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Guerra e Paz - 3º Tomo

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Guerra e Paz - 3º Tomo

Livro Excelente - 1 opinião

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Autor: Leon Tolstói

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Alberto Denis

Páginas: 243

Ano de edição: 1958

Peso: 680 g

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Excelente
Marcio Mafra
15/10/2004 às 21:11
Brasília - DF

Tolstói, russo empedernido de corpo, alma, talento e dignidade em sua inigualável genialidade descreve as intrigas, as vidas e os amores de duas centenas de personagens, russos como ele, no início do século 19, quando o czar Alexandre enfrenta o poderoso e imbatível exército napoleônico; durante o cerco (hoje se chama embargo) que a França impôs ao seu país. A epopéia tem inicio num período de paz, onde o autor narra a futilidade da elite da época, que nos salões de São Petersburgo, apesar da ameaça de Napoleão e seu avanço pela Europa, a aristocracia só falava francês. Na parte que conta a retirada das tropas francesas, é onde se passa também a derrocada econômica e amorosa dos personagens principais. Os russos dizem ser Guerra e Paz um romance que ninguém deve morrer sem ler. Pela genialidade de Tolstói, talvez se deva ler.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história romanceada de uma epopéia militar, que acontece entre os anos 1805 a 1813, sobre a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão, tomada da Rússia e depois a sua retirada dos franceses. O 3º volume narra a retirada.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na noite de 13 de setembro, Kutuzof ordenou que as tropas recuassem para a estrada de Riazan, passando por Moscou. No dia 14, às 10 horas da manhã, só ficara na cidade a retaguarda, que estava cruzando o arrabalde de Dorogomilof. Kutuzof atravessara a cidade pelas ruas mais ocultas. À citada hora do dia indicado, Napoleão, a cavalo no meio das suas tropas, examinava do alto da montanha Poklonaia, o panorama que se lhe oferecia aos olhos. A luz da manhã inundava a cidade com um fantástico reflexo. Estendida aos pés da Poklonaia, com os seus jardins e as suas igrejas, o seu rio, as suas cúpulas brilhantes como lingotes de ouro e os estranhos edifícios, Moscou parecia viver a vida habitual, Napoleão experimentava, contemplando-a, aquela curiosidade inquieta que provoca no conquistador o aspecto de costumes. Desconhecidos e esquisitos. Notava na grande cidade muita exuberância de vida, da qual distinguia, do alto da montanha, indícios infalíveis, e ouvia, por assim dizer, a respiração entrecortada daquele grande corpo estendido perto dêle. Contemplando Moscou, não há coração russo que a não julgue mãe. Até os estranhos, sem perceberem o seu papel maternal, ficam surpresos diante do seu caráter essencialmente feminino. Napoleão o compreendeu. - Já era tempo! Por fim, consigo contemplar a cidade das inúmeras igrejas, a famosa e santa cidade de Moscou disse, descendo imediatamente do cavalo. E, fazendo com que na sua presença desdobrassem o mapa de Moscou, mandou chamar o intérprete. - Uma cidade ocupada pelo inimigo se assemelha a uma jovem que perdeu a honra, pensava, segundo o dissera a Tutchkhof em Smolensk. Surpreendido ao ver realizado o sonho por tão longo tempo acariciado, e que tão difícil parecera de realizar, prêsa daquele sentimento, admirava a beleza oriental estendida aos seus pés. Comovido, quase aterrorizado pela certeza da sua posição, olhava para tôdas as partes e estudava o mapa, comparando os pormenores que lhe era dado ver. - Aqui estás, orgulhosa capital! Refletia. Aqui estás, minha escrava! Onde se encontra Alexandre? Que estará pensando? Uma palavra minha, um sinal apenas, e a capital dos tsares desaparecerá para sempre. Mas não quero deixar de ser clemente para com os vencidos! Serei misericordioso contigo: nos teus velhos monumentos de barbaridade de despotismo, mandarei gravar as mais justas e benévolas sentenças. Do alto do Kremlin ditarei sábias leis, e farei com que o povo saiba em que consiste a verdadeira civilização; as gerações futuras serão obrigadas a recordar com carinho o nome do conquistador. "Deputados, dir-lhes-ei daqui a pouco, não quero valer-me dêste triunfo para humilhar um soberano que aprecio; propor-vos-ei condições de paz dignas de vós e do meu povo. "A minha presença os exaltará, porque, como sempre, lhes falarei com clareza e grandeza. - Venham os deputados de Moscou! Exclamou, voltando-se para a sua escolta. Um general se afastou, em busca dêles. Passaram-se duas horas. Napoleão desjejuou e voltou ao mesmo lugar, onde esperava pronunciar o seu discurso, já pronto. Enquanto devaneava, pensando na generosidade com a qual imaginava confundir o povo, deliberavam os seus generais em voz baixa, pois os enviados em busca dos deputados tinham regressado dizendo, com ar consternado, que a cidade estava deserta. Como transmitir ao imperador aquela notícia sem colocá-lo em situação ridícula? Como dizer-lhe que, em vez dos deputados, aquela cidade só encerrava pessoas transtornadas pela embriaguez? Uns sustentavam ser preciso reunir uma deputação qualquer; outros aconselhavam que se lhe dissesse a verdade. Mas ninguém falava. Napoleão, que não cessara de remoer as suas idéias de grandeza sentiu afinal, pelo instinto e pelo tacto, que o momento perderia a sua solenidade, atrasando-se muito. Fêz um gesto, e ribombou um surdo canhonaço. Era o sinal: as tropas que cercavam a cidade entraram nela a passo acelerado e entre clamores que ensurdeciam. Levado pelo entusiasmo dos seus soldados, Napoleão avançou com êstes até a barreira de Drogmilof, onde se deteve desceu do cavalo e pôs-se a caminhar, sempre esperando a deputação que não tardaria em aparecer. Moscou estava deserta. Havia ainda, indubitavelmente, nela um resto de vida, mas a cidade fôra abandonada e vazia, como colmeia devastada que perdeu a rainha. De longe continuava, todavia, a deslumbrar, mas de perto não conseguia enganar ninguém. Não obstante, Napoleão caminhava ao longo da barreira, esperando a delegação de representantes, vã cerimônia por êle considerada indispensável. Quando lhe anunciaram, com as possíveis precauções, que Moscou estava deserta, dirigiu terrível olhar ao que ousara dizer-lhe a verdade, e, calado, continuou a caminhar. - A minha carruagem! Ordenou, pouco depois. E subindo a ela com o ajudante de serviço, penetrou no arrabalde. - Moscou deserta? Não é possível! Não avançou até o centro da cidade, detendo-se numa pousada daquele mesmo bairro. Malograra o efeito teatral!


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A eterna maldição, que recai sobre todos os desorganizados "donos" de uns poucos livros, fez extraviar-se os volumes (ou tomos) 1 e 2. Este volume é o terceiro livro do mesmo Guerra e Paz de Leon Tolstói. Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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