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Cem Quilos de Ouro

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Cem Quilos de Ouro

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Fernando Morais

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 327

Ano de edição: 2003

Peso: 410 g

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Bom
Marcio Mafra
16/01/2004 às 13:59
Brasília - DF

Qualquer leitor tem o nome Fernando Morais como o próprio best seller. Haja vista Olga, Chatô o Rei do Brasil e Corações Sujos. Três livros, três cinco estrelas, contrariando a norma, que diz: um best seller - cinco, seis, dez, porcarias. Raramente um mesmo autor possui três ou quatro obras-primas. Até aqui o Fernando Morais, era uma exceção. Já não é mais, porque "Os Cem Quilos" não valem nem meia dúzia de quilos de prata, quanto mais de ouro. As reportagens que compõem o livro são boas sim, têm estrutura - começo, meio, fim - mas nada a haver, com o peso dos fabulosos três livros que antecedem a este. Os cem quilos de ouro não valem quanto pesam.








Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Coleção de dez ou doze reportagens - quase contos - em que o autor, ao iniciá-las, narra o ambiente das reportagens.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1978 fui eleito deputado estadual pelo então MDB de São Paulo. Quatro anos depois, me reelegi, pelo PMDB. Animado com a boa receptividade dos eleitores em ambas as eleições (eu recebi cerca de 50 mil votos em cada uma), em 1986 decidi disputar uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte. Foi tão grande a surra que as urnas me deram que as apurações já estavam no fim e eu nem sequer chegara aos 18 mil votos. Até hoje não sei exatamente quantos recebi. Toda essa atividade parlamentar fez minha produção profissional desabar. Em março de 1987, desempregado, escorraçado da vida pública pelo povo e já sem muita familiaridade com a imprensa que deixara oito anos antes, cheguei a pensar em montar, em sociedade com o amigo e tipógrafo Regastein Rocha, uma pequena editora de livros (livros-reportagem, por suposto), mas a idéia não prosperou. Eu já tinha uma receita regular, decorrente dos direitos autorais de meus livros A Ilha e Olga - este lançado em 1985. Mas ainda assim precisava trabalhar. Foi por essa época que conheci, de passagem por São Paulo, um diplomata da Republica Árabe Saarauí Democrática (RASD). Confesso que fazia uma idéia muito remota do que era e de onde ficava a tal república. Mas não desgrudei os olhos enquanto ele falava de seu pais - uma nação em guerra contra o Marrocos, mas cuja principal fonte de receita era a caridade internacional. "Mas uma nação: insistia, "com ene maiúsculo, com embaixador na ONU. Nossas cidades não têm prédios, e sim tendas armadas no deserto, mas nosso povo, composto de tuaregues e berberes, tem passaporte próprio e representação em quase todos os fóruns internacionais." Não havia duvida de que ali estava uma boa reportagem. Amarrei os contatos com ele e sai atras de uma publicação que se interessasse pelo assunto. Chegar a Bir Lehlu, capital da Republica Saarauí, implicava comprar uma passagem para Paris e de lá embarcar para Argel, capital da Argélia, a escala aérea mais próxima do território saarauí. Nenhuma das publicações que eu consultara estava disposta a investir em assunto tão distante do noticiário cotidiano. Mas eu precisava, de alguma maneira, anunciar ao mercado que estava de novo na praça. Juntei milhas aéreas e restos de bilhetes antigos e descobri que a passagem eu próprio conseguiria pagar. Foi assim que ofereci a reportagem a Jaime Klintovitz, editor de Exterior da revista IstoE: eu iria por conta própria, e se ele publicasse a matéria, a revista me pagaria pelo free-lance. Senão, problema meu. Achei que valia a pena e embarquei para a capital argelina, a qual cheguei depois de algumas horas de espera na escala em Paris. Sediando por uma semana a reunião da Liga dos Estados Árabes, a belíssima Argel fervilhava com o movimento de chefes de Estado, imperadores, xeques, emires e hordas de guarda-costas, assessores e secretários. Rolls-Royces reluzentes e limusines Mercedes-Benz com os vidros escuros rangiam pneus pelas ruas calçadas de pedras em bairros seculares. Os poucos hotéis de qualidade estavam lotados, não havia onde ficar. Com a ajuda de Iolanda, jovem repórter que cobria o encontro para o Correio Braziliense, consegui afinal uma pensão meia-estrela na qual, pelo menos, havia chuveiro quente (embora já fosse começo da primavera, um frio de inverno ainda castigava a Argélia naquele ano de 1987). Dois dias depois procurei a embaixada da Republica Saaraui em Argel, e ali consegui lugar em um avião militar que ia para Tindouf, pequena cidade em pleno Saara. Distante 2 mil quilômetros de Argel, Tindouf nada mais era do que um aglomerado de casas e um modesto comercio que cresceram em torno da pequena base militar instalada ali pelo governo argelino. Encravada num perigoso triângulo geográfico - a menos de cem quilômetros das fronteiras do Marrocos, da Republica Saaraui e da Mauritania -, a pequena base militar era o último símbolo da presença da Argélia naquela região conflagrada. Dali para diante era terra de ninguém.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ganhei este livro do Gustavo e Patrícia, no Natal de 2003, com a seguinte dedicatória: Papai. Esse Fernando Morais é um cobrão da literatura e do jornalismo. Aqui, algumas reportagens que certamente vão aproximar o seu nível cultural do meu. Feliz Natal, 24/12/03. Guga e Pati.


 

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