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D.Pedro II A História Não Contada

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D.Pedro II A História Não Contada

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Autor: Paulo Rezzutti

Editora: Leya

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 542

Ano de edição: 2019

Peso: 550 g

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Excelente
Marcio Mafra
25/04/2020 às 19:19
Brasília - DF
Este livro é uma biografia da maior importância e significado por se tratar de um monarca brasileiro, carioca e extremamente culto, que governou o Brasil durante 49 anos. Nas escolas do ensino fundamental D.Pedro II é apresentado como o herói da independência. No entanto, o autor deu ênfase à personalidade do Imperador ressaltando sua vida particular, íntima e familiar. O leitor percebe o lado humano do biografado porque logo aos 5 anos de idade tornou-se regente. Ao completar 15 anos teve a sua maioridade reconhecida e assumiu o trono. Com a infância e adolescência “abreviadas” mesmo assim se tornou um jovem intelectual e impetuoso. Na vida adulta foi um pai diligente, preocupado com a educação de seus filhos e outros descendentes. Na intimidade colecionou amantes até porque os casamentos da época eram arranjos entre famílias da nobreza. Muitas dessas intimidades deram causa a atos governamentais com repercussões de ordem política, histórica e estratégicas. Durante seu Império, assinou o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865 com a Argentina e Uruguai para lutar contra o Paraguai, até 1º de março de 1870, quando deu por terminada aquela guerra. O autor ainda destaca outros episódios pouco conhecidos, como os que aconteceram ao Imperador após ser expulso do Brasil com seus familiares. D.Pedro II governou por 49 anos. Esta biografia é excelente, foi muito bem preparada com fotos em ordem crescente além dos dados históricos e a bibliografia muito bem alinhados. Só mesmo o talento do autor consegue fazer desta biografia um quase um romance histórico. Este é um dos raros livros com quase 500 páginas que se começa a leitura e não se consegue parar. Excelente.

Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
“D.Pedro II A História Não Contada” biografia revelada ao autor por cartas e muitos documentos históricos. D.Pedro II era carioca, nasceu na Quinta da Boa Vista em 2 de dezembro de 1925, foi registrado com o nome de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. D.Pedro II, filho e herdeiro do trono de D.Pedro I, que em Portugal se chamava Pedro IV. Tornou-se príncipe regente aos 5 anos de idade, quando Dom Pedro I, abdicou do trono em favor de seu filho. Aos 15 anos foi declarado maior e coroado Imperador do Brasil. Seu império foi de 23 de julho de 1840 até 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República. Dois dias após a proclamação da República foi banido do Brasil o Imperador e sua família. Faleceu em 5 de dezembro de 1891 aos 66 anos, na cidade de Paris, vítima de pneumonia.
Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
A hora do conde d'Eu Caxias, aos 65 anos, havia reordenado e treinado boa parte do novo Exército brasileiro antes da campanha de 1868, que levaria à queda da capital paraguaia. Cansado e doente, desmaiou durante o te-deum na catedral de Assunção, deixando algum tempo depois a guerra. Seus detratores o acusam de ter saído da guerra, após a tomada da capital paraguaia, em plena glória para não se sujeitar à insana caçada a López, que tinha fugido para o interior com alguns homens. Meses antes, o conde d'Eu e a esposa planejavam deixar o Brasil, novamente partiriam para a Europa. Gastão não tinha qualquer esperança de ir ao Paraguai. Foi pego desprevenido pelo sogro que, ao saber da possível viagem, mandou que ele esperasse, dando a entender que pudesse precisar do conde d'Eu para substituir Caxias. Diante da incredulidade do genro, d. Pedro II arrematou que era necessário pensar em tudo. A guerra para o imperador só acabaria com a prisão ou a morte do ditador paraguaio. Em instruções escritas para o presidente do Conselho de Ministros, empossado em 16 de julho de 1868, o visconde de Itaboraí foi taxativo no primeiro desejo ao novo governo: "Não admito que se trate com López', era o eco do que já havia dito ao conselheiro Saraiva quatro anos antes: "Com López não trataremos, cumpre que saiba isto lá bem claramente:' Um diplomata norte-americano lançou um boato que o imperador havia ficado irritado com uma sugestão de casamento do ditador com uma das princesas e a consequente criação do reino do Paraguai. Tudo isso para justificar que algo mais movia d. Pedro contra López. Mas a visão era geopolítica. Manter uma bandeira viva para a luta era deixar a chama acesa para novas questões na região. A guerra só terminaria com a finalização do tratado da Tríplice Aliança. Isso impediria que as nações aliadas tivessem que manter exércitos no país para evitar o restabelecimento de López. Mas a eliminação de López não queria dizer assassinato, ao menos não na cabeça de d. Pedro. Em 1868, o imperador escreveu ao ministro da Guerra que havia um boato da fuga de López para a Europa, o que para ele já era uma ótima notícia. Noutra carta para o mesmo ministro dizia que, se López fosse aprisionado, ele deveria ser solto com a condição de partir para a Europa. Em seu diário ou nas cartas, nota-se as comemorações do imperador com as vitórias brasileiras, mas há sempre uma sombra em torno de López continuar no Paraguai. Caxias, pretextando doença e decidido que não daria caça a López, entregou o comando do Exército e retomou, sem autorização, ao Rio de Janeiro. D. Francisca, da Europa, indignada, em carta ao irmão, disse que em qualquer país isso seria o suficiente para Caxias ser julgado por um tribunal militar. Mas não no Brasil. Finalmente, com a saída de Caxias da guerra, d. Pedro escreveu ao genro, em fevereiro de 1869, quando Gastão e d. Isabel estavam em Petrópolis: Caro filho. Caxias pediu demissão do comando do exército [ ... ]. Em tais condições, propus a você para esse cargo, porque confio em seu patriotismo e iniciativa. O governo que pensa como eu a respeito de você, que é preciso livrar quanto antes o Paraguai da presença de López, julgou que se deve conceder a demissão a Caxias e nomear você. Agora, os problemas com o contrato matrimonial, que rezava que o conde d'Eu não poderia prestar serviços fora do império, evaporaram-se no ar. Que diferença do tom usado com o genro em 1867: "Minha opinião não basta, sobretudo no sistema que nos rege:' Quando era de seu interesse, o imperador passava por cima do sistema, ainda mais quando, após o retorno de Caxias, outros militares se mostraram descontentes em ter que permanecer no teatro de operações. A princesa d. Isabel, diante das notícias, entrou em pânico. Em carta ao pai,ela suplicou intuindo do que se tratava: "Pelo amor de Deus, não me mande meu Gaston para o sul:' O marido sofria de bronquite crônica. "Se não é bom para o Caxias não estar lá [ ... ] ainda é pior mandar para lá meu Gaston que pode apanhar alguma doença de peito [ ... ]. Se papai soubesse minha aflição [ ... ]:' E arrematava: "Papaizinho, tenha dó de mim.?" Quando a princesa teve certeza do que havia acontecido, escreveu furiosa ao pai. Inclusive ironizando o discurso do imperador a respeito da Constituição: Meu querido Papai. Gaston chegou há três horas com a notícia de que papai estava com um desejo vivíssimo de que ele fosse já para a guerra. Pois será possível que papai, que ama a Constituição, queira impor sua vontade aos ministros, ou que estes sejam bastante fracos de caráter para que um dia digam branco e outro preto! Teriam eles, unanimemente, e ao mesmo tempo, mudado de parecer, como Papai!!!! Por que não convidam o seu Caxias para voltar para lá? Ele já está melhor, e os médicos lhe recomendaram os ares de Montevidéu [ ... ]. Lembro-me, Papai, que na cascata da Tijuca, há três anos, papai me disse que a paixão é cega. Que a sua paixão pelos negócios da guerra não o tornem cego! Além disso, papai quer matar meu Gaston. Feijó [médico] recomendou-lhe muito que não apanhasse muito sol, nem chuva, nem sereno; e como evitar-lhe isso se está na guerra? [ ... ] A falta de meu bom Gaston seria muito mais prejudicial para o Brasil do que a de Caxias. Em seu desabafo a princesa iria até o fim do mundo atrás do marido: "O que papai saberá é que, se Gaston for para Assunção, para lá também irei, com a minha Rosa, que compartilha bem minhas dores. Irei até o fim do mundo com o meu Gaston" Apreensiva, continuava a princesa, e já antevendo o triste papel que estava destinado ao marido: Meu Deus! Meu Deus! Não sei verdadeiramente como veio essa decisão súbita, quando o que agora só o que se tem é papel de capitão do mato atrás do López. Pois para dirigir de Assunção (papai mesmo me disse que não era o papel de Caxias, o de ir ele mesmo atrás de López) basta outra pessoa. O imperador já havia decidido, o genro iria - e as reclamações da filha não teriam mais efeito sobre ele. A princesa d. Leopoldina, em carta à sogra, a princesa Clémentine, comentara um ano antes que o pai era muito «cabeçudo em alguns pontos': Segundo a princesa, para o imperador a pátria era a coisa principal, pois para ele a Pátria passa em frente da família e que era pronto a sacrificar a felicidade de qualquer um de quem gostava se isto for útil à Pátria"; " As lágrimas de d. Isabel teriam que secar. Tiveram efeito no início, quando se achava que a guerra seria rápida. Agora, sem outra opção, iria o genro. Quanto a Caxias, o imperador optou por recebê-lo para jantar, como anotou a imperatriz no seu diário, em 21 de fevereiro de 1869. Ele e d. Pedro ficaram sozinhos conversando e depois se juntaram com as suas esposas, quando então o Imperador pediu que a imperatriz colocasse no peito de Caxias a medalha da campanha da Guerra do Paraguai. Segundo carta de d. Teresa para a princesa d. Isabel, ela achou o marquês de Caxias magro e abatido e comentou que ele dissera que o fígado ainda continuava inflamado. Se a doença não passou de uma farsa, para não pôr fim de maneira indigna à folha de serviços ou se tudo foi intriga dos seus inimigos, não se sabe ... fato é que d. Pedro sabia como tratar seus principais aliados. No Diário Oficial nº 73, de 24 de março de 1869, surgiram três decretos: os dois primeiros do ministro do Exército concedendo ao marquês de Caxias a demissão solicitada do posto de comandante em chefe, e o outro, nomeando o conde d'Eu, Já o terceiro, expedido pelo ministro do império, elevava o título nobiliárquico de Caxias de marquês para duque. Caxias foi a única pessoa fora da família imperial a receber esse título. Precisava-se de sangue jovem, de alguém ambicioso e capaz para finalizar a questão de López. Quem o monarca tinha em mãos na hora era o conde d'Eu, que se prestou avidamente ao papel. Papel triste que o imperador, na ânsia de ver cumprida sua vontade, não percebeu tratar de uma péssima ideia para a monarquia nomear um membro da família imperial para caçar um inimigo. Como mesmo se referiu d. Isabel, os inimigos do regime logo comparariam o conde com um capitão do mato. Sob seu comando geral, López foi perseguido e morto em 1º de março de 1870.

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Marcio Mafra
25/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Em dezembro de 2019, apesar de possuir uma centena de livros aguardando tempo para leitura comprei “D.Pedro II - A História não Contada” porque biografia, como sociologia, política e economia são os gêneros de minha preferencia.

 

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