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Meu Pai Bernardo Sayão

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Meu Pai Bernardo Sayão

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Lea de Araujo Pina

Editora: UFG

Assunto: Memórias

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 190

Ano de edição: 1964

Peso: 465 g

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Ótimo
Marcio Mafra
20/09/2004 às 12:56
Brasília - DF

Emocionante o relato da filha de Bernardo Sayão. Um livro diferente das costumeiras biografias que estão no mercado. Não segue uma ordenação tradicional, nem literária, nem de nada. Sente-se a afeição da família, dos amigos, dos empregados, dos peões de obra, das autoridades. Ao tempo em que se percebe a simplicidade tosca da vida de Sayão, nota-se também a sua grandeza, sua paixão e tenacidade pelo cumprimento do objetivo que abraçou: a abertura da rodovia Belém Brasília Uma inacreditável magia, a magia de Bernardo Sayão. Muito bom pela leitura, excelente como história.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A biografia de Bernardo Sayão, contada por sua filha Lea, prefaciado pelo Presidente da Republica, Juscelino Kubitschek em janeiro de 1961.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Bernardo Sayão, Herói Pioneiro. Em plena selva amazônica, esmagado pela árvore que ajudara a derrubar, morreu ontem o engenheiro Bernardo Sayão Carvalho Araújo, Teve a morte que pediu a Deus, lutando para abrir na floresta virgem a grande rodovia Brasília-Belém do Pará, sonho que o empolgava tôdas as horas do dia, convertendo-se, por último, na razão de ser de sua vida, Sayão era uma espécie de visionário prático, com o ardor dos pioneiros. Seduzia-o a conquista do novo e do desconhecido, hem como a dominação dos obstáculos, mais que a realização do objetivo. Entretanto, como excelente engenheiro que era, escondido na modéstia de seus hábitos e atitudes, tinha sempre os olhos pregados no objetivo, sabia como planejar as etapas e atingir os fins, sempre grandiosos, a que se propunha. Mas Sayão, antes de tudo, acreditava no Brasil. Sua morte foi um ato de fé nos destinos dêste país, um edificante exemplo a ser lançado em rosto aos derrotistas, que procuram em vão retardar a marcha da história, vendo no Brasil uma reserva colonial das nações superindustrializadas do Ocidente. Cai o incansável lutador no momento preciso em que se unem as duas batalhas com a jungle, no ponto em que se levantará, dentro em pouco, o monumento aos que fizeram a rodovia por onde comunicarão o Extremo Norte e o Extremo Sul do país. Esse monumento recordará o triunfo e a queda do novo bandeirante, ou seja a morte na hora exata em que, como Fernão Dias, tinha diante dos olhos a visão da vitória. No dia em que se deu início à construção de Brasília, quando lá chegava o primeiro comboio de caminhões com operários e material, encontramos Sayão no aeroporto de Goiânia, trepidante de entusiasmo, alegre como uma criança, apressando-se em dar-nos a notícia, pois cruzara com os transportes nas cercanias de Luziânia. À tarde, quando baixamos de teco-teco na pista por êle construída, lá estava Sayão no seu jipe, para levar-nos à Fazenda do Gama. Contou-nos em pormenores as ocorrências do dia, que êle considerava "um dos mais felizes de sua vida", porque se dera comêço à construção da futura capital, causa por que êle se havia tenazmente batido. Logo que viu iniciados e em boa marcha os trabalhos da capital, Sayão passou a sonhar com a Brasília-Belém e não descansou senão quando, com os recursos da Valorização da Amazônia, pôs mãos à obra ciclópica, sempre amparado e encorajado na realização de seu sonho pelo presidente Juscelino Kubitschek. Graças a êste, nada lhe faltou para que se pudesse dedicar integralmente à obra. Sayão ajudava a abrir as picadas, a pregar os piquetes, a desatolar e desinguiçar os veículos e tratores. De sorte que contagiava com o seu entusiasmo engenheiros e operários, dos quais se tomara um verdadeiro ídolo, impondo-lhe, pela camaradagem e pelo exemplo, os maiores sacrifícios. Este homem que acaba de tombar na batalha pelo desenvolvimento nacional, o herói modesto e desinteressado, cujo nome se deve ensinar às crianças das escolas, para que aprendam amar e servir com paixão ao seu país. Wladimir Bernardes, Pela Rama...A Notícia, Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1959.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF
Todo pioneiro de Brasília conhece de cor e salteado a história de Bernardo Sayão, o primeiro herói da construção da cidade, que morreu sob o peso de uma árvore na abertura da estrada Brasília/Belém Nada mais natural que, entre meus livros, ter um exemplar do Meu Pai Bernardo Sayão, que a Lea - sua filha - escreveu para preservar a memória histórica.
 

 

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