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Nossa Senhora de Paris - O Corcunda de Notre Dame - 1º Tomo

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Nossa Senhora de Paris - O Corcunda de Notre Dame - 1º Tomo

Livro Excelente - 1 opinião

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Autor: Victor Hugo

Editora: Edigraf

Assunto: Romance

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 201

Ano de edição: 1958

Peso: 595 g

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Excelente
Marcio Mafra
14/10/2004 às 14:50
Brasília - DF
Em 1830, Victor Hugo assinou um contrato para escrever um romance sobre a catedral de Notre-Dame. Ele é um dos escritores mais importantes da França, tendo editado romances, poesia, peças teatrais, além de textos sobre história, filosofia e crítica literária. Aos quinze anos recebeu um prêmio da Academia Francesa de Letras. Em 1841, foi eleito membro da Academia que o premiara. Victor Hugo era homem bem-sucedido e levava uma vida burguesa. Entretanto, na revolução de 1848, ele se entusiasma e ampara os revolucionários e miseráveis. Elege-se deputado e faz uma oposição radical a Napoleão Bonaparte, a quem chama de "Napoleão, o pequeno". Depois Napoleão se torna imperador e o exila, além de perseguir sua família e seus , amigos. Victor Hugo personificou os valores universais de justiça social, liberdade e consciência. Hoje, quase ninguém o lê porque o seu estilo reflete a linguagem de quase duzentos anos. Em seu aniversário de 80 anos o povo cobriu de pétalas de rosas a rua em que ele andava para chegar ao Hotel Rohan, onde morava, que mais tarde se tornou o memorial de Victor Hugo. Politicamente era um visionário, que previu, um dia, a Europa teria uma moeda única e que "os Estados Unidos da Europa seriam mais poderosos do que os Estados Unidos da América". Costumava escandalizar o Parlamento com seus discursos de cunho socialista: ... "Declaro que, haverá sempre infelizes, mas que é possível deixar de haver miseráveis". Talvez a sua declaração dos idos de 1840, tenha inspirado um certo operário-presidente, a fazer o programa "Fome Zero". Nossa Senhora de Paris é um livro monumento. Como a igreja que o inspira, é uma obra que exibe a majestade de um clássico e a decadência do folhetim. Os personagens da história são muito bem estruturados, o padre-santo transformado em vilão ao longo da narrativa. O poeta dividido entre a cultura vazia e a força viva do povo nas ruas. A dançarina que encarna a beleza e a graça das artistas da época. Assim é a história que começou com a descoberta de "A N ` A I ` K H" (fatalidade). Uma coisa fatal. Um famoso e atual sucesso, "O Código Da Vinci de Dan Brown", guarda uma certa semelhança com a história do Corcunda de Notre Dame. Vale a leitura do 1º e do 2º volume.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Corcunda de Notre Dame começa com a descoberta de uma inscrição em grego "A N ` A I ` K H", que significa "fatalidade", feita numa das velhas torres da igreja de Nossa Senhora, em Paris. E continua com a paixão incontrolável que o Arcebispo, Dom Claude, tinha por Esmeralda, uma jovem dançarina criada entre ciganos. Quasímodo, o corcunda que fora criado pelo prelado e tornara-se sineiro da catedral, também era apaixonado por ela, e acaba agindo como um herói para salvar sua amada.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Claudio Frollo. Efetivamente, Cláudio Frollo não era um personagem vulgar. Pertencia a uma dessas famílias medianas a que chamavam indiferentemente, na linguagem impertinente do último século, alta burguesia ou pequena nobreza. Esta família tinha herdado dos irmãos Paclet o feudo de Tirechappe, sujeito ao bispo de Paris e cujas vinte e uma casas tinham sido, no século treze, objeto de tantas demandas no juízo eclesiástico. Como possuidor dêsse feudo, Cláudio Frollo era um dos sete vinte e um senhores cobrando rendas em Paris e seus arrabaldes e por muito tempo se pôde ver o seu nome inscrito nessa qualidade, entre o palácio de Tancarville, pertencente a mestre Francisco Le Rez, e o colégio de Tours, no cartulário depositado em São Martin dos Campos. Cláudio Frollo fôra destinado desde a infância por seus pais ao estado eclesiástico. Ensinaram-lhe a ler em latim e educaram-no ensinando-o a baixar os olhos e a falar baixo. Muito criança, o pai enclausurara-o no colégio de Torchi na Université. Foi aí que êle cresceu sôbre o missal e sôbre o lexicon. Era também uma criança triste, grave e séria, que estudava com ardor e aprendia depressa, pouco se fazia ouvir nos folguedos, pouco se intrometia nas bacanais. Da Rua do Fouarre, não