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Enciclopedia dos Municipios Brasileiros

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Enciclopedia dos Municipios Brasileiros

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Autor: Ibge

Editora: Ibge

Assunto: Enciclopédia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 423

Ano de edição: 1959

Peso: 2.230 g

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Ótimo
Marcio Mafra
17/10/2004 às 18:55
Brasília - DF

Informações básicas sobre cada um dos municípios do Estado de Santa Catarina, em 1959, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística já pesquisava sobre a estrutura, a dinâmica e o funcionamento das instituições públicas municipais, em especial a prefeitura, compreendendo, também, diferentes políticas e setores que envolvem o governo municipal e a municipalidade. Elementos muito bons para embasar estudos históricos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Municípios do Estado de Santa Catarina. A fundação e história de cada município, sua colonização e seus habitantes. Informação sobre educação, saude, transporte, estradas, arrecadação, governos, cultura, folclore e produção.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

 

Cidade de MAFRA

A cidade de Mafra tem sua historia ligada à de Rio Negro no vizinho Estado do Paraná. Ambas as cidades, anteriormente à fixação dos limites entre Paraná e Santa Catarina, constituíam um núcleo único, tendo a colonização deste sido iniciada em fevereiro de 1829, por imigrantes alemães, da região do Trier, na Alemanha, e patrocinada pelo Governo Federal. Pela Lei provincial do Paraná n.º 219, de 2 de abril de 1870, foi criado o município de Rio Negro que abrangia as margens do rio do mesmo nome. Em 1877, recebeu a povoação os primeiros imigrantes bukovinenses; em 1891 chegaram imigrantes polacos procedentes da Galicia, e, em 1895, rutenos e russos. Pela Lei paranaense n.º 216, de 1. ° de dezembro de 1896, Rio Negro foi elevado à categoria de cidade. No Estado de Santa Catarina havia assumido a administração, em 28 de setembro de 1894, o Dr. Hercílio Pedro da Luz, que logo depois nomeou o notável jurisconsulto catarinense Manoel da Silva Mafra para advogar a causa das questões de limites entre os dois Estados, Paraná e Santa Catarina, litigio que teve longa duração Em 1899 este brilhante causídico publicava o seu alentado volume intitulado "Exposição Historico-juridica por parte do Estado de Santa Catarina sobre questões de limites com o Estado do Paraná", em que alem de demorada reconstituição histórica, refutava todas as razoes apresentadas por esse Estado, desde Zacarias de Goes ate Vicente Machado, politico ilustre e de grande projeção no vizinho Estado e que, pelas colunas dos jornais, publicava uma serie de artigos defendendo as alegações do mesmo. Por iniciativa da bancada dos dois Estados, resolveu-se entregar a questão a arbitramento, tendo mesmo sido escolhido para arbitro Dr. Manoel Vitorino. Para produzir os efeitos legais, combinado ficou que a decisão do árbitro deveria ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal, mas, ouvido este, foi declarado que não tinha ele competência para referendar sentenças não judiciais. Resolveu, então, Santa Catarina entregar o caso à decisão do poder judiciário, continuando Manoel da Silva Mafra como advogado dos direitos catarinenses, tendo o Paraná entregue a sua causa ao não menos notável advogado Conselheiro Barradas. Em 1904, finalmente, a Supremo Tribunal Federal dava ganho de causa a Santa Catarina, na ação movida contra a Estado do Paraná: Fora este citado para responder aos termos de uma ação ordinária a fim de ser condenado a reconhecer e respeitar os limites legais entre os dois Estados e a restituir os territórios pertencentes ao Estado Autor, dos quais está indevidamente de posse além de seus limites". Embargado o Acordão pelo Estado do Paraná, em 1909, novamente decide a Supremo Tribunal a favor das pretensões catarinenses. Em 1910, finalmente, pela terceira e última vez, o mesmo Tribunal rejeitava os embargos opostos para confirmar as Acórdãos anteriores. Assim, Santa Catarina viu-se vitoriosa no pleito e reconhecidas estavam como procedentes as razões que desde 1841 vinha sustentando. Apesar do que, o Paraná continuou de posse dos territórios contestados. Em 1912, declara-se a luta dos fanáticos conhecida por Campanha do Contestado, que ensangüentou por quase um lustro toda a região. Nos últimos meses da campanha, em 1915, Wenceslau Bráz promoveu um encontro dos Presidentes do Paraná e de Santa Catarina, Drs. Carlos Cavalcanti e Felipe Schmidt, a fim de solucionar a pendência. Esta só foi solucionada em 1916, ainda na gestão do Dr. Felipe Schmidt, pelo acordo de 20 de outubro de 1916. As Assembléias Estaduais reconheceram as linhas do acordo, o Paraná, a 23 de fevereiro, Santa Catarina, a 3 de março de 1917. A 3 de agosto, o Presidente da Republica, pelo Decreto n. 3 304, sancionava a homologação do ato, feita pelo Congresso Federal. A 7 de setembro do mesmo ano, Santa Catarina entrava na posse efetiva dos territórios que lhe couberam pelo ato. Suprimido que fora em virtude do acordo de limites de 20 de outubro de 1916, foi o município restaurado pela Lei catarinense n.º 1147, de 25 de agosto de 1917, e demarcados seus limites. A 8 de setembro de 1917 foi solenemente instalado a margem esquerda do rio Negro, que passou a denominar-se Mafra, em honra e memoria ao dinamismo do ilustre arbitro da causa, Dr. Manuel da Silva Mafra. Foi primeiro Superintendente de Mafra o cidadão Vitorino de Souza Bacellar. De acordo com a mesma lei, a sede do município conservou a categoria de cidade. A colonização alemã teve início em 19 de fevereiro de 1829, tendo sido comemorado em 19 de fevereiro de 1929 o primeiro centenário dessa colonização. O distrito de Mafra foi instituído pela Lei municipal n.3, de 2 de outubro de 1917, sendo instalado a 8 de setembro de 1917. A comarca de Mafra foi criada pela Lei estadual numero 1147, de 25 de agosto de 1917.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVO-JUDICIARIA

