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Quo Vadis ? 2º Tomo

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Quo Vadis ?  2º Tomo

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Autor: Henrique Sienkiewicz

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Luis Botelho Saraiva

Páginas: 463

Ano de edição: 1958

Peso: 680 g

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Bom
Marcio Mafra
15/10/2004 às 20:59
Brasília - DF

O título que o polonês Sienkiewicz adotou para seu livro é uma expressão do bom e velho latim, que em português significa "aonde vais?". Quo Vadis conta a história do início da comunidade cristã no tempo de Nero, com todo o esplendor, corrupção e devassidão da Roma Imperial, que se contrapunha ao cristianismo, e que nascia na mesma época. O romance escrito pouco antes de romper do ano 1900, narra vidas e fatos da era dos romanos, mas possui uma linguagem "barroca", o que torna a leitura chata e enfadonha. Marcus Vinicius e Lygia são os herois do romance. Quanto a tradução do livro é uma mistura do mal feito com o desleixo, levando o leitor a não entender sequer o enredo. Não se compreende porque um dos escritores mais famosos entre os poloneses de ontem e de hoje, com traduções para mais de 50 idiomas, não seja espetacular. Pois este Quo Vadis não o é, talvez por culpa do editor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História dos tempos de Nero, onde Marcus Vinicius, um grande e admirado comandante militar é apaixonado por Lívia Ela se converte ao cristianismo e influencia - politica e religiosamente - não só o comandante como também a Nero. A conversão ao cristianismo, acaba por atirar aos leões os desafetos e traidores que vão surgindo na história.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Venicio mal teve tempo de ordenar a alguns escravos que o acompanhassem e, saltando para um cavalo, precipitou-se, no meio da escuridão, através das ruas desertas de Antium na direcão de Laurentum. A tremenda notícia havia-o lançado numa êspécie de demência; tinha a sensação de que a desgraça subira com êle à garupa e lhe bradava ao ouvido: Roma está a arder, e açoitava, e açoitava o animal e os precipitava no incêndio... Com a cabeça descoberta chegada ao pescoço do cavalo, seguia, apenas de túnica, sem olhar na sua frente, sem curar de nenhum obstáculo. O padreador da Iduméa voava como uma flecha. O estridor dos cascos, no lajedo, acordavam num ou noutro ponto a vigilância dos cães, que seguiam com os seus latidos a fantasmagórica aparição e depois uivavam à lua. Os escravos, que iam de escolta a Vinício em cavalos muito menos velozes, já ficavam bastante para trás. Atravessou isolado Laurentum adormecida, voltou às bandas de Ardéa onde, como em Arícia, em Bovila e em Ustrianum tinha deixado mudas. Para além de Ardéa pareceu-lhe que o sententrião se impregnava de vermelho. Eram talvez os primeiros alvores visto que a noite chegava ao seu limite, - decorria o mês de julho. Mas Vinício não poude conter um grito de desesperação e furor julgando já avistar a claridade do incêndio. Lembrava-se das palavras de Lecânio: "A cidade não é senão um oceano de chamas" e, de momento, sentiu que o ameaçava a loucura, pois que perdera tôda a esperança de salvar Lígia e ainda a de chegar às portas antes de Roma ser um montão de cinzas. Os próprios pensamentos esvoaçavam-lhe na frente como uma nuvem de pássaros negros e maléficos. Não sabia em qual bairro da cidade houvesse rebentado o incêndio, mas parecia-lhe que o Transtevero, com as casas apinhadas, as suas estâncias de madeira e frágeis barracas onde se vendiam escravos, devia ter, sido logo o primeiro pasto das chamas. Em Roma eram frequentes os incêndios, bastas vêzes acompanhados de violências e saque, e o Transtevero era o ninho da canalha cosmopolita. A lembrança de Urso, da fôrça descomunal que o ligio possuia, acudiu à cabeça de Vinício numa instantaneidade de relâmpago; mas, que podia um homem ou um titã contra a fôrça devastadora do fogo? Desde anos se contava que centenas de milhares de escravos sonhavam com os tempos de Espártaco, esperando somente o ensêjo de pegar em armas contra os seus opressores e contra a Cidade em pêso. E eis que chegava a ocasião! Os clarões do incêndio iluminavam talvez a matança e a guerra civil. Rememorava as recentes conversas em que César, com uma extraordinária insistência, não deixava de aludir a cidades incendiadas. Sim! Devia de ter sido César que ordenara a destruição da cidade. Só êle era capaz de ousar semelhante crime, assim como só Tigelino capaz de lhe dar execução. E, ardendo Roma por ordem sua, quem poderia afirmar que a mesma ordem não houvesse lançado os pretorianos de gládio em punho sôbre a multidão? O incêndio, a revolta dos escravos e o morticínio, um pavoroso cáos, um desencadeamento dos elementos destrutores e da violência dos homens, - e, no meio de tudo isso, Lígia! O cavalo arquejava desesperadamente pela estrada, em subida, que ia ter a Adcia. Vinício, todo dobrado para diante, crispava os dedos nas crinas, prestes a morder de raiva o pescoço do animal. De instante, um cavaleiro que também ia como levado numa tempestade, bradou ao cruzar com Vinício: "Roma está perdida!" e passou além. Ainda outra palavra chegou aos ouvidos de Vinício: "os deuses. . ." O resto foi abafado pelo estrépito do duplo galope. Mas aquela palavra tornou-o à razão. Os deuses! Levantou a cabeça e, estendendo os braços para o céu picado de estrêlas, começou a impetrar: - Não é a vós que recorro, a vós cujos santuários se subvertem nas chamas, mas a Ti. . . Como também sofreste, só tu és misericordioso! Só tu compreendeste a dor humana! Estiveste sôbre a terra para que os mortais. Conhecessem a piedade. Tem piedade! Sendo tal e qual te diz Pedro e Paulo, salva a minha Lígia. Ergue-a em teus braços e arranca-a das chamas. Podes bem fazê-lo! Restitue-me e dar-te-ei o meu sangue. E a não quereres fazê-la por minha causa, fá-la por causa dela. Ela ama-te, confia em ti. Prometes a vida e a felicidade depois da morte, mas a felicidade depois da morte não poderá faltar-lhe e ela não quer morrer ainda. Deixa-a viver. Que o podes, se quiseres. . . Interrompeu a súplica, pois se lhe figurava tornar-se uma ameaça, um sacrilégio e fustigou o cavalo com mais ímpeto. As claras paredes de Arícia, sita a meio caminho de Roma, brilhavam na sua frente batidas pelo luar. Passou num furioso arranco o templo camarção de Mercúrio, vizinho de Arícia. Evidentemente, naquele ponto, sabia-se da catástrofe, por isso que defronte do templo ia um movimento desusado.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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