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Livro Bom - 1 opinião

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Autor: Morris West

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Luiz Fernandes

Páginas: 183

Ano de edição:

Peso: 370 g

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Bom
Marcio Mafra
26/09/2004 às 22:12
Brasília - DF

Mais um livro de Morris West para consumo imediato, recheado de sexo, poder, dinheiro e traição, escrito quando o autor ainda se chamava Michael East. Evidentemente que a troca de nome não foi por incompatibilidade de identidade, mas de marketing. Literariamente Morris West e seu livro A Concubina seguem o mesmo figurino de Jack Higgins, John Grisham, Mario Puzzo, John Le Carré, Sidney Sheldon, Harold Robbins, Hermann Hesse, JM Simmel, Janet Dailey, Stephrn King, Tom Clancy e outros menos votados. Ou como diz o poeta do humor Millor Fernandes: os estrangeiros, porém, todos escrevem best-sellers que vendem bastante e fracassos totais que vendem ainda mais.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de McCreary, que vivia em Jacarta, na Indonésia, sem emprego, sem perspectiva e ameaçado pela falência, quando apareceu Rubensohn que lhe ofereceu muito dinheiro e trabalho em troca da perfuração de um poço de petróleo, num lugar remoto, com a condição de não haver perguntas de parte a parte.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O céu era um deslumbramento de azul; o mar, um espelho liso, rompido apenas pela agitação produzida pela passagem do navio. Java estava bastante longe, ao sul, ao longo do nono paralelo. A bombordo achava-se um amontoado de ilhas, meio encobertas devido ao mormaço. Os seus nomes encerravam mistérios exóticos: Pulau Pulau, Kemudjan, e o elevado pico que se projetava das águas denominava-se Karimunjawa. Com o binóculo podiam ver a plumagem verde do interior, a faixa dourada que eram as praias, e as pequeninas canoas dos nativos, com o formato de aves. Avançavam para leste, bem sôbre o sexto paralelo, em direção do Estreito de Macassar e à extremidade sul das Ilhas Célebes. Os motores roncavam regular e ininterruptamente. Era um dia claro mas de indolente monotonia. Um tôldo fôra estendido por sôbre o convés posterior e uma piscina de lona armada pouco além. McCreary e Lisette passaram a maior parte do primeiro dia estendidos sôbre toalhas, debaixo do tôldo, em traje de banho, mas Rubensohn ficara sentado numa espreguiçadeira, imaculado em sua camisa de sêda e calças de linho, como se temeroso ou envergonhado de expor a pele branca e flácida ao sol. Um camareiro chinês aparecia a intervalos para servir cerveja gelada, e, quando o jovem Arturo terminou seu turno, vestiu também seu short e se reuniu ao pequeno grupo sob o tôldo. Com franca admiração, olhou para o corpo esguio e perfeito de Lisete e tentou, a princípio, cortejá-la com os elogios típicos dos latinos. Mas ao pressentir o olhar glacial de Rubensohn, enrubesceu e enveredou embaraçado por uma palestra trivial. Lisette; por sua vez, mantinha-se indiferente e serena. McCreary sentia-lhe o desdém silencioso pelo jovem pretendente e pelo próprio Rubensohn. Desde aquêle breve interlúdio da noite anterior não tinha mais tido qualquer contato ou intimidade. Mesmo ao nadarem juntos na piscina, os olhos frios de Rubensohn os observavam. Quando estavam sob o tôldo, Rubensohn dominava a conversa, afastando todo assunto de que não participava, entremeando cada incidente com uma referência que lhe dizia respeito. Aquela grosseria irritava McCreary, mas já aprendera a controlar-se. Queria que Rubensohn se sentisse satisfeito e sem suspeitas. Queria Lisette, também, mas sabia que tinha de aguardar a ocasião propícia. Enquanto isso, decidira entabular relações diplomáticas com os oficiais italianos: o jovem Arturo, de olhos brilhantes e sem malícia, orgulhoso de seu primeiro pôsto; Agnello, florentino de rosto de cavalo, que cuidava dos motores, um tipo tristonho que vagava pelo convés a tomar ar com um trapo de algodão nas mãos, o macacão encharcado de suor e de óleo; Guido, napolitano baixo e rechonchudo, de olhos buliçosos e rosto moreno de árabe. Guido era o radiotelegrafista e McCreary dedicou-lhe especial atenção, rindo-se de suas primeiras piadas pornográficas, às quais acrescentou uma ou duas de seu repertório. Guido possuía o entusiasmo tão peculiar aos napolitanos pela obscenidade, e McCreary tinha em mente dar uma espiada discreta na cabina de rádio do Corsário. Já com Alfieri, primeiro-oficial de bordo, não fôra tão bem sucedido. Era um veneziano alto, soturno, que administrava o navio com fria eficiência e só tinha boas maneiras para com Rubensohn e Lisette. McCreary considerava-o um ambicioso, dêsses que não escolhem os meios para atingir os seus fins. Janzoon, por seu lado, esforçava-se para reatar relações com êle. Na tarde do primeiro dia, desculpou-se desajeitadamente; depois, levou McCrearyaté a ponte de comando e fêz-lhe uma preleção, como a um turista, sôbre o equipamento. Depois, convidou-o a ir ao seu camarote, serviu-lhe uma dose dupla de uísque com soda, e, falando com sagacidade e comedimento, sondou-o sôbre uma possível aliança. - Acho que agora você já está percebendo como são as coisas por aqui, hem? McCreary deu de ombros e sorriu-lhe por sôbre o copo. - Estou aprendendo. Um pouco aqui, um pouco ali. Você compreende


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não tem historico


 

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