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Os Velhos Marinheiros

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Os Velhos Marinheiros

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 322

Ano de edição: 1961

Peso: 605 g

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Ótimo
Marcio Mafra
30/09/2004 às 11:47
Brasília - DF

O primeiro conto de "Os Velhos Marinheiros" conta a história muito bem-humorada do Quincas que morreu e foi "enterrado" pelos amigos de farra, à moda dos sepultamentos dos marinheiros: no mar. Os familiares do Quincas Berro D'Agua negam o fato, para preservar a memória do falecido. Já o segundo conto, A Completa Verdade sobre as Discutidas Aventuras do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, Capitão de Longo Curso, tem como enredo a figura do Comandante, que nunca foi um navegador de respeito. Chamado a Belém para substituir o comandante de um navio, que morrera, não é bem recebido pela tripulação porque esta não acredita na competência do novo Comandante. Ele passa recibo de seu pouco conhecimento náutico quando ao atracar o navio no cais do porto, dá uma ordem, que atesta a sua incapacidade. Ele tinha mandado prender todas as amarras disponíveis ao cais. Tal ordem é motivo de chacota e desrespeito por parte dos tripulantes e por parte dos demais freqüentadores da zona portuária. Eis que naquele dia, caiu sobre Belém uma tempestade jamais vista e não prevista por ninguém A tempestade atingiu e danificou todos os navios que se desprenderam do cais, menos o navio do comandante Vasco Moscoso, que estava completa e inusitadamente amarrado ao cais. Vasco se transforma em alvo de toda a admiração pela sua prudente visão. Bom livro. Muito boa e divertida a leitura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Duas histórias do cais da Bahia. A Morte e A Morte de Quincas Berro D’água, encerra no título todo o enredo do primeiro conto. A segunda história, tem um título muito maior, mas, pela genialidade do autor, também encerra todo o enredo da narração: A Completa Verdade Sobre as Discutidas Aventuras do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, Capitão de Longo Curso

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ah!, o telescópio… Nele partiam para a aventura da lua e das estrelas, para fantásticas viagens, rompiam as fronteiras da monotonia e do tédio. Como se por um passe de mágica deixasse Periperi de ser um pacato subúrbio da Leste Brasileira, habitado por velhos à espera da morte, e se transformasse em estação interplanetária de onde decolavam audaciosos pilotos para a conquista dos espaços siderais. Aquela grande sala de janelas abertas sobre as águas, onde tanta festa animada se realizara nos últimos veraneios, as meninas Cordeiro e suas amigas a voltearem nos braços dos rapazes, transformara-se por completo. Desaparecidos os jarros de flores, o piano onde Adélia massacrava valsas e foxes, a vitrola, os móveis pretensiosos, a sala parecia agora torre de comando de um navio, a ponto de Leminhos, delicado do estômago, sentir enjôo e ânsia de vômito quando ali entrava. A escada de cordas, dependurada de uma janela, conduzia diretamente à praia e Zequinha Curvelo, candidato a comissário de bordo, projetava um dia entrar e sair por ali, quando melhorasse de seu doloroso reumatismo. No centro da parede, os diplomas, em molduras ricas, datando de vinte e três anos passados. Num deles estava escrito e sacramentado, pela assinatura de antigo capitão dos portos, ter Vasco Moscoso de Aragão se sujeitado a todos os exames e provas exigidas para a obtenção do título de capitão-de-longo-curso que lhe dava direito a comandar qualquer espécie e tipo de navio de marinha mercante pelos mares e oceanos. Há vinte e três anos, ainda relativamente jovem, aos trinta e sete de idade, obtivera ele seu diploma de comandante. Jovem de idade mas já um velho marinheiro, pois, como contava, começara menino de dez anos, grumete num moroso cargueiro, e escalara os postos um a um, até chegar a primeiro-piloto, a imediato. Inúmeras vezes mudara de navio, amava ver novas terras e correr os mares, viajara sob as mais diversas bandeiras, envolvera-se em aventuras de guerra e de amor. Mas, quando, aos trinta e sete anos, se encontrara apto para candidatar-se ao posto de capitão-de-longo-curso, voltara à Bahia, pois ali, em sua Capitania dos Portos, queria obter o cobiçado título. Desejava que seu porto de origem, onde estivessem registradas sua condição e sua capacidade, fosse o cais de Salvador, de onde partira menino para a aventura do mar. Também ele tinha suas superstições, afirmava sorrindo. Protestava Zequinha: aquela fora uma nobre atitude, a revelar o patriotismo do comandante, vindo do Oriente para dar seus exames na Bahia. Aliás, sem falsa modéstia, com certo brilhantismo, esclarecia o capitão-de-longo-curso. Assim lhe dissera entusiasmado, por ocasião das provas, o comandante Georges Dias Nadreau, então capitão dos portos, hoje almirante ilustre da nossa gloriosa marinha de guerra.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antonio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilheus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterraneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Asperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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