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Nossa Senhora de Paris - O Corcunda de Notre Dame - 2º Tomo

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Nossa Senhora de Paris - O Corcunda de Notre Dame - 2º Tomo

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Victor Hugo

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 435

Ano de edição: 1958

Peso: 655 g

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Excelente
Marcio Mafra
14/10/2004 às 14:55
Brasília - DF

Em 1830, Victor Hugo assinou um contrato para escrever um romance sobre a catedral de Notre-Dame. Ele é um dos escritores mais importantes da França, tendo editado romances, poesia, peças teatrais, além de textos sobre história, filosofia e crítica literária. Aos quinze anos recebeu um prêmio da Academia Francesa de Letras. Em 1841, foi eleito membro da Academia que o premiara. Victor Hugo era homem bem-sucedido e levava uma vida burguesa. Entretanto, na revolução de 1848, ele se entusiasma e ampara os revolucionários e miseráveis. Elege-se deputado e faz uma oposição radical a Napoleão Bonaparte, a quem chama de "Napoleão, o pequeno". Depois Napoleão se torna imperador e o exila, além de perseguir sua família e seus , amigos. Victor Hugo personificou os valores universais de justiça social, liberdade e consciência. Hoje, quase ninguém o lê porque o seu estilo reflete a linguagem de quase duzentos anos. Em seu aniversário de 80 anos o povo cobriu de pétalas de rosas a rua em que ele andava para chegar ao Hotel Rohan, onde morava, que mais tarde se tornou o memorial de Victor Hugo. Politicamente era um visionário, que previu, um dia, a Europa teria uma moeda única e que "os Estados Unidos da Europa seriam mais poderosos do que os Estados Unidos da América". Costumava escandalizar o Parlamento com seus discursos de cunho socialista: ... "Declaro que, haverá sempre infelizes, mas que é possível deixar de haver miseráveis". Talvez a sua declaração dos idos de 1840, tenha inspirado um certo operário-presidente, a fazer o programa "Fome Zero". Nossa Senhora de Paris é um livro monumento. Como a igreja que o inspira, é uma obra que exibe a majestade de um clássico e a decadência do folhetim. Os personagens da história são muito bem estruturados, o padre-santo transformado em vilão ao longo da narrativa. O poeta dividido entre a cultura vazia e a força viva do povo nas ruas. A dançarina que encarna a beleza e a graça das artistas da época. Assim é a história que começou com a descoberta de "A N ` A I ` K H" (fatalidade). Uma coisa fatal. Um famoso e atual sucesso, "O Código Da Vinci de Dan Brown", guarda uma certa semelhança com a história do Corcunda de Notre Dame. Vale a leitura do 1º e do 2º volume


