carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

No Armário do Vaticano

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
No Armário do Vaticano

Livro Ruim - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Frederic Martel

Editora: Objetiva

Assunto: LGBT

Traduzido por: Artur Lopes Cardoso

Páginas: 499

Ano de edição: 2019

Peso: 650 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Ruim
Marcio Mafra
23/04/2020 às 17:21
Brasília - DF
“No armário do Vaticano” faz conhecer a atual decadência, o poder, a hipocrisia e a homossexualidade da cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana, no próprio Vaticano onde vive o Papa, seu líder maior.
O autor Frédéric Martel é reconhecido na Europa e EUA como um jornalista competente que milita com facilidade no mundo gay.
Para escrever este livro Martel pesquisou durante quatro anos e nesse período entrevistou dezenas de cardeais se encontrou com centenas de bispos e padres.
O celibato, a não ordenação de mulheres, o aborto, os processos judiciais contra bispos e sacerdotes pelo abuso sexual de menores, o homossexualismo praticado
até hoje, a renúncia de Bento XVI, a misoginia entre os clérigos, são temas levados à exaustão no livro.


Tudo envolto em sigilo, mistérios, vida dupla de clérigos protegidos pela batina e segredos sórdidos trancafiados em armários invioláveis.
Enfim o autor desnuda a face escondida da Igreja.
Com peso e volume de quase 500 páginas o livro começa com uma nota do autor e um longo prólogo que ocupa 18 páginas.
Na verdade aí está o cerne, a medula, o âmago, o motivo e a explicação de todo o livro.
As outras 482 páginas são muito cansativas e confusas de serem lidas.
Excessivamente detalhista (recurso que utiliza talvez para comprovar a autenticidade dos fatos narrados) o autor descreve tudo que vê,
ou imagina que vê, à volta de seu entrevistado: as roupas, os livros, as cortinas, a decoração, as janelas, a tonalidade dos tapetes,
os móveis e equipamentos da sala, dormitório ou gabinete do bispo, padre, ou cardeal.
Cita o nome dos amantes ou companheiros de cada entrevistado gay.
Transcreve as perguntas e respostas dos entrevistados quase na íntegra.
Isto torna a leitura chata, muito cansativa e desinteressante, com centenas e centenas de nomes de bispos, arcebispos, cardeais, seus assessores, amigos e amantes.
Por vezes é difícil entender um fato narrado se o leitor não for um membro da Igreja Católica para compreender
a linguagem - com muitas citações em latim, francês ou inglês - ou as descrições de coisas de menor importância.
Ademais, qualquer leitor que ouve rádio e assiste de quando em vez um noticiário de TV, conhece - ou pelo menos - tem noção do que rola dentro dos muros
do Vaticano e nos palácios e igrejas por este mundo afora.
Há passagens no livro que parece conversa de comadres.
O prólogo vale a leitura.
O restante do livro é mais ou menos um segredo de Polichinelo, ou seja, é informação de fato que deveria ser secreto, mas que é do conhecimento geral.