tinha feito figura alguma na arruaça de 1463 que os analistas registravam gravemente sob o título de "Sexto motim da Universidade". Raras vêzes lhe acontecia troçar os pobres estudantes de Montaigu pelo cappettes de que lhes vinha o nome, ou os bolseiros do colégio de Dormans pela tonsura rasa e pelo seu sobretudo tripartido de pano verde gaio, azul e violeta, azurini coloris et bruni, como diz a carta do cardeal das Quatro Coroas. Em compensação, era assíduo às grandes e às pequenas aulas da Rua São João de Beauvais. O primeiro aluno que o abade de São Pedro de Vai, ao começar a sua lição de direito canônico, descobria sempre encostado, defronte da sua cátedra, a um pilar da escola São Vendregesile, era Cláudio Frollo, armado do seu tinteiro de côrno, roendo a pena, garatuj ando sôbre o joelho rapado, e no inverno, soprando aos dedos. O primeiro ouvinte que messiere Miles' d'Istiers, doutor em leis, via chegar tôdas as segundas-feiras de manhã, todo esbaforido, à abertura das portas da aula do Chef-São-Diniz, era Cláudio Frollo. Dêste modo aos dezesseis anos, o moço estudante podia fazer frente, em teologia mística, a um padre da igreja; em teologia canônica, a um padre dos concílios; em teologia escolástica, a um doutor da Sorbonne. Passado a teologia, atirara-se às leis. Do Mestre das Sentenças caíra sôbre os Capitulares de Carfos Magno; e sucessivamente devorara, no seu apetite de ciência, decretais, os de Teodoro, bispo de Hispália, os de Bouchard, bispo de W orms, os de Ives, bispo de Chartres; depois o decreto de Graciano que sucedeu aos capitulares de Cados Magno; depois a complicação de Gregório IX; depois a epístola Super specula de Honório 111. Tornou-se-lhe claro, familiar, o canônico em luta em trabalho no caos da Idade Média, período que o bispo Teodoro abre em 618 e que o papa Gregório fecha em 1227. Digeridas as leis, voltou-se para a medicina, para as artes liberais. Estudou a ciência das ervas, a ciência dos ingüentos; tornou-se perito nas febres e nas contusões, nas feridas e nos apostemas. Jacques d'Espars recebê-lo-ia como médico físico; Ricardo Hellain, como médico cirurgião. Percorreu todos os graus do licenciado, do professorado, e do doutorado das artes. Estudou as línguas, o latim, o grego, o hebráico, tríplice santuário nesse tempo bem pouco freqüentado. Era uma verdadeira febre de adquirir e entesourar ciência. Aos dezoito anos, tinha as quatro faculdades passadas; parecia àquele moço que a vida só tinha um fim único; saber. Foi pouco mais ou menos por essa época que o excessivo calor de 1466 fêz rebentar essa grande peste que levou mais de quarenta mil criaturas no viscondado de Paris, e entre outras, diz João de TroYe, "mestre Arnoul, astrólogo do rei, que era homem muito honrado, sábio e divertido". Espalhou-se na Universidade que a Rua Tirechappe era especialmente devastada pela epidemia. Era aí que residiam, no meio do seu feudo, os parentes de Cláudio. O estudante correu muito assustado à casa paterna. Quando lá chegou, seu pai e sua mãe tinham morrido na véspera. Um irmãozinho, ainda de peito, vivia ainda, e gritava ao abandono, no berço. Era tudo o que restava a Cláudio da sua família; êste meteu a criança debaixo do braço e saiu pensativo. Até então só vivera na ciência; começava a viver na vida. Esta catástrofe foi uma crise na existência de Cláudio. Órfão, filho mais velho, chefe de família aos dezenove anos, sentiu-se rudemente sacudido das meditações da aula às realidades dêste mundo. Então, movido de compaixão, apaixonou-se e dedicou-se por essa criança, seu irmão; coisa estranha e doce, uma afeição humana, para êle que ainda só amara livros. Essa afeição desenvolveu-se até um ponto singular; numa alma tão nova, foi como o primeiro amor. Separado desde a infância dos seus parentes, que mal conhecera, clausurado e como emparedado nos seus livros, ávido, antes de tudo, de estudar e de aprender, exclusivamente atentando até então na sua inteligência que se dilatava na ciência, na sua imaginação que se engrandecia nas letras, o pobre estudante não tinha ainda tido tempo de sentir o lugar do coração. Aquêle irmãozinho, sem mãe, nem pai, aquela criancinha que lhe caia inesperadamente do céu nos braços, fêz dêle um homem novo. Viu que havia outra coisa no mundo mais do que as teorias da Sorbonne e os versos de Homero; que o homem tinha necessidade de afeições; que a vida sem ternura e sem amor era apenas uma engrenagem, sêca, estrídula, lacerante. Unicamente imaginou, porque estava na idade que as ilusões são só substituídas por ilusões, que as afeições de sangue e de família eram as únicas necessárias e que um