê? - Ah, só um palpite. Não é uma conclusão, acho. Mas não faz sentido? - O que faz sentido? - ela perguntou. Olhei meu prato e franzi o cenho, tentando imaginar como aquilo ia funcionar. - Ele quer um ambiente frio. Para diminuir o sangue e tam- bém porque é, hum ... mais limpo. - É o que você diz. - É. E tem que ser um lugar estreito ... - Por quê? De onde saiu esse estreito, droga? Preferi não ouvir a pergunta. - Portanto, um caminhão frigorífico serviria. Além disso, ele é móvel, o que facilita bastante jogar o lixo depois. Deborah mordeu uma rosquinha e pensou enquanto mastigava. - Então o assassino deve ter acesso a um caminhão desses, ou ser dono de um? - concluiu, engolindo. - Hum, talvez. A menos que o assassinato de ontem seja o primeiro a mostrar sinais de frio. Deborah franziu o cenho. - Então ele comprou um caminhão? - Provavelmente, não. Isso ainda é uma experiência para ele. Deve ter sido um impulso de tentar o frio. Ela concordou com a cabeça. - E a gente não vai ter tanta sorte de ele ser motorista ou algo assim, não? Dei meu feliz sorriso de tubarão. - Ah, Deb. Como você está sagaz esta manhã. Não, acho que o nosso amigo é muito esperto para fazer isso. Deborah deu um gole no café, colocou a xícara na mesa e recostou-se na cadeira. - Portanto, estamos procurando um caminhão frigorífico roubado - concluiu ela. - Acho que sim. Mas quantos devem ter sido roubados nas últimas setenta e duas horas? - Em Miami? - ela bufou. - Alguém rouba um, espalha que vale a pena e de repente todo marginal fuleiro, marielito, craqueiro, espertinho, tem que roubar um só para entrar na onda. - Vamos esperar que a notícia ainda não tenha se espalhado - eu disse. Deborah engoliu o resto da rosquinha. - Vou conferir - disse, colocando a mão sobre a mesa e aper- tando a minha. - Agradeço muito - disse ela. Deu um sorriso tí- mido e indeciso por dois segundos. - Mas fico preocupada pensando em como você chegou a essa conclusão, Dex. Eu simples- mente ... - Olhou para a mesa e apertou minha mão de novo. Retribuí. - Deixe a preocupação comigo - sugeri. - Você tem apenas que encontrar o caminhão.

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Marcio Mafra
08/07/2020 às 00:00
Brasília - DF
Em janeiro de 2020 passei o recesso de inicio do ano na capital de Sergipe, a famosa Aracaju. Durante minha estada na orla da praia de Atalaia recebi a visita do Imperador Adriano, sua mulher Paloma e dos filhos gêmeos Pedro e Julia. Eles estavam há alguns dias em Salvador, Bahia e resolveram esticar sua viagem até Sergipe. Ao retornarem para Goiânia, dois ou três dias depois, Paloma me deixou este “Dexter – A Mão Esquerda de Deus” porque eu já tinha lido os livros que havia levado para a temporada. Carinho e gentileza de amigos de fé.

 

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