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O Martir de Gólgota

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O Martir de Gólgota

Livro Péssimo - 1 opinião

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Autor: Enrique Perez Escrich

Editora: Paulinas

Assunto: Catolicismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 359

Ano de edição: 1961

Peso: 770 g

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Péssimo
Marcio Mafra
19/09/2004 às 20:05
Brasília - DF

A vida de Jesus é uma história chata, mesmo sob o viés doutrinário porque vai do nascimento aos 12 anos. Aí tem um inexplicável hiato até os 30 anos. Depois sim, dos 30 aos 33, há uma movimentação interessante. Isto todo ocidental sabe. Porém, a vida de Jesus quando sai do viés histórico-doutrinário vira chatice. Veneração assumida é coisa de rato de sacristia ou de cristão recém-convertido ao evangelismo. Assim é este livro, escrito pelo dramaturgo catalão Henrique Escrich, uma chatice sem fim. É cheio de frases de efeito, pobre e falso como a página de introdução: "...A fé e a religiosa admiração que nos inspirava Aquele que encerrou Sua vida no Calvário deram-nos força para escrever uma obra que a princípio nos amedrontava, e que hoje, vendo-a ultimada, trazemos a lume com respeito e veneração. Julgue-a quem nos der a honra de a ler e, longe de considera-la uma grande obra, considere-a um grãozinho de areia que colocamos na imensa pirâmide do Cristianismo, sublimada pelas santas palavras do Mártir de Gólgota." Não é mesmo uma grande obra.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma história da vida de Jesus.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sonhos de dois ambiciosos. - Quem é essa mulher que canta como uma bacante dos bosques de Baia, ferida pela seta do deus cego? - exclamou Paulo num inesperado impulso de entusiasmo musical, ao se desvanecer no espaço o eco da última nota. - Essa mulher - respondeu o amigo - é Enoé, a minha escrava favorita, a solitária guardiã desta casa, refúgio nos meus momentos de cólera, confôrto da eterna melancolia que me devora, ninho enfim de um príncipe desgraçado. - Tu, melancólico! Tu, o incansável bebedor, digno rival de Marco Antônio, que encareceu os vinhos do Egito nos banquetes de Cleópatra! - O sorriso dos lábios nada tem a ver com as amarguras do coração. O vinho embriaga e adormenta as penas. - Tens razão: bebamos. Baco aformoseia o presente e apaga o passado. Mas falemos de Enoé, interessa-me a tua escrava, conta-me a sua história. - Enoé não tem história é uma violeta silvestre, nascida nas margens do Nilo e transplantada para Judá antes de abrir as perfumadas pétalas; comprei-a de alguns árabes e conservo-a nesta casa, tratando-a como irmã afetuosa. Estou certo de que essa pobre menina se deixaria matar a fim de poupar-me um suspiro de dor. - Tua irmã? - perguntou Paulo, num tom de dúvida. - Minha irmã, Paulo, minha irmã. Juro-te, pela memória da minha infeliz mãe, que não profanarei essa bela rosa, a quem hei de dar o nome de espôsa. E Antipater, ao evocar o nome da mãe, excitou-se visivelmente - Que tens? - indagou Paulo. - Nada, meu amigo; quando relembro minha mãe, vejo sangue diante dos olhos. Mas falemos de outro assunto. Agrada-te o ouro? Paulo, surprêso com a pergunta, respondeu: - A vida é cara em Roma e a paz empobrece o soldado. - Pois bem, eu posso enriquecer-te. - Eis uma oferta que me surpreende. Vejamos quanto custa a riqueza que me ofereces. - Jura-me primeiro que, se não aceitares as minhas condições, morrerá contigo o segrêdo dos meus planos. - Juro-o pela minha espada de soldado. - Então, troquemos os punhais e as taças, e escuta, já que desde agora são irmãos Antipater e Paulo o Intrépido. Os dois amigos trocaram as espadas; em seguida, enchendo as taças, trocaram-nas também. - Que o misterioso Moloc, o terrível Arimane perturbe o sono e envenene o sangue do primeiro que trair a santa aliança que nos une - exclamou o filho de Herodes, esvaziando a taça que lhe passara o romano. - Que o misterioso Moloc, o terrível Arimane perturbe o sono e envenene o sangue do primeiro que trair a santa aliança que nos une! - repetiu Paulo, imitando o companheiro. - Muito em breve o sol iluminará com seus raios os altos minaretes da cidade e os corredores do palácio de Jericó. Então, as trombetas dos legionários anunciarão aos habitantes adormecidos a partida do rei meu pai: E tu, Paulo, chefiando os vélites, deves escoltá-lo até Roma. Sabes que vai fazer meu pai na cidade dos Césares? - Em verdade, não sei. Mandaram-me escoltá-lo e obedecer-lhe. Eis a minha missão - Pois bem, Paulo, meu pai vai a Roma porque meus irmãos o acusam perante o Senado Como assassino da nossa mãe; êles, porém, com esta acusação firmaram a sua sentença de morte. - Herodes não matará os seus filhos: é pai. - Não o conheces; é certa a morte dêles, e a minha não está muito longe. Mas não sou dos que se rendem sem combate e, uma vez apagada em meu coração a voz da natureza, será terrível a luta e preciso de ti, Paulo.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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