irmãozinho para amar bastava a preencher uma existêncía inteira. Amou pois o seu pequeno Jehan com a paixão dum caráter já profundo, ardente, concentrado. A pobre criaturinha, débil, loura, de cabelos anelados, êsse órfão sem mais amparo que outro órfão, comovia-o até ao fundo das entranhas; e, grave pensador como era, pôs-se a refletir sôbre Jehan com uma misericórdia infinita. Teve canseiras e cuidados com êle, como com uma coisa muito frágil e muito recomendada. Foi para a criança mais do que um irmão; tornou-se uma mãe. O pequeno Jehan aleitava-se ainda quando perdeu a mãe; Cláudio deu-lhe uma ama. Além do feudo de Terichappe, herdara mais de seu pai o feudo do Moinho sujeito à tôrre quadrada de Gentilly; era um moinho sôbre uma colina, perto do castelo de Winchestw (Bicêtre). Havia aí uma moleira que amamentava uma criança; não era longe da Universidade. Cláudio levou-lhe êle mesmo o seu pequeno Jehan. Desde então, sentindo-se com um fardo a sustentar, tomou a vida muito a sério. A lembrança do seu irmãozinho tornou-se não só a distração, mas o alvo dos seus estudos. Resolveu consagrar-se todo a um futuro pelo qual respondia perante Deus e não ter outra espôsa, outro filho, mais que a felicidade e a fortuna do seu irmão. Dedicou-se pois mais que nunca à sua vocação clerical. O seu mérito, a sua ciência, a sua qualidade de vassalo imediato do bispo de Paris, abriam-lhe de par em par as portas da Igreja Aos vinte anos, por dispensa especial da Santa Sé, era padre, e servia como o mais moderno dos capelãs de Nossa Senhora. O altar a que chamam, por causa da missa que aí se diz tarde, altare pigrorum. Aí, mais que nunca engolfado nos seus queridos livros, que êle apenas abandonava para gastar uma hora no feudo do Moinho, êste misto de saber e de austeridade, tão nos seus anos, tinha-lhe de pronto conquistado o respeito e a admiração do claustro. Do claustro, a sua reputação de sábio descera ao povo, mas aí, como era freqüente, desviara-se um pouco para a alcunha de feiticeiro. Era na ocasião em que êle voltava, no dia de Quasímodo, de dizer a missa dos preguiçosos no seu altar, que era do lado da porta do côro que dava para a nave, à direita, próximo da imagem, que a sua atenção se despertara com um grupo de velhas ganindo à roda do leito das criancinhas abandonadas. Foi então que se tinha abeirado da infeliz criaturinha tão odiada e tão ameaçada. Aquela miséria, aquela disformidade, aquêle abandono, a lembrança do seu irmãozinho, a idéia de repente lhe assaltou o espírito, que se êle morresse, o seu querido Jehanzito podia também ser atirado miseràvelmente sôbre a banca das crianças abandonadas, tudo isso lhe veio ao mesmo tempo ao coração; moveu-o uma grande piedade e levou a criança. Quando a tirou do saco, achou-o efetivamente bem disforme. O pobre diabozinho tinha uma verruga sôbre o ôlho esquerdo, a cabeça entre os ombros, a coluna vertebral arqueada, o esterno proeminente, as pernas tortas, mas parecia vive douro, e apesar de ser impossível saber que língua tartamudeava, os seus gritos denunciavam alguma fôrça e alguma 'saúde. A compaixão de Cláudio aumentou com esta fealdade; e fêz voto no seu coração de educar esta criança por amor de seu irmão, a fim de que, fôssem quais fôssem no futuro as culpas do pequeno Jehan, êle tivesse em seu favor aquela caridade feita em sua intenção. Era uma espécie de seguro de obras meritórias que êle fazia sôbre a cabeça do seu irmão; era uma pacotilha de boas ações que êle lhe preparava para o caso em que o seu Jehan viesse a carecer dessa moeda, a única que se admite na portagem do paraíso. Batizou o seu filho adotivo e pôs-lhe o nome de Quasímodo, ou porque quisesse marcar com êle o dia em que tinha sido encontrado, ou porque quisesse indicar até que ponto a pobre criaturinha era incompleta e apenas esboçada. Efetivamente, Quasímodo, zangado, corcovado, cambaio, era apenas um quase.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos anos 60, para adquirir bons livros, recorria-se aos "vendedores de livros" domiciliares, que infestavam os locais de trabalho, como hoje fazem os vendedores de consórcios, telefones, planos de investimentos, planos de saúde e planos de aposentadoria. Na verdade mudam os produtos e permanecem os vendedores. De um deles, adquiri em 61, 62 ou 63 os livros - que ainda possuo - de Jorge Amado, Machado de Assis, Rui Barbosa, Padre Antônio Vieira e Rousseau, Dante, Emerson, Kant, Shopenhauer e Marx. Era o conhecimento adquirido em módicas prestações mensais, que proporcionava algum verniz cultural ao comprador dos livros.


 

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