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Humilhados e Ofendidos

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Humilhados e Ofendidos

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Autor: Fiodor Dostoiewsky

Editora: Nova Alexandria

Assunto: Romance

Traduzido por: Clara Gourianova

Páginas: 328

Ano de edição: 2003

Peso: 580 g

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Ótimo
Marcio Mafra
23/04/2005 às 18:21
Brasília - DF

Natacha era pobre e Aliocha era o nobre. O pai do Aliocha não concorda com o romance de ambos e faz de tudo para impedir a felicidade do casal. Os atuais folhetins - também conhecidos como novelas de TV - utilizam-se sempre deste mesmo tipo de literatura para os seus sucessos de público e de publicidade. Humilhados e ofendidos é uma história vivida nos anos 1850/1870. Não é a obra maior do Dostoiéwsky - que em Crime e Castigo fez a sua fama mundial - mas é um bom romance, se considerarmos a época em que foi escrito e publicado.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A longa e acidentada história de amor de Aliocha e Natacha

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Levantei-me bem cedo. Acordei a noite toda, praticamente a cada meia hora, para ver como estava minha pobre hóspede. Tinha febre e um leve delírio. Dormiu profundamente antes do dia começar. "Bom sinal", pensei, mas ao acordar, enquanto a coitadinha ainda dormia, decidi ir correndo chamar um médico. Conhecia um velho solteiro, bondoso, vivia perto de Vladimirskaia com sua governanta alemã desde tempos imemoráveis. Foi a ele que me dirigi. Prometeu estar em minha casa as dez horas. Eram oito quando estive com ele. Tive uma tremenda vontade de passar na casa de Maslobóiev, mas mudei de idéia: provavelmente estaria dormindo depois do ocorrido no dia anterior e, além disso, Elena poderia acordar e se assustar vendo-se no meu apartamento. Por causa de seu estado doentio, poderia ter esquecido como e quando foi parar lá. Ela acordou no instante em que eu entrava. Aproximei-me dela e perguntei como estava se sentindo. Não me respondeu, mas ficou me olhando longamente com seus expressivos olhos negros. A julgar pelo olhar, parecia que entendia tudo e lembrava-se de tudo. Não me respondia, talvez por hábito. No dia anterior e um dia antes também, quando veio me ver, não respondia às minhas perguntas, apenas me encarava, e em seus olhos, além da incompreensão e curiosidade, transparecia um orgulho incomum. Agora percebia em seu olhar uma expressão de severidade e até de desconfiança. Ia por a mão em sua testa para sentir se tinha febre, mas ela, calada, com sua pequena mão, tirou a minha e virou-se para a parede. Afastei-me para não incomodá-la. Eu tinha uma grande chaleira de cobre. Fazia tempo que a usava como samovar, para ferver água. Lenha eu tinha, o varredor me trazia a cada cinco dias. Acendi o fogão, fui buscar a água e coloquei a chaleira no fogo. Servi a mesa para o chá. Elena virou-se e olhava para tudo isso com curiosidade. Perguntei se ela queria alguma coisa, mas ela deu as costas novamente e não respondeu nada. "Estaria zangada comigo? Por que? Que menina estranha!", pensava eu. Meu velho médico chegou as dez como havia prometido. Examinou a doente com toda meticulosidade alemã e assegurou-me que, apesar do estado febril, não havia nenhum perigo especial. Acrescentou também que ela parecia ter uma doença crônica, um problema cardíaco, um batimento irregular e que "isso exige observação constante, mas que agora esta fora de perigo". Receitou uma poção e uns pós, mais de praxe do que por necessidade, e começou a me perguntar de que maneira ela veio parar em meu apartamento e, ao mesmo tempo, o examinava com estranheza. Esse velhinho era um grande tagarela. Elena também o surpreendeu: tirava sua mão quando ele lhe tomava o pulso e não queria lhe mostrar sua língua. Não respondeu uma palavra às perguntas dele e não tirava os olhos de sua enorme Ordem de São Estanislau que balançava pendurada em seu pescoço. - Provavelmente tem muita dor de cabeça - observou o velho. - Mas como ela olha! Eu não achei necessário contar-lhe sobre Elena a pretexto de que era uma longa história.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei Humilhados e Ofendidos por ser considerado um dos mais notáveis, entre os romances de Dostoiévski


 

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