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O Escravo de Cartagena

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O Escravo de Cartagena

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Roberto de Tarso

Editora: Paulinas

Assunto: Catolicismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 225

Ano de edição: 1958

Peso: 235 g

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Ruim
Marcio Mafra
30/10/2009 às 13:29
Brasília - DF

Marcio Mafra - Data: 17/10/2009 - Conceito : Péssimo



O personagem principal do livro do Roberto de Tarso é Pedro Claver, um filho de nobre, que nasceu na cidade de Verdu, Espanha, em 1580 e morreu na cidade de Cartagena das Índias, Colômbia, em 1654 aos 74 anos de idade. Pedro Claver foi ordenado padre da Companhia dos Jesuítas aos 21 anos de idade e foi transferido como missionário para a cidade de Cartagena, que era um porto da Colômbia. Ali prestou assistência material e espiritual aos negros escravos. O papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: "Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo". O livro é de uma baboseira total. Mistura crendices com cuidados morais, espirituais e sociais. É uma fantasia tosca e infantil. A leitura é chata, monótona e inverossímil.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história romanceada da vida de São Pedro Claver. São Pedro Claver faleceu em 1654, aos 74 anos é venerado na atual Colômbia, na antiga cidade de Cartagena das Índias.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na manhã seguinte, pula num bote e se faz ao largo. Ruma para um navio chumbado nas águas tranquilas da baia. Encontram-se nêle mais de seiscentos ingleses. O general D. Frederico de Toledo, temendo que os herejes fugissem das prisões e fortalezas de Cartagena, ordenou que ficassem presos no navio. Mas concedeu a ele carta-branca para visitar os navios e exercer os seus ministérios. Ainda está a afundar os remos na água, quando os espanhóis, que guardam o navio, lhe acenam aos gritos: - Padre! Padre! Venha para cá! Claver da mais um forte impulso e o bote se encosta rente ao casco do navio. Afivela uma mochila às costas e se alça escada acima. - Padre - apresenta-se o chefe dos guardas - chamamo-lo porque temos fome de religião. Sabe, desde que partimos da nossa pátria, não tivemos mais a consolação de assistir a uma missa. O Padre Claver sacode as mãos dos valentes soldados: - Meus amigos, rezarei hoje a missa para vocês. Trouxe nesta mochila os paramentos e demais pertences necessários. Braços robustos transportam uma mesa. Em poucos instantes as velas crepitam entre uns pés de folhagem verde no altar improvisado. Antes de se cobrir com os paramentos sagrados, o Padre Claver se aproxima do chefe dos guardas: - Não impeça aos presos de também assistirem a santa missa, nem que o façam por mera curiosidade. Alimento a esperança de convertê-los a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. - Padre, eu julgo que o trabalho de conversão não será tão difícil assim - fala o chefe em tom militar. - Já reparei em diversos herejes simpatia para com a nossa religião. Ainda mais que pretendem fixar moradia no Novo Mundo. Um ar de alegria ilumina os olhos de Claver: - Praza a Deus, que todos sintam o chamado da graça! Rezarei a missa nesta intenção. A princípio apenas meia dúzia de cabeças espreitam curiosas a porta da vasta sala, transformada em capela. À medida que as cerimônias progridem, as suas fisionomias se revestem de seriedade e de interesse. Entreolham-se: - Como são bonitas as cerimônias dos católicos! - cochicham a meia voz. Um se desprende do grupo e vai chamar os companheiros: - Venham ver a missa dos católicos! Nunca vi coisa semelhante ... Em poucos instantes várias dezenas se comprimem à porta e invadem a sala. Ninguém os importuna. Uns se agacham, outros espicham o pescoço por cima dos ombros dos vizinhos, a fim de poderem avistar o altar e sobretudo o padre celebrante. - Como o padre está recolhido! - cochicha um inglês, de estatura alta, que não perde detalhe das cerimônias. - É bem diferente dos nossos pastores! - ajunta um segundo, prensado na porta. - Está convencido da verdade e da dignidade dos sagrados mistérios, que celebra. Um terceiro comenta: - Como são ricas e tocantes as cerimônias da missa católica! Bem outra coisa, comparadas com os nossos exercícios religiosos frios e sem atrativo. O número de ingleses aumenta de minuto para minuto. Começam a comprimir-se ao redor do altar. - Eu quero pertencer a religião católica - sussurra um preso, parando no último canto da sala. Ela é a verdadeira!.