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Exodus

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Exodus

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Autor: Leon Uris

Editora: Edart

Assunto: Romance

Traduzido por: Maria Leonor Correia de Matos

Páginas: 526

Ano de edição: 1961

Peso: 680 g

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Bom
Marcio Mafra
25/09/2004 às 12:54
Brasília - DF

Exodus, escrito no final dos anos 50, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, traduzido para mais de 35 idiomas, foi (e ainda é) um sucesso de público e de bilheteria, tendo em vista que os judeus dominam a mídia - mundo afora. Em suas 500 e tantas páginas, conta a história que antecedeu a criação do Estado de Israel, desde o surgimento do sionismo. Leon Uris, numa genial jogada de marketing, pintou os judeus com uma imagem de lutadores e não de terroristas. Eles foram vítimas - tipo cordeirinhos - na mão dos alemães. Uris assim muito contribuiu para melhorar e consolidar a boa imagem do Estado de Israel, e dos bons judeus espalhados pelo mundo. Eles são bons, o resto da humanidade é mau, como os palestinos, árabes e muçulmanos em geral. Nos EUA, lugar onde havia - e talvez ainda haja - mais judeu rico por metro quadrado de território, foi o lugar de onde mais se disseminou essa idéia de judeu bonzinho, judeu coitadinho, judeu sofridinho. Tudo baseado no velho e bom marketing. Assim como fez Uris. Os seus leitores passaram a sentir orgulho de ser judeus, pois já tinham a imagem de heróis martirizados pelos alemães, naquilo que eles dramaticamente chamam de holocausto. Resultado: escritor de sucesso, com muito dinheiro. Virou filme de sucesso, com Paul Newman, incensado artista e galã dos anos 60. Numa entrevista de 88, Uris que morreu em 2003, disse que Exodus se tornara uma espécie de bíblia para os dissidentes judeus da ex-União Soviética, onde circulava clandestinamente e era citado como "o livro". A leitura é maçante em muitas passagens. A imagem boazinha dos personagens acaba sendo cansativa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do sionismo ou a saga de Mark e seu irmão, ambos judeus, fugitivos da Rússia Imperial, cuja história vai até o surgimento de Israel, em 1948 passando por suas lutas, guerras, amores, alegrias e decepções.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A polícia de Jemal Paxá encontrou Sara Bem Canaan no kibbutz de Shoshanna precisamente duas semanas antes da data marcada para o nascimento do seu filho. Rute e os membros do kibbutz tinham-na escondido cuidadosamente e providenciado para que tivesse suficiente repouso e confôrto por causa da criança. A polícia turca não teve tantas atenções. Sara foi arrastada de casa a meio da noite fechada num caminhão coberto e levada, por uma estrada lamacenta e cheia de buracos, para o pôsto de polícia de Tiberiades, construído em basalto negro. Durante vinte e quatro horas seguidas atormentaram-na com perguntas. Onde, e está o seu marido?.. Como fugiu?.. Como se comunica com êle?.. Sabemos que fornece informações secretas... É espiã dos inglêses. Vamos, não pode negar que o seu marido escreveu panfletos a favor dos inglêses... Com que judeus da Palestina está em contacto?.. Sara respondia diretamente às perguntas sem se impacientar. Concordou que Barak fugira por causa das suas tendências próbritânicas, pois isso não era segrêdo. Reafirmou que tinha ficado somente para ter o filho. Não confessou mais nada em resposta às acusações. Ao fim de vinte e quatro horas, Sara Bem Canaan era, de tôdas as pessoas que se encontravam no gabinete do inspetor, a mais calma. Começaram a ameaçá-la, mas Sara continuou a responder com tranquilidade e segurança. Por fim, agarraram-na e empurraram-na para uma sala de aspecto sinistro com espessas paredes de basalto e sem janela. Uma pequena luz ardia sôbre uma mesa de madeira. Estenderam-na de costas, segura por cinco polícias, e tiraram-lhe os sapatos. Chicotearam-lhe as solas dos pés com espessos ramos. A medida que lhe batiam, repetiam as perguntas. As respostas eram as mesmas. Espia! Como arranjas as informações para Barak Bem Canaan? Fala! Estás em contacto com outros agentes inglêses... Quem são? As dôres eram cruciantes. Sara deixou de responder. Cerrou os dentes e tinha o corpo encharcado em suor. A sua coragem aumentava a ira dos turcos. O chicote continuou a rasgar-lhe as solas dos pés e o sangue espirrou. - "Fala!" - gritavam êles. - "Fala!" Ela tremia e contorcia-se, numa agonia... - "Judia! Espia!" Por fim perdeu os sentidos. Atiraram-lhe um balde de água ao rosto. As pancadas e as perguntas continuaram. Desmaiou novamente e tornaram a reanimá-la. Desta vez afastaram-lhe os braços e colocaram-lhe nas axilas pedras em brasa. - "Fala! Fala! Fala!" Durante três dias e três noites, os turcos torturaram Sara Bem Canaan. Até êles estavam