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Os Subterraneos da Liberdade - A Luz no Tunel

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Os Subterraneos da Liberdade - A Luz no Tunel

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Jorge Amado  

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 442

Ano de edição: 1961

Peso: 600 g

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Excelente
Marcio Mafra
27/09/2004 às 23:31
Brasília - DF

A luz no túnel é o terceiro livro dos Subterrâneos da liberdade. Narra a resistência dos comunistas cruelmente perseguidos no governo do ditador Getúlio Vargas, entre os anos 1937 e 1946. Tais perseguições se intensificaram em 38, com as greves nas fábricas de Santo André, quando vários membros do partido estão detidos. Jorge Amado traça a imagem das atrocidades cometidas pela polícia de São Paulo, comandada pelo delegado Barros, que usa o recurso infame da tortura para obter informações sobre as atividades clandestinas. Um dos presos é Zé Pedro, que torturado e é obrigado a assistir aos abusos cometidos pelos carcereiros contra sua mulher, Josefa. Os donos do poder são: o banqueiro Costa Vale e o empresário americano John Carlton. O Partido Comunista, neste livro é completamente dizimado por causa do avanço da 2ª Guerra e a política de "arrasa quarteirão" dos americanos. Mas os companheiros não perdem o otimismo. Só a fé inabalável dos subversivos e dos comunistas os faz enxergar a luz no fim do túnel Excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História da implacável e covarde perseguição do governo do Ditador Getúlio Vargas aos comunistas brasileiros, que viviam pelos subterrâneos da Policia Politica nos anos 1930-1946. A narrativa é feita em três partes distintas: 1) Os Ásperos Tempos 2) Agonia da Noite, e 3) A Luz no Túnel.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Haviam-no levado diretamente para a sala de torturas. O lúgubre humor policial a designara pelo nome de “sala das sessões espíritas”. Durante todo o resto da tarde, num cubículo úmido do porão da polícia, Carlos, o corpo doído dos socos e pontapés, concentrara-se em dois problemas: quem os teria entregue? Quanta e que gente teria caído? Devia sustentar as calças todo o tempo: haviam-lhe tirado o cinto e a gravata, assim ele não tentaria enforcar-se. E, como as calças eram largas para ele, herdadas dos outros, ameaçavam cair a todo momento. Terminou por sentar-se no cimento molhado da cela, tinham jogado baldes de água antes de trancarem-no ali. Não podia ter idéia de quantos companheiros a polícia prendera. Mas começava a desconfiar de onde podia ter partido a denúncia: o grupo de Saquila. O jornalista andava foragido, ganhara o mundo depois do fracasso do golpe armando-integralista, Carlos ouvira dizer estar ele pelo estrangeiro, na Argentina ou no Uruguai, não se lembrava. Mas, não era apenas Saquila quem sabia sobre ele. Sua verdadeira personalidade, suas funções no partido, eram conhecidas também de Luís, ou seja, de Heitor Magalhães, o ex-tesoureiro do regional, expulso por ladrão. Só podia ter sido ele. A não ser que algum camarada, preso por acaso, tivesse falado… Revia mais uma vez os nomes dos camaradas a par de sua casa, de seu nome, de sua responsabilidade partidária: não eram muitos e nenhum lhe parecia capaz de abrir-se na polícia. Pelo meio da noite vieram buscá-lo dois tiras. Foi entre eles, segurando as calças, não tinha ilusões sobre o que o esperava. Barros tentaria convencê-lo de falar no gabinete, e depois, ali mesmo ou noutra sala, recorreriam à violência. Que se teria passado com os companheiros de Santo André? Por um deles, Carlos era capaz de pôr a mão no fogo, era um tipo duro e provado, desse não iam conseguir nada. Os outros dois, conhecia-os superficialmente, agüentariam ou não o bárbaro rojão da polícia? Até onde aquelas prisões afetariam a greve em preparação nas fábricas de Santo André?


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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