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos de 1956 e 1957, quando eu tinha 11 anos de idade, fui aluno do Colégio Santo Inácio de Loyola, onde cursei o "admissão ao ginásio" e parte da "1ª Série Ginasial". Era um seminário menor e todos os alunos eram residentes, ou internos. Fui "transferido" do Colegio Catarinense, em Florianópolis, para o Colegio Santo Inácio, no Municipio de Montenegro, Rio Grande do Sul, embora nunca tenha sido consultado se desejava fazê-lo. Em verdade, naquela época, criança não opinava. Obedecia. Imagino que tenha sido induzido pelos professores do Colégio Catarinense, quase todos padres jesuítas, interessados em  arregimentar estudantes que viessem a seguir a carreira de formação de padres católicos. Lembro-me que a anuidade do internato foi custeada pela rica família do Padre Beno Dischinger. O Santo Inácio, ficava numa pequena elevação, muito próxima da estação ferroviária de São Salvador, distrito do Município de Montenegro, Estado do Rio Grande do Sul. Hoje o lugar se chama São Salvador do Sul, município situado no Vale do Caí, emancipado de Montenegro em 1963. Encontra-se distante 100 km de Porto Alegre, 73 de Novo Hamburgo, e 72 de Caxias do Sul. O Colégio Santo Inácio de Loyola, inaugurado em 1937 foi referência educacional e funcionou até 1990 como Seminário, quando foi desativado. Posteriormente serviu como Escola Estadual de 2º grau. Atualmente sedia encontros religiosos. Do Santo Inácio fui expulso - por indisciplina - em outubro de 1957. Também jamais fui consultado sobre a intempestiva interrupção da carreira sacerdotal. Tirando o frio do mês de julho, dessa época só tenho boas e muito gostosas lembranças, inclusive da música Aleluia de Haendel, que acordava os alunos nos dias de excursões e passeios à pé pelas fazendas produtoras de uvas que existiam nos arredores. No hospital local, que ainda existe e leva o nome de Hospital São Salvador, na época administrado por freiras, fiz a cirurgia que os católicos, judeus e muçulmanos chamam de circuncisão. Para meu espanto, os católicos comemoram a circuncisão de Jesus Cristo, a qual se celebra no primeiro dia de janeiro. A minha circuncisão não teve qualquer celebração. O Escravo de Cartagena, de Roberto de Tarso, foi um livro que era lido, no refeitório, do Colégio Santo Inácio, enquanto os alunos tomavam as refeições. Não tenho noção do tempo que levou para o livro ser lido, assim como não me recordo de que algum outro livro tenha sido lido. Lembranças excelentes do Colégio Santo Inácio ficaram gravadas em minha memória de menino, inclusive o nome do livro e de seu autor, porém sem retenção de qualquer parte do conteúdo. Era uma leitura monocórdia na qual nunca prestei atenção. Durante a leitura no refeitório, o silêncio era obrigatório. Recentemente, em junho de 2009, buscando livros num sebo "virtual" deparei-me com o titulo O Escravo de Cartagena, razão de ter sido incorporado ao acervo da livronautas. Inacio de Loyola, fundador da Companhia dos Jesuitas, santo católico, tem seu dia comemorativo em 31 de julho. Nesse dia, em 2010, fiz uma rápida viagem ao Santo Inacio para rever o colégio. Lá encontrei o Padre Link, que trabalhou na época em que fui aluno. Perguntei-lhe sobre o livro O Escravo de Cartagena, por Roberto de Tarso, e ele também lembrava do assunto. Tanto o Padre Link como os demais padres que atualmente residem lá, confirmaram esta história do livro O Escravo de Cartagena, acontecida há 54 anos.


 

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