impressionados com a resistência dela. Por fim deixaram-na ir, em atenção à sua bravura, pois nunca tinham visto ninguém suportar a dor com tal dignidade. Rute, que estivera à espera na sala do pôsto, levou Sara para Shoshanna numa carroça puxada por um burro. As primeiras contrações do parto, permitiu-se o luxo de gritar de dor. Gritou por tôdas as vêzes que não tinha podido gritar com os turcos. O seu corpo torturado estremecia convulsivamente. Os gritos iam-se tornando menos nítidos e mais fracos. Ninguém acreditava que conseguisse resistir. Nasceu um filho e Sara Bem Canaan não morreu, embora tivesse estado entre a vida e a morte durante semanas. Rute e os lavradores de Shoshanna prodigalizaram-lhe todos os afetos e cuidados. A notável coragem que mantivera sob a tortura dos turcos e as dôres do parto, a pequena silesiana de olhos negros manteve-a viva mais uma vez. O seu desejo de tornar a ver Barak era tão forte que a morte nada podia contra êle. Levou mais de um ano a restabelecer-se. Foi um restabelecimento lento e doloroso: só meses depois conseguiu levantar-se e andar. Ficou sempre a coxear um pouco. A criança era forte e saudável. Todos diziam que quando crescesse seria outro Barak, pois era já alto e delgado, embora moreno como Sara. Acabada a tormenta. Sara e Rute esperavam os seus maridos. Os dois irmãos viajaram do Cairo a Galípoli, à Inglaterra. À América, mas estavam continuamente preocupados com as vidas de Sara e Rute. Ficaram horrorizados ao ouvirem contar aos refugiados da Palestina as violências de Jemal Paxá. Em princípios de 1917 o exército britânico irrompeu do Egito e empurrou os turcos até à entrada da Palestina. Foram detidos em Gaza, mas o general Allenby assumiu nessa altura o comando, e sob a sua chefia os inglêses renovaram a ofensiva. Em fins de 1917 tinham aberto grandes brechas na Palestina e capturado Beerseba. Devido a esta vitória, as antigas portas de Gaza foram tomadas de assalto e a cidade caiu em poder dos inglêses. Estes atacaram seguidamente a costa para capturar Jafa. Com a campanha vitoriosa de Allenby começou finalmente a revolta dos árabes, muito dispendiosa e sobrevalorizada pelos inglêses. Quando se tornou evidente que os. 'turcos estavam perdendo, Faiçal, filho do xarife de Meca, trouxe para a luta novas tribos do deserto - os árabes abandonavam a sua posição de neutralidade de maneira a partilhar os futuros despojos. Os "rebeldes" de Faiçal alardearam grandes feitos e cortaram uma via férrea que não estava guardada... E que continuou a funcionar. E nunca os "rebeldes" árabes entraram em qualquer batalha, grande ou pequena. Na velha cidade de Megido, as forças de AlIenby e as dos turcos prepararam-se para a luta. Havia cinco mil anos que centenas de exércitos conquistadores eram postos à prova neste local. Aqui se dizia também que seriam encontrados os estábulos de Salomão e teria lugar a segunda vinda de Cristo. Para o lado norte, Megido dominava um profundo vale que constituía uma passagem natural: fôra o itinerário dos conquistadores desde tempos imemoriais. Megido caiu em poder de Allenby! Por altura do Natal, menos de um ano depois de ter assumido o comando, Allenby conduzia as fôrças britânicas para Jerusalém libertada. Os inglêses avançaram até Damasco e dispersaram os turcos: a queda de Damasco foi o dobre de finados do Império Otomano. O czar da Rússia, que tinha tido tanta vontade de combater os turcos, nunca chegou a ver realizado o seu sonho de uma Constantinopla russa. O povo russo revoltou-se contra séculos de opressão, e êle e tôda a família foram mortos por uma patrulha. Quando a guerra acabou, e embora o seu império tivesse sido totalmente esmagado e saqueado e êle tivesse deixado de ser, para o seu bilhão de muçulmanos, a "Sombra de Deus", Maomé V gozava a vida no seu harém. Barak Bem Canaan e seu irmão Akiva regressaram. Ao chegarem a Shoshanna viram as rosas que floresciam, os campos cultivados e verdejantes e as águas do Jordão que mergulhavam no mar da Galiléia. A grande barba vermelha de Barak estava entremeada de fios brancos e o mesmo acontecia com a cabeça de Sara. Ficaram de pé um diante do outro, à porta de casa; depois, êle tomou-a nos braços com uma grande doçura e esqueceram tôdas as provações dos anos anteriores. A sua Sarinha levou-o pela mão; ao encaminhá-lo para casa, coxeava levemente. Um pequeno de 3 anos, forte e alto, ergueu para êle os olhos brilhantes e curiosos. Barak ajoelhou-se diante da criança e levantou-a com as suas mãos fortes. - "Meu filho!" - balbuciou Barak -, "meu filho!" - "O teu filho. .. Ari" - disse ela.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Consta da folha de rosto: "Ao meu querido Pedrinho com tôda a amizade e os votos de muitas felicidades. Rosinha. 18.6.63" Não faço a menor idéia de quem seja o Pedrinho ou a Rosinha.


 

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