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Os Subterrâneos da Liberdade - Agonia da Noite

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Os Subterrâneos da Liberdade - Agonia da Noite

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: Jorge Amado

Editora: Martins

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 407

Ano de edição: 1961

Peso: 685 g

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Bom
Elias Marinho
12/04/2011 às 18:28
Santa Maria - DF

O livro é bom para aqueles que desejam uma visão do comunismo a partir de um comunista. A leitura é envolvente, certos momentos desesperadora em função dos relatos de sofrimento vividos pelos comunistas. Este livro parece ter sido escrito por outro Jorge Amado ja que a linguagem é tão diferente de outras obras do autor como "Mar Morto". Porém, com o desenrolar dos acontecimentos voce enxerga a caracteristica marcante do autor que é a profundidade em descrever as relações humanas, marca registrada do mestre Amado.


Excelente
Marcio Mafra
27/09/2004 às 23:21
Brasília - DF

Jorge Amado era comunista de carteirinha, um empedernido "homo staliniensis" e fez uso do seu magistral talento de escritor para traçar, com "os subterrâneos", um excelente painel do fascismo, que no Brasil perseguiu cruelmente aos comunistas. O encanto de uma história vivida nas células comunistas e nos subterrâneos das grandes cidades, baseada na luta ideológica encetada contra a opressão política e social do Estado Novo, na desesperada busca da liberdade - não se perde nos desvãos da memória de nenhum leitor. Agonia da Noite é quase uma continuação de Ásperos Tempos. Destaque para o romance do personagem negro Doroteu, estivador, e Inácia unidos pelo amor e também pela política comunista. Eles pretendiam um filho e se chamaria Luis Carlos, em homenagem ao líder Luis Carlos Prestes, então preso e condenado. Agonia da noite descreve o endurecimento do Estado Novo e a necessidade urgente do combate político e da luta pela liberdade. Agonia da Noite é excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História da implacável e covarde perseguição do governo do Ditador Getúlio Vargas aos comunistas brasileiros, que viviam pelos subterrâneos da Policia Politica nos anos 1930-1946. A narrativa é feita em três partes distintas: 1) Os Ásperos Tempos 2) Agonia da Noite, e 3) A Luz no Túnel.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O navio alemão encostava no cais, junto ao armazém onde se encontrava depositado o café. Da cidade vinham curiosos espiar o movimento no porto. A vida continuava normalmente, navios eram carregados e descarregados. Apenas a turma de estivadores convocada para o trabalho no navio alemão não aparecera. Outra turma estava em vias de ser chamada em seu lugar. Os jornais dessa manhã nada diziam da reunião da véspera. Apenas publicavam uma informação da polícia política local, dizendo que a sede do sindicato havia sido ocupada e clausurada devido a ameaças de agitação por parte de elementos extremistas. Mas a notícia da decisão dos estivadores se espalhara por toda a cidade, chegara já a São Paulo, de onde partiam para Santos reforços policiais, carros cheios de investigadores. Barros, agora delegado da Ordem Política e Social, mantinha largas conversações telefônicas com a polícia santista. Dera ordens definitivas: se até à noite os estivadores não iniciassem o carregamento do navio, as primeiras prisões deviam ser efetuadas. É preciso mostrar a essa canalha que não estamos mais num regime liberal… Agora é o Estado Novo, é obedecer ou levar porrada. Não aja com meias medidas… É preciso cortar a cabeça dos comunistas de uma vez. E eu vou cortá-la. Tenho carta branca, não tenha medo de nada. Se for preciso atirar, atire. Vou lhe mandar mais gente… Amanhã o café tem que estar sendo carregado, amanhã, no máximo. Se for necessário, eu mesmo darei um pulo aí. Também o Ruivo descera nessa manhã para Santos, no primeiro ônibus. Viera encontrar João na casa do camarada onde estava hospedado. João lhe disse: Não vai ser fácil. Tudo dependerá do movimento de solidariedade que pudermos desencadear quando a greve se declarar. A polícia não vai demorar a agir contra a estiva. Eles estão seguindo toda a direção do sindicato. A greve pode se prolongar por muito tempo, a massa do porto é qualquer coisa de extraordinária, possui uma combatividade incrível. Mas, por quanto tempo poderão agüentar?, eis o problema. É necessário pensar em duas coisas imediatamente: iniciar em São Paulo, aqui, em Sorocaba, Campinas, Santo André, em todos os centros operários, uma campanha de finanças para ajudar os grevistas. E, ao mesmo tempo, ir preparando o pessoal, nas fábricas, para paradas de trabalho e mesmo greves de solidariedade… E aqui? - Tu leste meu relatório, não leste? É o que escrevi ali… Organização fraquíssima. Todo mundo se diz e se sente comunista. Mas o organismo do partido é pequeníssimo. Quando eu cheguei, até mesmo a célula da estiva era um quase nada: bons companheiros, devotados, mas sectários e com receio de recrutar. A coisa melhorou um pouco depois que meti o dedo, dei empurrões. Mas, de qualquer forma, a célula dirige a estiva. A gente é toda nossa, não há nem “getulistas”, nem “armandistas”. Uns quantos anarquistas, principalmente entre integralistas, nem os espanhóis, mas que, nesse caso, marcham com a gente, sem dificuldade… O pior é as outras empresas: em muitas nem existia o partido, noutras eram dois ou três companheiros… Procurei levantar novos organismos, foi feito o que se pôde nesses dois meses. Imagine que nem tínhamos organismo entre o pessoal dos grandes hotéis da praia. Mas descobri uma negrinha, mulher de um companheiro, e ela está fazendo um trabalho que mostra todas as possibilidades que temos… Penso que poderemos, apesar de tudo, contar com um bom movimento de solidariedade local. Há dois meses não faço outra coisa senão preparar as condições… Ontem reuni com a célula da estiva, discuti com os companheiros, e, como lhe disse, a combatividade é qualquer coisa de estupendo… - Essa greve é fundamental. Se nós conseguirmos que o movimento grevista assuma proporções, vamos poder romper a Constituição fascistizante. Se pudermos mostrar aos trabalhadores que a greve é possível, apesar de proibida pelo Estado Novo, essa Constituição estará atingida no seu próprio coração


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 1961, aos 17 anos eu trabalhava no Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, Banco Inco, na agência da Avenida W-3 Sul, Quadra 507, Bloco B. Naquela ocasião as editoras, mantinham serviço de venda domiciliar, através de "vendedores de livros". Eram profissionais bem treinados e insistentes. De um deles, comprei as obras de Eça de Queiroz, Pe. Antônio Vieira, Jorge Amado, Machado de Assis, entre outros. De Jorge Amado eram os seguintes livros: 1) O País do Carnaval - Cacau - Suor 2) Jubiabá 3) Mar Morto 4) Capitães da Areia 5) ABC de Castro Alves 6) Terras do Sem Fim 7) São Jorge dos Ilhéus 8) Bahia de Todos os Santos 9) O Amor do Soldado 10) Seara Vermelha 11) Os Subterrâneos da Liberdade, em 3 volumes 12) Gabriela, Cravo e Canela e 13) Os velhos Marinheiros. Decorridos 43 anos, apenas três deles desapareceram: Capitães da Areia, Bahia de Todos os Santos e Ásperos Tempos. Foram devidamente substituídos, mercê dos bons preços e serviços dos sebos abrigados no site estantevirtual.com.br.


 

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