carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Corações Sujos

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Corações Sujos

Livro Ótimo - 1 comentário

  • Leram
    3
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    1

Autor: Fernando Morais

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 349

Ano de edição:

Peso: 625 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 


Ótimo
Gustavo Mafra
19/11/2004 às 10:06
Brasília - DF

Assim que mudei para São Paulo, pude notar um preconceito com relação aos japoneses e seus descendentes que aqui vivem. Para o paulistano médio, japonês é um tipo de gente anti-social, do tipo que não segura a porta do elevador quando vê alguém correndo para entrar. Ler esse livro me permitiu entender a situação. De fato, muitos japoneses praticamente vivem em guetos, procurando manter suas tradições e costumes, não aceitando o modo de vida ocidental e brasileiro. Corações-sujos é um exemplo perfeito de reportagem escrita em livros. É também importantíssimo para entender os costumes e comportamento da sociedade paulistana.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia sobre um grupo formado por imigrantes japoneses que não acreditavam na derrota de seu país na segunda guerra. O grupo resolveu exterminar todos os outros imigrantes que aceitavam a derrota e os costumes ocidentais.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Com o reencontro dos dez na chácara de Sawai estavam montados os dois primeiros pelotões de matadores - por alguma razão nunca explicada, os estrategistas da Shindo Renmei decidiram que os tokkotai deveriam atacar sempre em grupos de cinco. Nas duas ou três semanas seguintes o grupo ouviu de novo as instruções para quando estivesse em ação, que eram repetidas ou pelo mesmo Ogazawara, da Tinturaria Oriente, ou por Sunao Shinyashiiki. Às vezes algum dos rapazes sumia por dois ou três dias, para retornar contando que tinha estado em reuniões na Oriente ou na "chácara do Tomizuka", onde havia outros grupos de rapazes hospedados. As recomendações eram mais ou menos as mesmas de sempre: todos deviam usar bandeira do Japão sob a roupa toda ação teria que ser precedida da entrega de uma "carta de suicídio" ao traidor, junto com um tanto, a adaga japonesa recomendada para a pratica do haraquiri, ou do seppuku, o suicídio ritual. Embora a Shindo Renmei tivesse sido apresentada pela imprensa de São Paulo e do Rio como uma organização que usava "técnicas modernas em seu diabólico trabalho", em suas reuniões o amadorismo lembrava um grupo de crianças brincando de matar. Na noite de 23 de fevereiro, por exemplo, os dez rapazes hospedados na casa de Sawai foram convocados para uma reunião com Ogazawara e Shinyashiki. Era para anunciar os nomes dos três primeiros "corações sujos" que eles estavam encarregados de matar: os empresários Shibata Myakoshi e Chuzaburo Nomura, "0 Rei do Rami", e o ex diplomata Shigetsuma Furuya - dois signatários e um idealizador do manifesto a colônia. Quando um dos rapazes vindos do interior perguntou onde os condenados moravam, Shinyashiki respondeu que descobriria isso ao final da reunião, "consultando a lista telefônica" da capital. E, para que os assassinos pudessem se familiarizar com suas futuras vitimas, Kamegoro Ogazawara fez circular entre os tokkotai velhos recortes de jornais japoneses com fotos em que um dos três aparecia. Não deveria surpreender a ninguém, portanto, o fiasco em que resultou a estréia da "máquina de matar" da Shindo Renmei. No começo da madrugada de 30 para 31 de março os dez foram acordados por Shinyashiki e Ogazawara com uma ordem: eles tinham meia hora para se aprontar, porque os três "derrotistas" iam ser mortos naquela noite. Junto com os dois apareceu uma cara nova: o jornalista Seijiro Mihara, que havia sido encarregado de redigir as "cartas de suicídio" para o caso de os "derrotistas" preferirem praticar o haraquiri. Ogazawara fez questão de frisar que a inclusão de Shibata Myakochi na lista dos condenados era mais uma prova do "caráter implacável" do coronel Kikawa: mesmo sendo amigo de Myakochi desde o Japão (havia sido ele, inclusive, quem escrevera cartas a Takako, filho do coronel, convencendo-o a imigrar para o Brasil), Kikawa pusera "os brios da pátria acima dos sentimentos pessoais" e decidira pela execução. Divididos em duplas ou grupos de três, no meio da madrugada eles deixaram Santo Amaro, tendo ficado combinado que se encontrariam as quatro horas da manhã em frente ao número 12 da rua Pamplona, nas imediações da avenida Paulista, de onde partiriam para o acerto de contas com o makegumi. Embora a presença de onze japoneses (na ultima hora Shinyashiki decidiu participar da ação, para estimular os demais) em plena madrugada, fora do bairro japonês, pudesse chamar a atenção da polícia, eles se reencontraram na hora e local acertados. A ação tinha tudo para dar certo, não fosse um detalhe ignorado pelo bando, composto quase integralmente de gente do interior: a mansão Myakochi ficava na mesma rua e a poucos metros daquele que era provavelmente um dos imóveis mais bem policiados da cidade, a casa do Conde Matarazzo, o homem mais rico do Brasil. Os japoneses tiveram que dar meia volta e desistir do plano.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não tem historia.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.