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Contos e Novelas da Lingua Portuguesa

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Contos e Novelas da Lingua Portuguesa

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Não Consta Autor

Editora: Edigraf

Assunto: Coletânea

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 237

Ano de edição: 1958

Peso: 585 g

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Ruim
Marcio Mafra
16/10/2004 às 21:26
Brasília - DF

Trata-se de uma coletânea de contos - alguns curtos e outros nem tanto - cujos autores foram escolhidos, alhures, pelo editor. Claro está que neste caso não foi pago um mísero centavo pelo direito autoral. Não vale nada, serve apenas para encher prateleira, até porque a coletânea foi elaborada sem nenhum critério técnico, literário, de estilo e muito menos do tempo ou circunstancia em que foram editados os contos.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Contos e novelas de autores portugueses e brasileiros: Eça de Queirós, Rebelo da Silva, Alexandre Herculano, Júlio Dantas, Camilo Castelo Branco, Lobato, Mário Andrade, Artur Azevedo, Simões Lopes, Viriato Corrêa, Francisco Brasileiro, Valdomiro Silveira, Lima Barreto, Antônio de Alcântara Machado, J. Simões Lopes Neto e Machado de Assis.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Calundum e Cacorê. Francisco Brasileiro. Qual de nós não sentiu ainda o pesar esmagador e inexorável da angústia? A lamosa opressão que por vêzes nos desespera e nos atira ao desatino, à inconsciência, ou nos tranca, impiedosa, para uma luta introspectiva, ou ainda, o marasmo de um aborrecimento tedioso e envolvente sem que possamos achar uma razão, uma causa determinante? Imagino que, quase todos, segundo a sensibilidade de cada um, já sentiu, ou mais, ou menos, êsse intraduzível estado de alma. O dia era ensolarado e ao passo lento dos cargueiros que regulavam a marcha, eu ia pensando nessas coisas. Há na Europa Central a palavra "Amok", que traduz por si mesma essa desesperação. Por ela se subentendem os paroxismos da angústia ou a dolorosa apatia que leva ao esvaecimento, à inanição, ao desespêro. Nas desoladas regiões da Rússia também é conhecida essa angústia. É o "Frenesi Russo" ou a "Loucura das Estepes". Tomadas por ela, as criaturas se acometem desatinadas. Se estão armadas não hesitam em atirar... E por vêzes, sem mais conseqüências, ficam a um canto, isolam-se em lugar solitário a cantarolar ou choramingar. Encontramos no Oriente a mesma coisa, designada por "Lu Ko". É o "Banzo" africano também uma desesperação. Por êle se compreende um extremado desconsôlo. Com pouca variante, individual ou coletivamente, os sintomas são sempre os mesmos: Cruel depressão de espírito, extrema excitação com manifestação de loucura, propensão à depredação, absoluta inconsciência, incapacidade total para reagir ao desvario ou completa insensibilidade ao sofrimento, aos prazeres e às amizades. A duração é imprevisível. Pode durar segundos, horas e mesmo dias. Pode haver uma causa pela qual se justifique. Pode nada haver. Assim ia eu pensando, pelo trilheiro que seguíamos, tocando os cargueiros carregados em demanda do pouso próximo, ao passo cansado dos animais, que arrastavam as patas e bamboleavam as cabeças à cadência do andar. A lentidão da marcha fazia com que não houvesse bruscas variantes na paisagem. E a viagem, assim cansativa, monótona e sem distração, dava uma extraordinária vivacidade ao pensamento e à imaginação. Creio que era por isso que eu me perdia em divagações. Era um pensamento feiticeiro que desde a noite anterior não me abandonava e que, agora, naquele lento arrastar da jornada insípida, já se tornara martirizante. Também, que estranhas figuras eram aquelas de padrinho e afilhado! Eram personagens inconfundíveis e incomparáveis que, por si sós, ficariam para sempre retratados e inesquecidos, a quem quer que nêles reparasse. Eu não podia espantar do pensamento aquelas duas criaturas e, talvez por êsse motivo, ia buscando dentro de mim, as minhas recordações, fatos idênticos aos desenrolados naquela noite e palavras que pudessem traduzi-los e significá-los. Como já era uma idéia fixa, à guisa de minúcias, procurava "narrar" para mim mesmo, peripécias e situações que eu já presenciara, procurando ligar aquêles dois extraordinários entes como encarnação, cada um do seu lado, palpável, visível e tratável, de dois vocábulos que me acorreram à memória quando dos sucessos da noite passada: Colundum e Cacorê.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um caso explícito de "conto do livro", semelhante ao conto do "vigário", do "paco" e do "bilhete premiado", urdido para tomar dinheiro de leitores trouxas, como eu. No início dos anos 60, espertos editores aproveitavam suas ótimas estruturas de venda porta-à-porta, para entupir incautos leitores, com quilos e mais quilos de livros. Para forçar a venda de um "autor bom" como Victor Hugo, Jorge Amado, Machado de Assis, Rousseau, Tolstói, Eça de Queiroz ou Shopenhauer, por um preço altíssimo, pagável em 10 ou 12 módicas parcelas mensais, se oferecia ao leitor comprador "inteiramente grátis" um "valioso brinde”, "ricamente encadernado", ou seja, uma antologia de qualquer coisa: poesia, discursos, galinhas, sapos, sexo dos anjos. Bestagem pura.


 

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