0 seu quadro administrativo e judiciário, em 1958, era o seguinte: Comarca, Termo e Município: Mafra. Distritos componentes: Mafra (sede), Bela Vista do Sul e Rio Preto do Sul. A atual legislatura teve início em 1955, tendo sido eleito Prefeito, o Sr. José Schultz Filho, e constituída a Câmara Municipal de 11 vereadores.

LOCALIZACAO

0 município se localiza na zona fisiográfica de Canoinhas. A cidade situa-se a margem direita do rio Negro e a 206 km em linha reta da Capital do Estado, classificando-se em 41. ° Lugar entre as cidades mais próximas de Florianópolis Sua posição geográfica é a seguinte: 26° 06' 39" de latitude sul e 49° 48' 27" de longitude oeste de Greenwich.

ALTITUDE

A cidade esta edificada a 808 metros acima do nível do mar, sendo a 60ª cidade em ordem crescente de altitude no Estado. CLIMA - Mafra goza de clima seco e saudável No verão e quente, atingindo a temperatura de 30ºC, refrescando a noite. No inverno a temperatura chega a atingir zero graus centigrados, ocasionando nevadas. Há, em geral, muita neblina. As chuvas têm ligeira predominância no verão, sendo a precipitação aquosa 1 500 a 2 000 mm. AREA - Com a área de 1 594 km2, o município figura em 16º lugar em extensão territorial em Santa Catarina.

PRINCIPAIS ACIDENTES GEOGRAFICOS

Alem do rio Negro, as margens do qual se localiza a cidade, o município conta com os afluentes deste, que são os seguintes: o rio São Lourenço, em cujo leito se encontra o salto do mesmo nome, com 39 metros de altura; o rio Butiá, que nasce no distrito de Pedra Fina; o rio Negrinho, que nasce no município de Itaiópolis; o rio da Lança; o rio Bituva, que tem no seu leito o salto do mesmo nome, com 22 metros de altura e dois afluentes, os rios Bonito e das Pedras. Outros acidentes geográficos são: O morro da Contagem, com 900 metros de altitude e o morro Augusta Vitoria, com 1 200 metros de altura, no qual se acha localizado o povoado do mesmo nome.

RIQUEZAS NATURAIS

Entre as riquezas de origem mineral, as mais encontradas são o barro para cerâmica e olaria e a areia e pedras para construção e pavimentação. No reino vegetal as fibras sisal e caroá, a erva-mate, as fibras de linho, o carvão vegetal, as madeiras de lei e de qualidade como pinheiro, imbuia, cedro, etc., constituem as principais fontes de riqueza. As principais fontes de origem animal são o mel e a cera de abelhas.

POPULAÇÃO

Segundo dados do Recenseamento Geral de 1950, a população de Mafra era de 25.472 habitantes. A composição populacional era a seguinte: Homens - 13.020, mulheres - 12.452; brancos - 24.817; pardos - 48; pretos - 585 e 22 não declararam a cor. Das pessoas de 15 anos e mais, em número de 14.700, 4.891 eram solteiras; casadas 8.883; viúvas - 780; desquitadas - 29 e 27 não declararam o estado conjugal. Existiam 265 estrangeiros e 150 brasileiros naturalizados. Em religião predominaram os que se declararam católicos romanos em numero de 23.829, existindo adeptos de outras crenças, porem em pequena escala. A densidade demográfica era de 15,9 habitantes por quilometro quadrado ocupando o 46º lugar no Estado, entre os municípios de maior densidade em Santa Catarina. A população rural tem predominância no município, com a percentagem de 63,7% localizada nessa zona. Esta percentagem e inferior a média da população rural do Estado. O município situa-se em 24º lugar entre os mais populosos do Estado e sua sede municipal em 10º lugar entre as sedes de maior população. A população estimada pelo Departamento Estadual de Estatística para o ano de 1958, foi de 32.141 habitantes.

AGLOMERAÇÕES URBANAS

Por ocasião do Censo Geral de 1950, eram três as aglomerações urbanas do município: a cidade de Mafra, com 8.603 habitantes (4.308 homens e 4.295 mulheres) a vila de Bela Vista do Sul com 293 habitantes (139 homens e 154 mulheres) e a vila de Rio Preto do Sul com 346 habitantes (175 homens e 171 mulheres) .

ATIVIDADES ECONOMICAS

A base econômica do município e constituída pelo comércio e a industria. A produção industrial, no ano de 1955, foi de Cr$ 146.024.791,00. A produção de erva-mate beneficiada atingiu no ano de 1955, a 3.202.318 kg, no valor de Cr$ 34.743.519,00; seguindo-se erva-mate cancheada (3.929.278 kg, no valor de Cr$ 25.526.888,00); madeira exceto pinho serrado, tabuas (289.084 m3 no valor de Cr$ 14.238.416,00); caixas de madeira desarmadas (7.221 m3, no valor de CrS 13.739.442,00); farinha de trigo (1.483.211 kg, no valor de Cr$ 10.777.455,00).


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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