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Corcunda de Notre Dame começa com a descoberta de uma inscrição em grego "A N ` A I ` K H", que significa "fatalidade", feita numa das velhas torres da igreja de Nossa Senhora, em Paris. E continua com a paixão incontrolável que o Arcebispo, Dom Claude, tinha por Esmeralda, uma jovem dançarina criada entre ciganos. Quasímodo, o corcunda que fora criado pelo prelado e tornara-se sineiro da catedral, também era apaixonado por ela, e acaba agindo como um herói para salvar sua amada.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Fim do Escudo Transformado em Folha Seca. Quando ela entrou, pálida e coxeando, na sala da audiência, acolheu-a um murmúrio geral de prazer. Da parte do auditório, era o sentimento de impaciência satisfeita que se sente no teatro, quando termina o último entre ato da comédia, quando o pano sobe é que vai começar o fim. Da parte dos juizes era a esperança de em breve cearem. A cabrinha também balou de alegria. Quis correr para a dona mas tinham-na prendido ao banco. A noite caira completamente. As luzes, cujo número não fôra aumentado, projetavam tão pouca claridade que se não viam as paredes da sala. As trevas envolviam todos os objetos numa espécie de bruma. Mas delas ressaltavam alguns rostos apáticos de juizes. Defronte dêles, na extremidade da comprida sala podia-se ver um ponto de uma brancura vaga destacava-se sôbre o fundo sombrio. Era a acusada. Arrastara-se para o seu lugar, enquanto Charmoulue se instalava magistralmente no seu, se assentava, se alevantava e dizia, sem deixar transparecer demasiada vaidade pelo seu sucesso: - A acusada confessou tudo. - Filha da Boêmia, perguntou o presidente, confessastes todos os vossos delitos de magia, de prostituição e de assassinato sôbre Phebo de Châteaupers? Comprimiu-se-lhe o coração. Ouviu-se soluçar na sombra. - Tudo o que quiserdes, respondeu ela com voz fraca, mas matai-me depressa. - Senhor procurador do rei no fôro da igreja, disse o presidente, a câmara está pronta a ouvir-vos nas vossas petições. Mestre Charmoulue exibiu um medonho caderno e pôs-se a ler com grande cópia e com a acentuação exagerada da advocacia, uma oração em latim, onde tôdas as provas do processo se firmavam em perífrases ciceronianas, flanqueadas de citações de Plauto, seu cômico favorito. Sentimos não poder oferecer aos nossos leitores aquêle trecho notável. O orador declamava-o com uma veemência maravilhosa. Ainda não tinha acabado o exórdio e já o suor lhe saía da testa e os olhos da cara. - Senhores, bradou (desta vez em francês, porque isso não estava no caderno), Satanás de tal modo se intromete neste negócio que está assistindo aos nossos debates e mofa da sua majestade. Vêde! E falando assim, designou com a mão a cabrinha, que ao ver gesticular Charmoulue, julgara efetivamente que vinha a propósito o fazer outro tanto, e assentara-se sôbre as patas de trás, reproduzido o melhor que podia, a pantomina patética do procurador do rei no fôro da igreja. Era, se se lembram, uma das suas mais gentis habilidades. Este incidente, esta última prova, fêz grande efeito. Amarraram as patas à cabra e o procurador do rei retomou o fio da sua eloqüência. Foi muito longo, mas a peroração era admirável. Ai vai a última frase; acrescente-se a isto a voz roufenha e o gesto esbaforido de mestre Charmoulue: - Ideo Dommi, coram tryga demonstra ta, crimine patente, intentione criminis existente, in nomine sanctoe ecclesioe N ostroe-Dominoe Parisiensis; quoe. est n saisna habendi omnimodam aliam et bassam justitian in illa hac interemerata Civitatis insula, tenore proesentium declaramus nos requirire, primo, aliquandam pecuniariam indemnitatem; secundo, ame,ndationem honorabilem ante portatium maximum N ostrooe-Dominoe, ecclesice cathedralis; tertio, sententiam in virtude cujus isto stryga cum sua capella, seu in trivio vulgariter dieto la Gréve, seu in insula exeunte in fluvio Secanoe, juxta poitam jardini regalis, executatoe sint! Pôs o barrete e assentou-se. - Ehe'u! suspirou Gringoire aflito, bassa latinitas! Um outro homem de toga preta levantou-se perto da acusada; era o seu advogado. Os juizes em jejum começaram a murmurar. - Advogado, sêde breve, disse o presidente. - Senhor presidente, respondeu o advogado, visto que a minha constituinte confessou o crime, tenho apenas uma palavra a dizer a êstes senhores. E' êste texto da lei sálica: "Se uma estrige comer um homem e que isso se prove, pagará uma multa de oito mil dinheiros, que fazem duzentos soldos de ouro". Sirva-se o tribunal condenar a minha cliente na multa. - Texto anulado, disse o advogado do rei extraordinário. - Nego, replicou o advogado. - À votação! disse um conselheiro, o crime está patente e é tarde. Procedeu-se à votação sem saírem da sala. Os juízes optaram pela barrete, tinham pressa. Viam-se-lhe as cabeças descobrirem-se umas após outras na sombra, à pergunta lúgubre que lhes fazia muito baixo o presidente. A pobre acusada parecia olhar para êles mas os seus olhos toldados já não viam. Depois o escrivão pôs-se a escrever; depois passou ao presidente um longo pergaminho. Então a pobre cigana ouviu o povo mexer-se, as lanças entrechocarem-se e uma voz gracial que dizia: - Rapariga cigana, no dia que aprouver ao rei nosso senhor, à hora do meio-dia, ser eis conduzida numa carroça, em camisa, pés descalços, com a corda no pescoço, diante da grande portaria de Nossa Senhora onde pedireis publicamente perdão com uma tocha de cêra do pêso de duas libras na mão e daí sereis levada para a Praça da Gréve, onde sereis enforcada e estrangulada na praça da cidade; e a vossa cabra igualmente; e pagareis ao oficial três liões de ouro, em reparação dos crimes, por vós cometidos e por vós confessados, de feitiçaria, de magia, de luxúria e de assassínio sôbre a pessoa do Senhor Phebo Châteaupers. Deus tenha a vossa alma! - Oh! é um sonho! murmurou ela; e sentiu o contacto de pesadas mãos que a levavam.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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