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São Jorge dos Ilhéus

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São Jorge dos Ilhéus

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 370

Ano de edição: 1961

Peso: 570 g

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Ótimo
Marcio Mafra
30/09/2004 às 11:40
Brasília - DF

São Jorge dos Ilhéus, conta a vida da região cacaueira, com seus primeiros coronéis - Horácio da Silveira, Frederico Pinto e Sinhô Badaró -, que se tornaram homens ricos e poderosos, seguidos na aventura da exploração do cacau por jovens doutores, trabalhadores urbanos, operários e comerciantes. Quando o fruto amarelo virou ouro tornou-se mercadoria de alto preço no mercado nacional e internacional. Exportadores e importadores apareceram: os americanos Karbanks e Schwarz, o alemão Rauschnings e brasileiros como Carlos Zude, dono da empresa exportadora Zude, Irmãos & Cia. Todos os críticos noticiam que São Jorge dos Ilhéus, é uma espécie de continuação do Terras do Sem Fim, porque o Terras narra a história do cacau, nos tempos da conquista rude, quando os cacauicultores se estabeleciam na terra no fio da faca, da bala e da coragem de seus jagunços. O São Jorge, narra a história do mesmo cacau, também chamado de fruto do ouro, num tempo bem mais civilizado, num tempo da cidade - com coronéis e tudo - e quando já existia avião. Muito bom, mas nem tanto. Vale a leitura, embora não seja uma obra-prima do quilate de Capitães da Areia, Jubiabá ou os Subterrâneos da Liberdade.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia da cultura cacaueira quando o cacau atinge um patamar de produção industrial e financeira, entremeada por Ilhéus e Itabuna, desde os seus primórdios, até o tempo em que transformou a antiga localidade de São Jorge dos Ilhéus na cidade do dinheiro e dos cabarés, das promessas de bons negócios e dos acordos escusos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Até no Rio de Janeiro era comentado o rápido progresso da cidade de Ilhéus. Os jornais da capital do Estado tinham arranjado um outro nome para ela: a Rainha do Sul. Entre as cidades habitualmente pobres do interior do país, nos estados onde as capitais eram o único centro importante, Ilhéus se distinguia como uma cidade progressista e rica. Os cento e cinqüenta mil habitantes do município tinham uma elevada proporção de homens ricos em relação aos demais municípios do interior. A cidade era bonita, cheia de jardins abertos em flores, de boas casas onde residiam as famílias dos coronéis. Toda a parte junto ao oceano era residencial, cortada de avenidas largas, uma das quais acompanhava a curva do mar numa imitação da praia de Copacabana, do Rio de Janeiro. Ali se elevavam os palacetes dos coronéis mais ricos, sobrados faustosos e mobiliados com luxo, geralmente muito feios, sólidos e pesados, como que representando a solidez das fortunas desses homens que haviam conquistado a terra. Desses palacetes saíam os automóveis caros, quase todos norte-americanos, um ou outro europeu. Do lado do rio estava a parte comercial da cidade, que começava a se tornar imponente, com os prédios altos das casas exportadoras, dos bancos, dos grandes hotéis, com os armazéns imensos das docas do porto. Agora existiam quatro pontes, entrando pela baía, e junto a elas descansavam os navios, os pequenos da Companhia de Navegação Bahiana, os maiores do Lloyd Brasileiro e da Costeira, os enormes cargueiros negros da companhia sueca, os frágeis iates de Ribeiro & Cia. Era intenso o movimento do porto e qualquer ilheense repetia com orgulho a verdade proclamada pelos anuários comerciais: Ilhéus era o quinto porto exportador do país. Para ali vinha, através das estradas de ferro e de rodagem, todo o cacau colhido no interior do município e dos municípios limítrofes de Itabuna e Itapira. Pelos navios da Bahiana chegava o cacau dos municípios mais ao sul: de Belmonte, de Canavieiras e do Rio de Contas, do norte também, de Uma, de Porto Seguro. Esse cacau todo se juntava no porto de Ilhéus, nos armazéns das docas, e dali saía para os Estados Unidos ou para a Europa, nos grandes barcos suecos, onde loiros marinheiros cantavam melodias estranhas que deixavam doloridos de saudade os corações das mulatas de Ilhéus. Por vezes deixavam também no pequeno ventre formoso de uma delas um mestiço de escura pele e loiros cabelos.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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