carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Meu Nome é Vermelho

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Meu Nome é Vermelho

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    1
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Orhan Pamuk

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Eduardo Brandão

Páginas: 534

Ano de edição: 2004

Peso: 830 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
01/11/2009 às 13:16
Brasília - DF

Uma história de Istambul no final do século dezesseis, de traição, assassinato, paixão, e amor proibido. Neste romance Pamuk utiliza a técnica do realismo fantástico, e ainda carregada seus capítulos de complexas artimanhas, com mais de quinze narradores contando os conflitos e contradições da sociedade turca. O cerne do livro são os iluminadores - como eram denominados os artistas gráficos - que trabalham para o sultão otomano. Nessa comunidade é que rolam os velhos temas de paixão e morte, inveja, disputa por dinheiro, prestígio e poder, como ainda ocorre nos tempos atuais. Hilárias são as narrativas feitas por coisas e animais, como se fossem gente, como a cor Vermelho, ou um cão, que - muito surpreendentemente - explica ao leitor, as interpretações do Alcorão usadas para denegrir o bom nome da raça canina, ou da tonalidade Vermelho. Coisa de gênio da literatura. É um estilo próprio, não há dúvida. Mas Alá certamente abençoou Orhan Pamuk, pois ninguém mais seria capaz de fazer o Diabo, a Moeda, a Morte, a Árvore, o Vermelho, a Mulher, o Cavalo e o Cachorro falarem na primeira pessoa. Como foi que eles ganharam corpo, inteligência e discernimento? Novamente coisa de gênio da literatura. Mas, nem por isso o livro deixa de ser chato, prolixo e confuso, para o que pode ter contribuído a tradução para o português, que foi baseada na edição francesa e, simultaneamente, também na edição inglesa. A linguagem arcaica é bastante embrulhada para olhos ocidentais e não contribui para melhorar a leitura e a compreensão do romance.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Sultão, que em 1591, para comemorar um milênio da Hégira (fuga de Maomé para Meca) encomendou aos iluminadores do reino a feitura de um livro que contasse a riqueza do Império Otomano, numa clara exibição do mundo islâmico. Uma grande rede de intrigas se formou entre os artistas contratados, cujos dramas, paixões, amores proibidos e reflexões, são narrados por muitos narradores, entre eles, um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A esta altura vocês já devem ter compreendido a seguinte: as pessoas como eu, isto é, aquelas que acabam fazendo da paixão e suas agruras, da prosperidade e da miséria simples pretextos para uma eterna e absoluta solidão, não são capazes nem de grandes alegrias nem de grandes tristezas na vida. Não é que não compreendamos os outros, quando os vemos conturbados; ao contrário, reconhecemos plenamente a profundidade dos seus sentimentos. O que não apreendemos é a natureza dessa espécie de perplexidade que sentimos então dentro de nós. E esse sentimento, que permanece mudo, tende a tomar, nessas ocasiões, em nosso coração e em nosso espírito, o lugar da alegria ou da tristeza. Ao voltar para casa - tão depressa que quase corria - depois do enterro do pai de Shekure, que Alá o guarde, beijei minha esposa num gesto de condolências; ela desabou de repente numa larga almofada com seus filhos, que olhavam para mim cheios de despeito, e eu fiquei sem saber a que fazer. Sua dor coincidia com a minha vitória. De um só golpe, eu realizava a sonho da minha juventude: livrara-me do seu pai que me menosprezava e tornara-me a dono daquela casa. Quem poderia acreditar na sinceridade das minhas lágrimas? Mas, creiam-me, não era assim. Eu gostaria verdadeiramente de estar triste, mesmo se não conseguia, porque meu Tio sempre foi um pai para mim, mais que meu próprio pai.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um prêmio Nobel de Literatura merece estar em qualquer biblioteca.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.