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O Que Te Pertence

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O Que Te Pertence

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Garth Greenwell

Editora: Todavia

Assunto: LGBT

Traduzido por: José Geraldo Couto

Páginas: 208

Ano de edição: 2019

Peso: 195 g

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Bom
Marcio Mafra
25/04/2020 às 22:02
Brasília - DF
“O Que Te Pertence” livro onde o personagem principal é o narrador. O estilo adotado pelo autor Gart Greenwell é bastante utilizado em narrativas muito dramáticas sobre amores, paixões avassaladoras ou sexo. Esta é uma história de paixão intensa entre um jovem professor de literatura e um garoto de programa, chamado Mitko. O professor conseguiu um trabalho longe dos EUA, o que lhe era conveniente devido as dificuldades de relacionamento com sua família, em especial com seu pai. Sendo o trabalho do garoto de programa bastante promíscuo , a relação com o professor era naturalmente tumultuada, instável, por vezes agressiva, com conseqüências desgastantes, por vezes cruéis. Livro mediano.

Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF

História de uma relação conturbada e obsessiva vivida entre um jovem professor norte americano, e um garoto de programa búlgaro, chamado Mitko. Todo o drama se passa na capital da Bulgária, a fria cidade de Sófia, único lugar onde o professor conseguiu um contrato de trabalho.

Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Por três meses não houve nem sinal de Mitko, e no decurso desse tempo a minha surpresa diante da possibilidade de ele ter levado a sério minhas palavras de despedida converteu-se em preocupação e, por fim, em saudade. Foi numa tarde e fim de semana, no final de fevereiro, que ele apareceu com um assobio no Skype, o qual estivera ausente todo aquele tempo, como também estivera ausente do DK e das ruas que eu passei a rondar na esperança de encontrá-lo de novo e de retomar o fio que eu (como agora me parecia) havia deixado cair muito depressa e em a devida reflexão. Que coisa mais extraordinária o fato de que, com a pressão de uma tecla, sem tempo para o arrependimento, minha tela pudesse ser tomada ela imagem dele, preciosa para mim depois da longa ausência. Ele estava perscrutando sua própria tela; seu rosto, de início contraído pela atenção, de repente relaxou e ganhou vida, e ele abriu o que parecia ser um sorriso genuíno por me ver depois de todo aquele tempo. Enquanto falávamos, eu fitava sua imagem como se quisesse consumi-Ia, absorvendo o que eu descobria com surpresa que quase havia esquecido, embora ele tivesse me deixado tirar fotos suas naquela noite que passamos no meu apartamento, dezenas delas, e eu as tivesse contemplado com frequência nos meses em que ele estivera ausente. Mas agora eu podia ver como ele se movia, os gestos que fazia e que eram lépidos demais para fotografias, a narrativa viva dele, e fui inundado por uma saudade livre de qualquer ambivalência. Parecia melhor que da última vez que eu o vira, suas roupas estavam limpas, sua cabeça recém-raspada, e modo que foi um choque saber que ele passara as últimas dez semanas num hospital em Varna, derrubado por algum tipo de distúrbio do fígado. Não consegui entender os detalhes, seja por conta do meu búlgaro precário, seja porque ele evitou me contar muita coisa. O que falou foi do terrível tédio que sentia no hospital, onde ficou preso a um leito, sem computador e nem sequer uma televisão para se distrair, já que a que estava instalada em seu quarto só funcionava se a alimentassem constantemente com moedas. Livros ou revistas tampouco serviam de diversão, já que ele lia o cilirico com dificuldade; deixara a escola na sétima série e se sentia mais familiarizado com os caracteres latinos usados nas salas de bate-papo da internet. Confessou isso para mim com vergonha evidente um dia em que eu tinha saído para comprar alguma coisa que ele queria - cigarros, bebida ou os doces que adorava - e ao retornar encontrei-o no computador, resmungando de frustração, incapaz de escrever no alfabeto cirílico para o qual o teclado estava programado ou de mudar a sua configuração. Seus únicos visitantes no hospital tinham sido sua mãe, sua avó e o rapaz que ele chamava de bral mi, a quem eu não via desde aquele primeiro dia no NDK. Mas ele estava melhor agora, disse, sentia-se ótimo, embora dentro de um mês devesse voltar ao hospital para uma estada que talvez fosse tão longa quanto a primeira. Pensei na frequência com que, apesar de toda a sua exuberância, eu tinha visto Mitko doente, com seus resfriados, a infecção de ouvido que durara semanas, o herpes que às vezes desfigurava sua boca; pensei no quanto ele bebia e nos riscos da sua atividade, e por um instante desejei muito salvá-lo, embora não soubesse exatamente de quê nem como. Eu sabia que era um desejo ridículo, que pressupunha um relacionamento que eu não queria; e sabia também que Mitko nunca expressara nenhum desejo de ser salvo. Estava num cybercafé (de vez em quando eu via alguém passar por trás dele), e fazia cada vez mais uso do teclado enquanto conversávamos, escrevendo comentários que considerava sugestivos demais para ser ditos em voz alta. Isso teve o efeito que ele pretendia, de modo esmagador quando ele se levantou e, a pretexto de se alongar,exibiu seu corpo para mim, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans para deixá-la bem justa na região do saco. Ao final da conversa, surpreendendo a mim mesmo, eu me propus a ir a Varna no fim da semana, proposta que ele aceitou avidamente. Ficarei com você o fim de semana foi o que disse ele, prometo, hundert protzent.

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Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Comprei “O Que te Pertence” em janeiro de 2020, quando numa promoção da Amazon, houve significativo descontos nos preços de uma enorme lista de livros.

 

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