Marcio Mafra
23/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
“No Armário do Vaticano - Poder, Hipocrisia e Homossexualidade“ cujo título original em tradução livre é “ Sodoma - Pesquisa no coração do Vaticano” , trata longamente da face oculta da igreja católica, principalmente no centro de seu governo: O Vaticano. Desde muito antes do tratado de Latrão, assinado pelo Papa Pio XI e Mussolini em 1929 até os dias de hoje esse é o estilo que preside a vida dos que vivem ali. Exatamente ali seminaristas, padres, monsenhores, bispos, cardeais e até papas vivem uma vida baseada no sigilo, na vida dupla, na homofobia e na pratica da homossexualidade. Também vivem com o mesmo costume servidores civis do Estado do Vaticano, leigos que cuidam da administração dos próprios do Estado, além de diplomatas, jornalistas, seguranças e até elementos da famosa guarda suíça.
Marcio Mafra
23/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Com uma cerveja na mão, Mohammed conversa com uma moça, uma das meninas com a qual ele espera ficar, como me conta depois, usando gírias. No final da tarde acontece o happy hour no Twins: "With your Cocktail, a Free Shot", diz, em inglês, um folheto que me entregam. Mohammed está sentado numa moto na rua na porta do barzinho. A moto não é dele, mas o rapaz a usa, como todo mundo por ali, para não ficar em pé a noite toda. Em volta dele, um grupo de imigrantes: a sua galera. Eles se chamam ruidosamente pelo primeiro nome, assobiam uns para os outros, são agressivos, afetuosos e malandros uns com os outros, e os seus gritos se somam à algazarra de Roma Termini. Agora vejo Mohammed entrar no Twin's, um barzinho maravilhosamente suspeito, na Via Giovanni Giolitti, em frente à entrada sul da estação central de Roma. Ele quer aproveitar o happy hour para oferecer uma bebida àquela moça de passagem. O Twins recebe ao longo de toda a noite os clientes mais exóticos, imigrantes, viciados, trans, os prostitutos - homens ou mulheres -, com a mesma benevolência. Se for preciso, lá é possível comprar um sanduíche às quatro da manhã, uma fatia de pizza barata e dançar na sala dos fundos ao som de algum reggaeton fora de moda. Nas calçadas das redondezas, a droga circula à vontade. De repente, vejo Mohammed ir embora, deixando a moto e a moça, como se tivesse recebido um telefonema misterioso. Sigo-o com o olhar. Agora está na Piazza dei Cinquecento, no cruzamento da Via Manin com a Via Giovanni Giolitti. Um carro parou próximo da calçada. Mohammed conversa com o motorista e então entra no veículo, que se afasta. No Twins, a moça continua a conversa com outro rapaz - um jovem romeno - que também está sentado numa moto. (Neste capítulo, todos os nomes dos imigrantes foram alterados.) ••• "Sou um dos imigrantes que o papa Francisco defende", revela Mohammed, sorrindo,alguns dias depois. Estamos de novo no Twins, o quartel-general do jovem tunisiano, que marca lá os encontros com os amigos: "Se quiser falar comigo, sabe onde me encontrar. Estou lá todas as tardes, a partir das seis", ele me diria em outra ocasião. Mohammed é muçulmano. Chegou à Itália a bordo de um barquinho de pesca, sem motor, correndo o risco de perder a vida no Mediterrâneo. Encontrei-o pela primeira vez em Roma, quando eu estava começando a escrever este livro. Acompanhei-o durante quase dois anos, até perdê-lo de vista. Um dia, o telefone de Mohammed deixou de responder. "Este número não existe", disse a operadora italiana. Não sei o que aconteceu com ele. Entretanto, entrevistei-o uma dezena de vezes, durante várias horas, em francês, acompanhado por um dos meus pesquisadores, muitas delas durante almoços. Ele sabia que eu ia contar a sua história. Em 2016, quando voltou da ilha grega de Lesbos, o papa Francisco trouxe consigo,no avião, três famílias de muçulmanos sírios: um símbolo para afirmar a sua defesa dos refugiados e a sua visão liberal da imigração. Mohammed, que faz parte dessa imensa onda de refugiados, talvez os últimos a acreditarem no "sonho europeu", não viajou com o papa. Pelo contrário, foi explorado de uma forma inesperada e que nem sequer ele próprio teria imaginado quando trocou Tünís por Nápoles, através da Sicília. Porque, apesar de ser heterossexual, esse jovem de 21 anos foi condenado a se prostituir todas as noites perto da estação central Roma Termini para sobreviver. Mohammed é um profissional do sexo; nas palavras dele, "acompanhante", porque soa melhor. É um fato ainda mais extraordinário: esse muçulmano tem como clientes basicamente padres e prelados católicos, ligados às igrejas de Roma ou ao Vaticano. "Sou um dos imigrantes que o papa Francisco defende", frisa Mohammed, ironicamente. Para investigar as ligações antinaturais entre os prostitutos muçulmanos de Roma Termini e os padres católicos do Vaticano, entrevistei, ao longo de três anos, cerca de sessenta imigrantes prostitutos de Roma (na maior parte dos casos, fui acompanhado, durante essas conversas, por um tradutor ou um pesquisador). Para começar. digamos que os "horários" dos prostitutos eram adequados: de manhã cedo e durante o dia, eu me reunia, no Vaticano, com padres', bispos e cardeais, que nunca marcam encontros depois das seis da tarde. Ao final da tarde, em compensação, as minhas entrevistas com os prelados eram realizadas enquanto os prostitutos ainda dormiam; e as minhas conversas com os acompanhantes. quando os padres já haviam se recolhido. Durante as semanas que passei em Roma. a minha agenda era geralmente dividida entre: os cardeais e os prelados. de dia; os imigrantes. no fim da tarde. Pouco a pouco. eu viria a compreender que esses dois mundos - essas duas misérias sexuais - estavam. na realidade. intrinsecamente interligados. Que os horários desses dois grupos se sobrepunham. Para abordar a vida noturna de Roma Termini. precisei trabalhar em várias línguas - romeno. árabe. português. espanhol. além de francês. inglês e italiano -. e para isso recorri a amigos. a scouts e. de vez em quando. a intérpretes profissionais. Fiz as minhas investigações nas ruas da região de Termini. em Roma. com os meus pesquisadores Thalyson. um brasileiro estudante de arquitetura; Antonio Martínez Velázquez, um jornalista gay vindo do México; e Loic Fel. um militante de Paris que atua como voluntário e conhece bem os profissionais do sexo e os dependentes químicos. Além desses amigos preciosos. fui identificando. ao longo do tempo que passei na região de Roma Termini. determinado número de scarts. Em geral. acompanhantes pagos. como Mohammed. tornaram-se "informantes" e "guias" indispensáveis. aceitando me passar informações sobre a prostituição da região com regularidade em troca de uma bebida ou de um almoço. Dei preferência a três locais para os nossos encontros. a fim de lhes proporcionar certa discrição: o café do jardim do Hotel Quirinale. o bar do NH Collection. na Piazza dei Cinquecento, e o segundo andar do restaurante Eataly que era até há alguns anos um McDonald's diante do qual se desenrolaram precisamente os encontros gays pagos de Roma. Mohammed narra a sua travessia do Mediterrâneo custou 3 mil dinares tunisinos (mil euros) - afirma. - Trabalhei como um louco durante meses para juntar essa quantia. e a minha família também se organizou para me ajudar. Eu estava despreocupado; não fazia a menor idéia dos riscos. O barco de pesca não era muito resistente; eu poderia muito bem ter me afogado. Dois amigos de Muhammad, Bilal e Sami, saíram da Tunísia rumo à Sicília assim como ele e também são prostitutos em Roma Termini. Conversamos numa pizzaria na Via Manin diante de um kebab pouco apetitoso de quatro euros. Billal, com camisa polo Adidas e cabelo raspado na lateral. chegou em 2011 depois de uma travessia.num barquinho. uma espécie de jangada a motor. Quanto a Samí, de cabelo castanho--arruivado, acobreado. desembarcou em 2009. Veio num barco maior. com 190 pessoas a bordo. e isso custou a ele 2 mil dinares. mais caro do que um voo a bordo de uma companhia low cost.

Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
23/04/2020 às 00:00
Brasília - DF
Em Agosto de 2019, a mídia especializada fez muita propaganda dos autores que participaram da FLIP 2019 que aconteceu em Paraty, Rio de Janeiro, entre 10 e 14 de julho. Era o PÓS FLIP, um movimento patrocinado pelos editores que precisavam vender os livros dos autores “convidados da Flip”. A conhecida Festa Literária Internacional de Paraty que acontece desde 2003, no ano de 2019 não teve o sucesso financeiro desejado. Era o primeiro ano do governo Bolsonaro, quando o Ministério da Cultura foi extinto logo no início do governo e recriado pouco depois, tendo sido cortadas grande parte das verbas destinadas no orçamento da União para a cultura. Também a economia em 2019 ainda capengava da recessão porque o país tinha recuperado apenas 30% do que fora perdido na crise política de 2016/2018. A crise fora provocada pelo impeachment da Presidente Dilma Roosevelt e do governo tampão Michel Temer. Então o PÓS EVENTO fez as editoras publicarem ou republicar: (1) Welcome To Copacabana do autor Ednei Silvestre (2) Se eu Fechar os Olhos Agora do autor Edinei Silvestre (3) Memórias da Plantação da autora Grada Kilomba (4) O Corpo Dela e Outras Farras da autora Carmen Maria Machado (5) Noites em Caracas da autora Karina Borgo (6) Uma Noite Markovitch da autora Aylet Gundar Goshen (7) Também os Brancos Sabem Dançar, do autor Kalaf Epalanga (8) Fique Comigo da autora Ayobani Adebayad, (9) Talvez Ester da autora Katja Petrowskaja (10) Redemoinho em Dia Quente da autora Jarid Arraes (11) No Armário do Vaticano do autor Frédéric Martel (12) Ideias para Adiar o Fim do Mundo do autor Ailton Krenac (13) A Terra Inabitável do autor David Walace Wels (14) Os Dias da Crise do autor Jerônimo Teixeira (15) Oráculo da Noite do autor Sidarta Ribeiro e ainda (16) A Mãe da Sua Mãe da autora Maria José Silveira. Comprei todos os 16 livros porque Livronautas não poderia deixar passar em brancas nuvens esta crise literária, econômica e política.

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.