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Pais e Filhos

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Pais e Filhos

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Autor: Carmen Lúcia Campos

Editora: Panda

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 139

Ano de edição: 2004

Peso: 215 g

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Bom
Marcio Mafra
24/09/2005 às 12:55
Brasília - DF

Pais e Filhos é uma coletânea. Via de regra, coletânea é uma grande chatice, as vezes verdadeira porcaria, feita somente para a editora ganhar dinheiro. Embora ganhar dinheiro seja bom e gostoso. Coletânea de jornalistas, escritores, esportistas e educadores - sobre pais - abrem a retina dos olhos, os canais dos ouvidos, o HD da memória para falar do sentimento que une quem lhes deu vida ou apoiou as suas existências. São textos de pura cumplicidade, alegria, admiração, saudade e dor, que, certamente, vão mexer com lembranças e emoções, tanto as rasas como as profundas. Pais viram heróis de seus filhos. A diferença é que os heróis são eternos. Os pais não. O livro derrama sentimentalismo pelas páginas afora. Mas a leitura não é lá essas coisas.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Depoimentos - em forma de contos - de personalidades representativas das mais diversas áreas da cultura do país. Jornalistas, escritores, esportistas e educadores falam do sentimento de amizade e saudade que une pais e filhos. Entre eles: Amyr Klink, Arnaldo Jabor, Cony, Carolina Maria de Jesus, Danusa Leão, Dias Gomes, Draúsio Varella, Fernando Sabino, Mário Prata.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Lamento dizer, meu filho, mas não sou nenhum desses. Não sou, por exemplo, o Superman. Não consigo sair por aí voando, embora muitas vezes tenha vontade de fazê-lo; tenho de me mover no atrapalhado trânsito desta cidade num modesto Gol, com a esperança de não chamar a atenção dos assaltantes nem de ficar na rua com um pneu furado. Também não tenho, como o Superman, a visão de Raios-X; mal consigo ler, com muita dificuldade e incredulidade, as notícias que aparecem diariamente nos jornais e que nos falam de um mundo convulsionado e de um país perplexo. Não sou o Homem Invisível. Não consigo passar despercebido; tenho de ocupar meu lugar na sociedade, goste dele ou não. Não sou o He-Man. Não tenho a Força; pelo menos não aquela Força. Tenho uma pequena força, o suficiente para garantir o pão-nosso de cada dia, e mesmo alguma manteiga, o que não é pouco, neste pais em que muita gente morre de fome. Não sou o Rambo; não tenho aquela formidável musculatura, nem as armas incríveis, nem o feroz ódio contra os inimigos (alias, quem são os inimigos?). Não sou o Tio Patinhas, não sou um Transformer, não sou o Príncipe Valente. Não sou o0 Rei Arthur, nem Merlin, o Mago, nem Fred Astaire. O que sou, então? Sou o que são todos os pais. Homens absolutamente comuns, a quem um filho transforma de repente (porque os pais são criados pelos filhos, assim como os filhos são criados pelos pais: a criança é o pai do homem). Homens comuns que levantam de manhã e vão trabalhar. Homens que se angustiam com as prestações a pagar, com os preços do supermercado, com as coisas que estão sempre estragando em casa. Homens que de vez em quando jogam futebol, que as vezes fazem churrasco, que ocasionalmente vão a um teatro ou a um concerto. Destes homens é que são feitos os pais. Quando os filhos precisam, estes homens se transformam. Se o filho está doente, se o filho tem fome, se o filho precisa de roupa - estes homens adquirem a força do He-Man, a velocidade do Superman, os poderes mágicos de Merlin. Mas a verdade é que isto não dura sempre, e também nem sempre resolve. A inflação, por exemplo, nocauteia qualquer pai. Não, filhos, não somos os seres poderosos que vocês gostariam que fôssemos. Mas somos os pais de vocês, que um dia serão pais como nós. Os heróis são eternos. Os pais não. E é nisso que está a sua força.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No início de maio de 2005, eu e Gustavo - que mora em São Paulo - tivemos uma acirrada discussão. A ligação telefônica terminou com desaforos. Dois dias depois ele lançava uma "ponte". Eis que recebo, via correio, este livro, com o seguinte cartão: " Não li o livro. Não sei se é bom. Mas eu o envio porque o título pode ser interpretado como um símbolo de que uma conversa não precisa necessariamente de um vencedor. Ninguém precisa provar que está certo ou errado. Não é uma competição, se estamos do mesmo lado." Deu certo. Em seguida, viajamos para a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.


 

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