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Terras do Sem Fim

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Terras do Sem Fim

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 298

Ano de edição: 1961

Peso: 545 g

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Ótimo
Marcio Mafra
28/09/2004 às 11:17
Brasília - DF

Coronel Ramiro Bastos e Juca Badaró são os símbolos das conquistas - violentas, traiçoeiras e ricas - das terras virgem para a formação da lavora e da elite dos cacauicultores, mudando completamente a economia e a cultura de uma região. Todos os que voltam de Ilhéus contam que o fruto do cacaueiro agora vale mais que ouro. Levas de aventureiros partem de Salvador e de cidades do interior para as “terras do sem-fim”. Tabocas e Ferradas, palco destas novas conquistas, são terras muito boas para o plantio e vira objeto de disputa entre as duas famílias de poderosos. Vale a leitura. Muito bom, ainda que não seja uma obra-prima.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Terras do Sem Fim, narra os primeiros tempos da região do cacau, no sul da Bahia, com muitas lutas violentas para a fixação da propriedade na mata virgem. São terras conquistadas na bala e no fio do facão de Ramiro Bastos e Juca Badaró, o feiticeiro Jeremias, o negro Damião, os advogados corruptos, sem contar os capangas e as prostitutas. Mundo violento, traiçoeiro, rico e miserável, paraíso dos coronéis e inferno dos trabalhadores plantadores de cacau - o ouro da Bahia.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os dois homens transpuseram a porta, o negro falou: - Mandou chamar, coronel? Juca Badaró ia dizer que eles entrassem, mas o irmão fez um gesto com a mão que eles esperassem lá fora. Os homens obedeceram e sentaram num dos bancos de madeira que estavam na varanda larga da casa-grande. Juca andou de um lado para outro da sala, pitou o cigarro. Esperava que o irmão falasse. Sinhô Badaró, o chefe da família, descansava numa alta cadeira de braços, cadeira austríaca que contrastava não só com o resto do mobiliário, bancos de madeira, cadeiras de palhinha, redes nos cantos, como também com a rústica simplicidade das paredes caiadas. O relógio na sala de jantar deu as cinco horas da tarde. Sinhô Badaró pensava, os olhos semicerrados, a longa barba negra se estendendo sobre o peito. Levantou os olhos, espiou Juca que andava nervosamente pela sala, o rebenque numa mão, o cigarro fumegando na boca. Mas logo desviou os olhos e fitou o único quadro da parede, uma reprodução oleográfica de uma paisagem de campo europeu. Ovelhas pastavam numa suavidade azul. Pastores tocavam uma espécie de flauta e uma camponesa, loira e linda, bailava entre as ovelhas. Descia uma imensa paz na oleogravura. Sinhô Badaró se lembrou de como a comprara. Entrara casualmente numa casa de sírios na Bahia para avaliar um relógio de ouro. Vira o quadro e se lembrara que Don’Ana há muito dizia que as paredes da sala necessitavam de algo que as alegrasse. Por isso o comprara e só agora reparava nele atentamente. Era um campo tranqüilo, de ovelhas, pastores, flautas e baile. Azul, quase cor do céu. Bem diferente era esse campo deles. Essa terra do cacau. Por que não haveria de ser assim também como esse campo europeu? Mas Juca Badaró andava impaciente de um lado para outro, esperava a decisão do irmão mais velho. A sinhô Badaró repugnava ver correr sangue de gente. No entanto muitas vezes tivera que tomar uma decisão como a que Juca esperava naquela tarde. Não era a primeira vez em que ordenava que um ou dois de seus homens fossem se postar na tocaia para esperar alguém que passaria na estrada. Olhou o quadro. Bonita mulher… De faces rosadas, os olhos celestes. Mais bonita talvez que Don’Ana… E os pastores eram sem dúvida bem diversos dos tropeiros da fazenda… Sinhô Badaró gostava da terra e de plantar a terra… Gostava de criar animais, os grandes bois mansos, os nervosos cavalos, as ovelhas de terno balar. Mas lhe repugnava ter que ordenar a morte de homens. Por isso demorava sua decisão, só a pronunciava quando via que era o único caminho. Ele era o chefe da família, estava construindo a fortuna dos Badarós, tinha que passar por cima daquilo que Juca chamava as “suas fraquezas”. Nunca havia reparado antes, detidamente, naquele quadro. O colorido azul era uma beleza… Bem mais bonito que qualquer folhinha de fim de ano, e havia folhinhas lindas… Juca Badaró parou em frente ao irmão: - Eu já lhe disse, sinhô, que não há outro jeito… O homem empacou que nem jumento… Que não vende a roça, que não há dinheiro, que ele não precisa… E você bem sabe que Firmo sempre teve fama de cabeçudo… Não tem jeito mesmo. Sinhô Badaró arrancou com tristeza os olhos da oleografia: - É pena que é um homem que nunca fez mal à gente… Se não fosse porque esse é o único jeito de estender a fazenda pros lados de Sequeiro Grande… Senão vai cair nas mãos de Horácio… Sua voz se alterou ligeiramente quando pronunciou o nome odiado. Juca aproveitou: - Se a gente não manda fazer o serviço, Horácio manda na certa. E quem tiver a roça de Firmo tem a chave das matas de Sequeiro Grande


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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