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O Quinze

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O Quinze

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Autor: Rachel de Queiroz

Editora: José Olympio

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 157

Ano de edição: 2004

Peso: 215 g

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Excelente
Marcio Mafra
31/10/2004 às 12:43
Brasília - DF


Rachel de Queiroz é nordestina, de Fortaleza, que nasceu em 1910 e morreu em 2003. Foi professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga. Em 1977 entrou na Academia Brasileira de Letras, pela porta da frente. Era a primeira mulher a vestir o fardão dos imortais. Quando tinha apenas 20 anos, no ano de 1930, escreveu a sua obra-prima "O Quinze", sobre a migração dos nordestinos que fugiam dos horrores da seca de 1915. Embora ungida logo na estréia, escreveu muitos sucessos, destacando-se: João Miguel, Caminho de Pedras, As Três Marias, Lampião, A Beata Maria do Egito, O Menino Mágico, A Donzela e a Moura Torta, O Galo de Ouro, O Caçador de Tatu, As Menininhas, O Jogador de Sinuca, Cafute e Pena-de-Prata e Memorial de Maria Moura. O Quinze, é uma história profundamente realista e de fundo social. É também uma dramática exposição, que iguala homens e animais, na luta contra a miséria e a seca, na desesperada tentativa de sobrevivência. A história da Conceição, da Mãe Inácia, do Vicente, escrita por uma mocinha nos anos 30, não é apenas uma história, não é apenas um livro. É um verdadeiro portento literário. O Quinze é livro de ler numa sentada, sem perder o fôlego. É espetacular, embora triste.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de amor irrealizado, em torno da seca de 1915, com uma família de retirantes: Conceição, Mãe Nácia, Vicente, Dona Maroca e Chico Bento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova a beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, a sombra da mesma cruz. Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros ... E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula: - Pobre do meu bichinho! Dia a dia, com forças que iam minguando, a miséria escalavrava mais a cara sórdida, e mais fortemente os feria com a sua garra desapiedada. Só talvez por um milagre iam agüentando tanta fome, tanta sede, tanto sol. O Comer era quando Deus fosse servido. Às vezes paravam num povoado, numa vila. Chico Bento, a custo, sujeitando-se às ocupações mais penosas, arranjava um cruzado, uma rapadura, algum litro de farinha. Mas isso de longe em longe. E se não fosse uma raiz de mucunã arrancada aqui e além, alguma batata-brava que a seca ensina a comer, teriam ficado todos pelo caminho, nessas estradas de barro ruivo, semeado de pedras, por onde eles trotavam trôpegos, se arrastando e gemendo....


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este foi o livro que mais vendeu da autora, primeira mulher a ocupar a Academia Brasileira de Letras. São alguns bons milhares de exemplares. Por isso o comprei


 

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