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Contos e Novelas de Lingua Estrangeira 2º Tomo

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Contos e Novelas de Lingua Estrangeira 2º Tomo

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Não Consta Autor

Editora: Edigraf

Assunto: Coletânea

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 207

Ano de edição: 1958

Peso: 610 g

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Ruim
Marcio Mafra
16/10/2004 às 22:11
Brasília - DF

Coletânea de contos - curtos e nem tanto - cujos autores foram escolhidos, alhures, pelo editor. Claro está que neste caso não foi pago um mísero centavo pelo direito autoral. Não vale nada, serve apenas para encher prateleira, até porque a coletânea foi elaborada sem nenhum critério técnico, literário, de estilo e muito menos do tempo ou circunstancia em que foram editados os contos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos e novelas de autores não brasileiros, num segundo volume: Virginia Woolf, Klabund, Arnold Ulitz, Selma Lagerlof, Bruno Frank, entre outros.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Thomas Mann. Tobias Mindernickel.
Uma das ruas íngremes que do dique levam ao centro da cidade, chama-se Estrada Cinzenta. Mais ou menos na metade da rua, ao lado direito, indo do rio, está a casa número 47, um lúgubre e acanhado prédio, semelhante aos demais.
No andar térreo há um armazém onde se pode comprar desde sapatões de borracha até óleo de rícino. Cruzando o pátio, local onde os gatos se distraem, chega-se a uma escada de madeira estreita e escura de onde emana um desagradável odor a môfo.
No segundo andar à esquerda, mora um carpinteiro, à direita, uma parteira. No terceiro, à esquerda, um sapateiro remendão; à direita, uma dama que canta alto, assim que ouve passos na escada. No quarto andar o apartamento da direita está desocupado, e no da esquerda vive um homem de sobrenome Mindernickel e de nome Tobias.
O aspecto de Mindernickel merece atenção: esquisito e grotesco. Sempre que sai para passear, vê-se a sua silhueta magra, vestida de prêto, amparada por uma bengala, levando um chapéu usado, um casaco justo e umas calças apertadas, já marcadas nos joelhos, e curtas.
E preciso dizer, isso sim, que sua roupa é meticulosamente escovada. Seu corpo parece muito comprido, dentro do traje apertado. Seu cabelo grisalho é cuidadosamente penteado para os lados e o chapéu abriga um rosto doentio, faces pálidas, olhos irados, que poucas vêzes se erguem do chão, e rugas profundas que vinculam o nariz ao queixo.
Sai raras vêzes de casa, e isso por uma razão: pois logo que aparece na rua, reunem-se vários garotos que o acompanham, gritando - "Oh, Tobias!", - e puxam-lhe o casaco, enquanto os adultos surgem às portas e divertem-se com o espetáculo.
Ele caminha cabisbaixo, como um homem que se arrisca à luta sem armas, e, embora todos se riam, cumprimenta com um sorriso magoado aquêles que se conservam pelas portas.
Entretanto, quando os garotos do bairro o deixam e poucos reparam em sua pessoa, seu modo de proceder não varia absolutamente.
Caminha encurvado e como se mil olhos o contemplassem, e quando se anima a levantar os olhos verifica que é incapaz de fixar alguém ou alguma coisa. Sente que, se assim o fizesse, faltar-lhe-ia a segurança natural, sentir-se-ia inferior a todos os outros, seu olhar sem resistência deve desviar-se das pessoas ou das coisas rapidamente para o chão. Que há nesse homem que está sempre só e que parece muito infeliz? As maneiras e certas atitudes indicam que não pertence à classe social que aparenta. Só Deus sabe o que pode ter-lhe acontecido. O rosto parece haver recebido uma chicotada. Aliás é bem possível não ter sido maltratado pelo destino, mas apenas inaptidão à vida, sua inferioridade, estupidez e aparência dão a impressão de que lhe faltaram a fôrça, energia e equilíbrio indispensável para viver de cabeça erguida.
Após fazer seu passeio pela cidade, regressa à sua casa pela Estrada Cinzenta, perseguido pelos meninos, sobe a escada, que range, e entra na sala vazia e sem adornos. Apenas uma cômoda, móvel imperial com puxadores metálicos, é bonita e de valor.
Na janela que dá para o muro da casa ao lado há um vaso de flôres, cheio de terra, mas no qual não cresce planta alguma. Não faz diferença; de vez em quando Tobias aproxima-se dêle e aspira a terra.
Ao lado da sala há um quarto de dormir, estreito e humilde.
Depois de entrar, Tobias coloca o chapéu e a bengala sôbre a mesa, senta-se num sofá verde que cheira a poeira, segura o queixo na mão e contempla o chão com as pálpebras erguidas.
Parece que não teria outra coisa a fazer na vida.
No que se refere a seu caráter, é muito difícil dizer alguma coisa.
O incidente seguinte parece lhe ter favorecido, quando êste homem singular saiu, certa vez como de costume, para dar o seu passeio; um grupo de garotos acompanhou-o aos gritos e risadas injuriosas.
De repente um menino de uns dez anos torceu um pé e caiu ao chão, machucando-se na testa e no nariz. Tobias voltou-se imediatamente, inclinou-se sôbre êle, e começou a lastimá-la com voz carinhosa. - Pobre menino - disse-lhe. - Está ferido? Está saindo sangue, vejam o sangue que corre da testa, coitadinho! E' claro, dói tanto que êle chora. Que pena tenho de você. A culpa é sua, mas vou amarrar a ferida com um lenço. .. Assim. Agora, segure-se e levante-se... E depois de amarrar o lenço ajudou o menino a erguer-se e continuou o seu caminho. Seu modo e sua fisionomia demonstravam uma expressão diferente do comum. Caminhou com firmeza, respirando tão profundamente que sacudia o casaco; os olhos se dilataram e olharam com segurança para as pessoas e as coisas, enquanto nos lábios havia um trejeito de prazer doloroso. . .
Este incidente conseguiu diminuir a perseguição dos meninos durante algum tempo. Depois esqueceram aquêle gesto inesperado e muitas gargantas alegres e fortes seguem-no como sempre, com o grito de: "Oh, oh, Tobias"


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Um caso explícito de "conto do livro", semelhante ao conto do "vigário", do "paco" e do "bilhete premiado", urdido para tomar dinheiro de leitores trouxas, como eu.
No início dos anos 60, espertos editores aproveitavam suas ótimas estruturas de venda porta-à-porta, para entupir incautos leitores, com quilos e mais quilos de livros. Para forçar a venda de um "autor bom" como Victor Hugo, Jorge Amado, Machado de Assis, Rousseau, Tolstói, Eça de Queiroz ou Shopenhauer, por um preço altíssimo, pagável em 10 ou 12 módicas parcelas mensais, se oferecia ao leitor comprador "inteiramente grátis" um "valioso brinde”, "ricamente encadernado", ou seja, uma antologia de qualquer coisa: poesia, discursos, galinhas, sapos, sexo dos anjos. Bestagem pura.

 

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