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Mar Morto

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Mar Morto

Livro Ótimo - 3 opiniões

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 261

Ano de edição: 1961

Peso: 500 g

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Excelente
Everson Costa
23/01/2012 às 19:56
Brasília - DF

Admirável, espantoso e surpreendente. Com esses adjetivos descrevo o Mar Morto do saudoso Jorge Amado, em mais uma obra romântica admirável, na qual relata histórias da vida dos pescadores, com suas crenças, tradições religiosas e, principalmente, a veneração por Iemanjá (a rainha do mar e de vários outros nomes). A descrição da luta dos personagens, das tormentas e aventuras em alto mar é tão profunda, que se chega a sentir a sensação verdadeira. O linguajar dos personagens, típico da região, me trouxe em alguns momentos boas lembranças da minha Bahia, e nostalgia em outros. O amor de Lívia e Guma deu um toque saboroso de romantismo, no melancólico destino digno dos pescadores, morrer no mar, para ver Iemanjá e conhecer as terras de Aiocá.


Ótimo
Elias Marinho
14/04/2011 às 10:52
Santa Maria - DF

Gostei demais do livro, me envolvi profundamente chegando ao ponto, após as minhas leituras no horário do almoço, a voltar para o trabalho triste ao acompanhar as tristes estórias de Guma e seu povo. O livro que tem como personagem principal Guma, um jovem mestre de saveiro na Bahia, narra ao mesmo tempo a dura vida dos maritimos e sua familia que retiram seu sustento do mar, assim como o seu amor incondicional, respeito e admiração pelo mar e sua rainha Iemanjá. A obra é um belo cântico desse povo sofrido mas que acima de tudo sabem preservar o meio em que vivem e principalmente o respeito pela honra tão desprezada nos dias de hoje. Penso que esta obra é mais um dos manifestos do Mestre Amado que utilizando-se de uma linguagem simples pretendia mostrar ao mundo as dificuldades vividas por seu povo baiano que se repetem nos mais diversos lugares do mundo. "È doce morrer no mar"


Ótimo
Marcio Mafra
28/09/2004 às 11:22
Brasília - DF

Mar Morto é uma história da magia, das estrelas, das flores, dos perfumes, dos espelhos, dos cantos e encantos de Iemanjá, a rainha do mar. Os segredos e os mistérios do mar, que nem os velhos marinheiros, nem os pretos, nem os mestres de saveiros ousam entender. Todo marinheiro sabe que o mar é doce e amigo, assim como todo amante sabe que é doce morrer no mar. Guma e Lívia misturam as histórias de personagens como preto Rufino e sua mulata Esmeralda; do velho Francisco, tio de Guma, que conserta redes desde que se tornou incapaz de enfrentar o mar; da valente e desbocada Rosa Palmeirão, de punhal no peito e navalha na saia. Coisas que só um mago e poeta do mar como Jorge Amado pode contar. Excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Logo no início do livro, o próprio Jorge Amado conta aos leitores: "Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lua no cais do Mercado, nas feiras, nos pequenos portos do Recôncavo, junto aos enormes navios suecos nas pontes de Ilhéus. O povo de Iemanjá tem muito que contar".

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os homens da beira do cais só têm uma estrada na sua vida: a estrada do mar. Por ela entram, que seu destino é esse. O mar é o dono de todos eles. Do mar vem toda a alegria e toda a tristeza porque o mar é mistério que nem os marinheiros mais velhos entendem, que nem entendem aqueles antigos mestres de saveiros que não viajam mais, e, apenas, remendam velas e contam histórias. Quem já decifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E não é sobre o mar que a lua é mais bela? O mar é instável. Como ele é a vida dos homens dos saveiros. Qual deles já teve um fim de vida igual aos dos homens da terra que acarinham netos e reúnem as famílias nos almoços e jantares? Nenhum deles anda com esse passo firme dos homens da terra. Cada qual tem alguma coisa no fundo do mar: um filho, um irmão, um braço, um saveiro que virou, uma vela que o vento da tempestade despedaçou. Mas também qual deles não sabe cantar essas canções de amor nas noites do cais? Qual deles não sabe amar com violência e doçura? Porque toda a vez que cantam e que amam, bem pode ser a última. Quando se despedem das mulheres não dão rápidos beijos, como os homens da terra que vão para os seus negócios. Dão adeuses longos, mãos que acenam, como que ainda chamando.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antonio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilheus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterraneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Asperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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