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A Grande Travessia

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A Grande Travessia

Livro Péssimo - 2 opiniões

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Autor: Pearl S Bruck

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Vera Neves Pedroso

Páginas: 201

Ano de edição: 1996

Peso: 250 g

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Péssimo
Rafael Mafra
19/09/2004 às 19:50
Brasília - DF

A cultura métrica mencionada no histórico, às vezes, nos traz grandes surpresas. Neste caso, uma surpresa desagradável. A história da diretora de cinema envolve um regresso ao Japão, com toda sua sabedoria e coisas místicas. Ou seja, é tremendamente chato. Da primeira à última página nada de interessante ocorre na narrativa. O estilo literário e a fluidez da leitura não comprometem a qualidade do romance. Leitura para quem não tem qualquer outra coisa pra ler. Nem jornal da semana passada.


Péssimo
Marcio Mafra
27/01/1995 às 19:48
Brasília - DF

Embora se trate de uma autora de respeito, detentora não somente do Nobel, mas também do Pulitzer, este seu romance A Grande Travessia é de uma intolerável chatura.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Narrativa da "Grande travessia" realizada por uma diretora de cinema, para fazer um filme sobre um grande maremoto no Japão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Essa noite, quando voltei para o meu quarto de hotel, pensando em todas essas coisas, chovia, as ruas estavam inundadas e a chuva, caindo, parecia envolver-me numa caixa de som. Sofro de caustrofobia e passei, através dos corredores silenciosos da parte nova do hotel onde ficava a minha suíte, para o velho prédio, construído por Prank Lloyd Wright. Era um dos seus primeiros projetos e certamente nada tem em comum com os seus trabalhos posteriores, o Museu Guggenheim, em Nova York, ou o Little Theater, de Dallas. Tampouco se parece com qualquer outro prédio existente no Japão. É uma curiosa aglomeração de beiradas marchetadas, cantos trabalhados e detalhes superelaborados de decoração. A sua glória é que resistiu a todos os terremotos e isso porque o arquiteto descobriu que Tóquio estava construída sobre um mar de lama que estremecia. Mergulhou nele milhares de troncos de pinheiro do Oregon e sobre essa base construiu a sua monstruosidade, que, na realidade flutuando, pode-se ajustar a qualquer eventualidade. Será que flutuar ajuda a se ajustar? Fiquei meditando nisso, enquanto procurava um dos muitos recantos do velho e escuro Izall do hotel. Nesse caso, eu devia estar me ajustando. Parecia-me que não estava vivendo, nem sequer existindo, apenas flutuando sobre a superfície do tempo. Levantar-me de manhã e trabalhar, caminhar sozinha à noite, dormir pouco e acordar de madrugada, sem pensar no passado ou no futuro, apenas no dia presente, nesta noite, e meditar sobre os homens e as mulheres. Isso me fez recordar quão rara fora a minha experiência do casamento. Não sou uma mulher com quem seja fácil estar casado, pelo menos é o que imagino. Estou dividida até o âmago do meu ser, sendo parcialmente mulher e parcialmente artista, sem que uma parte tenha nada a ver com a outra. Como artista, sou capaz de ser cruel, pois os artistas são, e têm que ser, implacáveis. - Você pode suportar - perguntei-lhe, certa vez - ver-se retratado num romance? Não como você é, exatamente - eu sempre crio os meus próprios personagens, mas aproprio-me do que preciso - a maneira pela qual você me pediu para ser sua mulher, por exemplo, que eu estou certa de que nenhum outro homem empregou antes. Talvez eu precise aproveitar isso para outros homens e mulheres. Ele sorriu. Tinha um sorriso maravilhoso, que começava nos olhos azuis e profundos - olhos bonitos demais para um homem, pois eram azul-violeta com longas pestanas pretas, mas eu gostava deles, de modo que talvez não fossem bonitos demais. - Pode usar o que quiser - disse ele. - De qualquer maneira, é tudo seu. Use tudo o que eu tiver para dar. . . Ele tinha uma qualidade única: compreendia os artistas. Duvido que compreendesse as mulheres ou se preocupasse em compreendê-las. A sua opinião sobre as mulheres em geral não era muito boa. Não desgostava delas, mas a sua atitude era impessoal e algo condescendente. Quando eu me queixava de que ele era injusto, respondia, calmamente: - Eu não desprezo as mulheres. Pelo contrário, acho que elas podiam ser muito mais do que são. As mulheres avaliam-se muito por baixo, contentando-se com ser cozinheiras, faxineiras e babás, quando podem ser o que quiserem e fazer o que mais gostarem. Ninguém as detém a não ser elas próprias. Como ele tinha uma atitude de gentleman inglês com relação aos trabalhos domésticos - era inglês por ambos os lados e sua mãe nascera na Inglaterra - eu sentia uma injustiça básica nos seus comentários, mas não gosto de discussão e ele não era nenhum puritano, no que dizia respeito às mulheres. Começara a viver cedo, diplomando-se por Harvard com apenas vinte anos e casando logo a seguir. Chamava a atenção das mulheres e sabia disso, com os olhos muito azuis, os cabelos pretos e a pele bronzeada. Suas maneiras eram encantadoras, às vezes podendo levar a más interpretações, quando ele falava com uma mulher. No entanto, tinha o seu código escrito. Nunca, por exemplo, chamava uma mulher que trabalhasse para ele pelo primeiro nome. Nem a convidava para almoçar ou marcava encontro com ela fora das horas de expediente. Achava que qualquer exigência de natureza pessoal feita a uma empregada representava um uso abusivo do poder do patrão. Lembro-me de que, em certa ocasião, ele teve uma secretária extraordinariamente jovem e bonita. Quando um amigo ou cliente fazia observações jocosas ou invejosas, ele mostrava-se frio como só um inglês pode ser.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este exemplar, da coleção Mestres da Literatura Contemporânea, adquirido quando fomos a S. Paulo, por ocasião do casamento do Gustavo com Patrícia, em 31 julho de 1998. Na porta de uma loja de bairro, havia verdadeira montanha de livros, todos a R$ 5,00. Trouxemos um bocado de livros de "capa dura" na cor azul. Nesta oportunidade, praticamos a mais legítima "cultura métrica", ou seja, quando se compra livro a metro, para enfeitar prateleira.


 

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