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Pequeno Mundo

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Pequeno Mundo

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Autor: Hermann Hesse

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Contos

Traduzido por: Alvaro Cabral

Páginas: 261

Ano de edição: 1971

Peso: 440 g

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Bom
Marcio Mafra
26/09/2004 às 22:06
Brasília - DF

Hesse é contista de fama. Trabalhou como livreiro e como antiquário, dedicando-se exclusivamente à literatura a partir de 1903. Pequeno Mundo não é nada comparável ao Sidarta ou Lobo da Estepe. Cada um dos contos narra situações dramáticas e emocionantes, onde o autor destaca a grandeza dos personagens. Nos contos de Hesse, falta bandido, só tem mocinho, embora não seja água açucarada. Vale quase o que pesa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Seis contos do famoso escritor alemão: O noivado; Walter Kompff; Ladidel; Regresso; Robert Aghion; Emil Kolb; e O Reformador do Mundo.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Martha não tivera a intenção de ofender com a rejeição dos préstimos de Ladidel e muito surpreendida ficou quando êle, durante uma semana ou mais, evitou visitas a sua casa. Sentiu a ausência e ansiava por vê-lo de nôvo. Mas, como Alfred não aparecesse, ao fim de dez dias sem dar notícias de si, sendo de depreender que estava realmente irritado, Martha refletiu que nunca lhe dera o direito de comportar-se como se já fôssem namorados. E agora era ela que começava a ficar deveras irritada. Se por ventura êle voltasse, fazendo-se o bom môço generosamente reconciliado, Martha lhe mostraria como estava redondamente enganado. Era ela, porém, quem estava enganada. O sumiço de Ladidel não era teimosia nem orgulho e tinha por único motivo sua timidez proverbial, agravada pela severidade com que Martha o tratara. Êle queria deixar passar o tempo, até que a môça o perdoasse pelo gesto impertinente e, simultâneamente, êle próprio vencesse o sentimento de vergonha. Durante êsse período de penitência, deu-se nitidamente conta de quanto já se habituara à companhia de Martha e como ficaria amargurado se tivesse de renunciar agora à suave intimidade dos serões em casa dela. Por isso não agüentou mais e, antes de completarem-se as duas semanas de ausência, resolveu barbear-se caprichosamente, pôr uma nova gravata e apresentar-se na casa das Weber, desta vez sem o Fritz, a quem não queria fazer testemunha da sua possível humilhação. Para não aparecer sem uma desculpa, estudara um plano de abordagem. Estava programada para a última semana de setembro uma grande festa na cidade, com um concurso de tiro ao alvo no parque. Alfred achou que sua apresentação podia ser perfeitamente justificada se convidasse as Srtas. Weber para os festejos e esperava que o alegre motivo conquistasse a pronta simpatia de Martha. Um acolhimento amável teria consolado Ladidel, que há tantos dias penava em sua nostálgica solidão, e certamente faria dêle, em definitivo, um fiel servo de Martha. Esta, porém, irritada com seu desaparecimento, mostrou-se fria e ríspida. Cumprimentou-o cerimoniosamente quando êle entrou na sala e deixou o resto da recepção e conversa por conta da irmã, enquanto andava de um lado para o outro arrumando coisas, limpando o pó, como se ali estivesse sozinha e atarefada. Alfred ficou mais tímido do que nunca e só depois de uma boa meia hora, quando já esgotara a embaraçosa conversa com Meta Weber, se atreveu a dirigir o convite para a festa. - A Srta. Martha está de acôrdo? - perguntou Ladidel. Ela, porém, não deu o braço a torcer. A submissão de Alfred só serviu para firmar sua resolução de curar as veleidades daquele rapazinho e cortar-lhe as asas. Recusou o convite, alegando que não seria próprio comparecer aos festejos na companhia de um môço a quem. Não estava ligada por qualquer compromisso, o que poderia ser mal interpretado. No que se referia à irmã, ela estava comprometida e seria o caso do seu noivo convidá-la, no caso de ter vontade disso. Ladidel levantou-se, pegou no chapéu, inclinou-se bruscamente numa curta vênia e retirou-se, como alguém que sentiu ter batido -na porta errada e não ter a intenção de repetir o equívoco. Meta ainda tentou retê-lo e persuadi-la a ficar mais um pouco, mas Martha correspondera à vênia de Alfred com um ligeiro e frio aceno de cabeça e êle teve a impressão de que fôra definitivamente despedido.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Anotado na primeira folha o nome Jussara Zakarewicz. Amiga e vizinha quando moramos na Asa Norte, de onde saímos em 21 de abril de 1979 para o Lago Sul, ocasião em que foram encadernados muitos dos nossos livros. Pequeno Mundo é dela e nunca foi devolvido, embora encadernado.


 

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